domingo, 19 de julho de 2009

O PORCO-ESPINHO QUE NÃO O ERA

Há uns dias disseram que não me achavam uma pessoa afectiva. E isto deixou-me a pensar. Deixou-me a matutar ainda mais em algo que me girava na cabeça nos últimos tempos.

Quando foi que eu me tornei num porco-espinho? Como foi que eu me tornei numa pessoa distante fechada numa redoma de arame-farpado? Porque foi que me convenci que era impossível de amar?

Lembro-me de duas situações recentes: um beijo que não retribuí e um abraço que quebrei antes mesmo de ser dado. Ambas as coisas eram desejadas por mim mas fui incapaz de as fazer. Posso arranjar 1000 desculpas como alguém que chamou, etc, etc, etc… Mas a realidade é que eu acho que me tornei numa daquelas pessoas que está convencida que não merece o carinho. A realidade é mesmo esta. E com isso tornei-me hábil na arte de não me entregar. Sou confiável, sou prestável mas não me dou. A porta da redoma está trancada e eu engoli a chave.

Eu convenci-me que era o porco-espinho que ninguém quer abraçar e agora quando o fazem espeto com espinhos imaginários que nem sabia que possuía. Convencida que dessa forma não me magoarão e sem noção de que desta forma, eu própria me magoarei

O lado positivo é que informo que a recolha desses espinhos imaginários já foi iniciada…

16 comentários:

Anónimo disse...

Curioso... conheço-te há tantos anos e posso afiançar-te que de porco-espinho não tens nada. A não ser que todos os que não são excessivamente amaricados, lamechas, chora-nas-escadas e afins se possam categorizar dessa forma. Capacita-te disto, sempre te deste a quem o mereceu e cutelosa acho bem que o sejas, mas espinhos... não nunca os vi ;)
Te gosto...

Shana disse...

Ah, just in case you don't recognize me... sou aquela gaja com quem ontem ouviste uma boa música e soltaste umas boas gargalhadas.
Shana.

Mente Quase Perigosa disse...

Não, de repente não estou a ver quem sejas...

Mente Quase Perigosa disse...

James Dean, és tu, filho????

Mente Quase Perigosa disse...

(e tu conheces-me há anos demais e sabes demasiado da minha vida e eu da tua para seres imparcial, pá!)

sem-se-ver disse...

venham daí esses ossos!!



(espinhos recolhidos, vale? :-)

Mente Quase Perigosa disse...

Só posso prometer tentar, certo?

tereza disse...

Para chaves engolidas há um bom remédio mas não posso dizer aqui. Para o resto tenho para mim que isso é ar de Calimero...

(bolas, gaija. tem juízo!)

Mente Quase Perigosa disse...

Não sei se quero saber o remédio. Afigura-se-me doloroso...

(lá está ela a pedir coisas impossíveis...)

:p

AnaT disse...

Ui (não foi nenhum espinho Mente)... mas eu que só te "conheço" daqui não te imagino assim...

Shana disse...

Em primeirinhos... e se bem me conheces, aqui a parcialidade nem conta pk sabes que, quando tenho a dizer, não mando dizer por ninguém.
Portanto, SE EU DIGO QUE NÃO TENS ESPINHOS... NÃO TENS E PRONTO!!!!!

P.S.: Ai, o belo do James Dean... isso queria eu; eu com ele, tu com o "amante"... lolololol!
Bacci

Abelha disse...

Porca Espinho ou não...é tão bom abraçar-te, dar-te beijinhos e sorrir contigo...

(Mas isto porque possivelmente duas porcas espinhos não se picam)

;)

Shana disse...

Além disso, no outro dia estava a própria da cura para esse sentimento "lambe-feridas":
"A (des)vantagem da idade é que aprendemos que por muito fundo que o abismo seja, se quisermos saltar podemos levantarmo-nos, sacudir a poeira e seguir em frente. Todos os ferimentos têm cura. Pode é demorar mais ou menos tempo... Agora, a excitação do salto, faz valer a pena cada hematoma!!!!"
RECONHECES??? HEIN???
Linda... muito Doris... mas linda...ehehehh!

Shana disse...

Afinal... és uma mulher ou uma r-a-t-a??? Hein?! Hein?!
Bai-te a ele k eu tenho uma aposta para ganhar e não tenho idade para perder nem a feijões ;))))

Mente Quase Perigosa disse...

Houve aí um comentário que se me pareceu familiar...

E já te disse, Shana Amori, aqueles 2 não me enganam. Eles têm muita paixão e amor para dar, mas é um ao outro...

Mente Quase Perigosa disse...

Ai Abelhinha, tu hoje já me fizeste tão feliz que se te ponho as mãos em cima, mulher...