quarta-feira, 13 de junho de 2012

MUDAR DE FILME

Tenho andado numa de crime e castigo comigo mesma. "Não tocas no Confissões sem fazeres o que tens que fazer antes!"

A partir de hoje, vou entrar numa de negociadora. "Se embalares a roupa toda das gavetas, deixo-te escrever um episódio da novela..."

Vamos lá ver que tal resulta a mudança de estratégia...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

AI MENTE MARIA QUE ESTÁS UMA SECA!

Eu juro que, depois de tratar das senhoras de meu pais, aligeiro o tom, tá?
Falo de sexo ou assim. Talvez até partilhe uma ideia para catálogos de coisas comezinhas mas designed for making the love!

HOMENS DE MEU PAÍS, ATENTAI NISTO QUE EU NÃO ESTOU PARA ME REPETIR!*

O prefixo 'ex' quando aposto antes da palavra 'mulher' significa que já foi. Já não é mais. Over. Finito. Kaput. E o que significa isso? Assim em linhas gerais...

1) A relação esticou os alicates. Morreu. Deu o peido mestre. No longer exists!

2) Nada impede que fiquem amigos. Nada. Mas se é para serem amigos têm que esquecer toda a parte emocionalóamorosa que tiveram antes. Não dá para trazer ressabianços para uma relação de amizade, tá?

3) Se a ex vos chama lá a casa e decide receber-vos de lingerie alegando o calor dos 7 demónios do vulcão Titubicutica e vos salta para cima, é permitido aos senhores dizer "Ah não, muito obrigado!" Podem até acrescentar um "Já jantei". Funciona sempre como desbloqueador de conversa e dissipa qualquer constrangimento que possa ter surgido. Este ponto é particularmente importante porque há senhores que têm reacções Pavlovianas à comida. Basicamente, acham que se comeram bife uma vez, cada vez que vêem bife é para comer. Errado! Há peixe. Há marisco. Há soja. E há, inclusive, alturas em que não apetece mais bife. Se não vos apetecer. Não comam. Comer contrariado dá azo a indigestões do caraças.

4) Se a coisa se finou, se não quereis manter nenhum tipo de relação com a acima mencionada Senhora Ex, não soides obrigados (a gerência ressalva aqui o caso de ex-casais com filhos, caso em que estais absolutamente fodidos que aquilo é para a vida mas ainda assim, há sérias diferenças entre civilismo** e servilismo). Não queiram manter relações para ficarem bem na fotografias. Essas não são verdadeiras e, tal como no item anterior, têm tendência a causar problemas estomacais.

5) E, por fim, meus senhores, lembrem-se que um golpe limpo e conciso tem menos probabilidades de infectar e de deixar grandes cicatrizes. Sim, eu explico: se não querem nenhuma ligação com a senhora, se não tencionam ficar amigos yadayadayada, clean break. Nada de andarem ali no chove-não-molha. Não há nada pior que a ilusão de uma esperança inexistente. Mói. Cria animosidade. Fere.

O fim de uma relação é sempre uma coisa que magoa todas as partes envolvidas. Pensem que, se vos custa, à outra parte não deve custar menos. Minimizem a dor. E, sim, é possível. Good night and good luck.

E, amanhã, falo para as senhoras que eu a essas tenho sempre muito mais para dizer. 

*Partindo do pressuposto que o break-up foi decisão vossa. Ou não. Leiam como vos aprouver.
**Shiuuu... Pode ser que passe.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O AMOR É, AGORA, UM LUGAR ESTRANHO

Se há coisa que a crise fez, foi fazer-nos redesenhar o nosso modelo de relações amorosas (podia tentar expandir isto a todas as relações mas estou no comboio e isto não se pode alongar muito que eu ainda se me enjoo).

Numa época em que o nosso governo nos aconselha a emigrar, cada vez mais casais optam por experimentar a vida noutras paragens. Como é que isso se faz? Vai um e o outro fica. Salvo raras excepções, este é o primeiro passo, pois nunca se experimenta a profundidade de um rio com os dois pés*.

O que resta, então, a estes exploradores dos tempos modernos? Ou acabam as relações que têm e optam por uma carreira a solo. Ou a relação adapta-se a esta nova realidade, o que nos leva a coisas como: um casal acorda juntos em Oeiras, toma café e ele deixa-a na estação para ela ir para outra cidade no seu caminho para o aeroporto. E se, há uns tempos, esta seria a situação de excepção, agora esta é a regra. Despedem-se como qualquer casal que vai trabalhar e se reencontra em casa ao fim do dia. A diferença é que, no final do dia, cada um deles ir dormir noutra cama, noutra casa, talvez até, noutro país.

Mas, agora, levanta-se outra questão. Durante décadas, ouvimos a máxima de que as relações à distância não resultam. Mas também há os escritores que defendem que a distância está para o amor como o vento está para o fogo**. Em que ficamos? Será que esta reformulação das relações amorosos vai ser uma fábrica de amores impossíveis à Lá Romeu e Julieta? Ou conseguirá quem, efectivamente, tiver a vontade e a resiliência suplantar todos os obstáculos e fazer a relação vingar? Poderão todos os planos feitos, no tempo em que estão juntos, alimentar a esperança e preencher as horas de camas vazias?

*Provérbio africano
**Roger Bussy-Rabutin

segunda-feira, 2 de abril de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

'PRONTES'!!!

E agora que a casa já está arranjada, a ver se a malta faz alguma coisa de jeito. Tipo, escrever ou assim.

SE EU DESCUBRO QUEM FOI O DESGRAÇADO...

Que me apanhou pelas costas e me sacou o template, temos a burra nas couves. Ai temos, temos...

terça-feira, 27 de março de 2012

E, SE REPENTE, COMO QUEM NÃO QUER A COISA...


Este blog acordasse para a vida qual zombie num filme de terror de muito má qualidade?

O que será que acontecia?

[Mente, Mente... Tu sabes a resposta a isso. Como é óbvio - e há centenas de filmes a comprová-lo - tudo quanto fosse boazona de copa D desataria a correr escadas acima com as glândulas soltas por debaixo de um top fininho. Não é o que acontece sempre? Perguntas desnecessárias para quê?]

terça-feira, 26 de outubro de 2010

THE END

Meus amores, tudo o que aconteceu, que motivou a minha decisão, foi mesmo na
minha vida real. Um boato na blogosfera nunca teria esse poder. Queriam,
não? Isso é que era doce...

E a Mente Quase Perigosa não vai sumir (acham mesmo que alguém consegue dar
cabo desta Peixa?). Vai continuar no Facebook. Vai continuar a desmascarar a
Chefa no Cabra de Serviço e vai continuar a escrever Pensamentos do Dia.
Daqui a bocado já vos respondo aos comentários e vou responder sempre.

E além disso, vou estar sempre disponível através do email. Aliás, eu até
sugeria que 'aqueles que me querem bem' (as palavras são da Luz, não
minhas)me mandassem um mailzinho.

mentequaseperigosa@gmail.com

De qualquer forma, eu sei onde vocês estão...

E agora, sim, that's all folks...

"É SÓ UM BLOG, PÁ. SÓ UM BLOG..."*

 
É só um blog mas foi onde passei mais de dois anos a escrever (quase) diariamente.
É só um blog mas foi onde encontrei amigos que hoje são de carne e osso.
É só um blog mas foi onde chorei a operação do meu filho e recuperei da minha (não, não saltaram esse post, eu nunca escrevi sobre isso).
É só um blog mas foi onde vivi a doença e a morte do meu pai.
É só um blog mas foi onde ri perdidamente e discuti apaixonadamente.
É só um blog mas eu pensava que me iria acompanhar por muitos e bons anos.
 
No entanto, quando a nossa vida real começa a ser julgada pelo que se escreve na blogosfera, temos que relativizar as coisas. Quando temos que pensar duas vezes antes de escrever uma frase, é chegada a altura de reflectir sobre o que queremos fazer. Quando concluimos que há pessoas que levam o nosso blog mais a sério do que nós mesmos, está na hora de seguirmos o nosso caminho.
 
Eu já deixei um blog antes. Deixei sem me despedir ou dizer fosse o que fosse. Ele lá continua, abandonado como um destroço perdido do Titanic. Eu arrependo-me de não me ter despedido, por isso mesmo, porque é importante aprendermos com os erros do passado, antes de seguir, não podia deixar de agradecer a todos os que me acompanharam nesta viagem. Foi um prazer ter-vos ao meu lado.
 
Não podia também deixar de agradecer à(s) pessoa(s) que nas últimas duas semanas realizaram o sonho antigo ao presentearem-me com aquilo que nunca tive: hate mail! Toda a gente sabe que eu me queixava que era sempre bem tratada. Mas, antes de acabar com o blog, alguém lá em cima deve ter ouvido as minhas preces e decidiu que o melhor da vida era inventar um romance escaldante entre mim e outro blogger. Ora para a(s) menina(s) a quem este romance tórrido e picante está a incomodar, eu tenho a dizer que embora o Pipoco seja a réplica exacta do George Clooney (sim, eu sei como ele é... Nhã nhã nhã nhã nhã... E agora, o Pipoco que as ature!), toda a gente com dois dedos de testa sabe que a Mente Quase Perigosa teve um romance escaldante e atribulado, sim, mas com o pai dele!
 
Vocês estão a ver porque é que eu tenho pena de este blog ter que acabar? Eu acho que nem imaginam o quanto me diverti aqui... É que isto era uma novela muito melhor do que a da Princesa. O blog em si era, ele sim, uma novela digna do Pedro Camacho com as suas personagens e enredos trocados.
 
E eu, que tinha prometido a mim mesma não alongar este post, vejo-me a inventar assunto para não ter que o acabar.
Um blog é só um blog mas dou comigo com lágrimas nos olhos a pensar que afinal existem mesmo amores impossíveis e que, às vezes, amar não basta. Porque por muito que eu goste, eu vou ter que partir...
 
Um blog é só um blog e este blog terá apenas mais um post, hoje à noite. Depois disso, a gente vê-se por aí. Façam-me o favor de ser muito felizes.
 
 

GONE WITH THE WIND

O meu pai faria hoje 59 anos. Eu, decerto, iria comprar ou fazer um bolo de chocolate, o preferido dele e do neto. Jantariamos e beberiamos champagne.
 
Hoje, não vou fazer nada disso. Em vez disso, e porque não vale a pena adiar mais o inevitável, hoje vou acabar com o Confissões de uma Mente Quase Perigosa.
 
Dediquemos, portanto, o dia às perdas passadas e às perdas futuras "and tomorrow ia another day".