O meu pai sempre usou barba. Nunca o vi sem barba a não ser numa ou outra fotografia de adolescente. Ao vivo, nunca mesmo.
Um dos melhores amigos dele que eu conhecia desde que existo tinha a barba mais suave do mundo. Lembro-me que quando era miúda, pensava que a barba do Pai Natal devia ser assim, suave como a dele. Também me lembro que, há uns meses, foi a única coisa (inteligente) que consegui dizer no velório dele.
O terceiro, que ainda há uns dias aqui esteve, tem barba.
O meu tio tem barba.
Basicamente, todos os homens que conheci em miúda têm barba.
Aqui há uns anos, numa profunda sessão de psicanálise efectuada por volta das 5 da manhã sob o efeito de poderosos medicamentos anti-depressivos, conclui que sofro de um poderoso complexo de Édipo mal resolvido. É que se há coisa que eu gosto é de homens de barba. Pronto, também gosto de canhotos mas para isso não consigo arranjar uma explicação racional, nem mesmo depois de muitas garrafas de anti-depressivos. Simplesmente, acho os homens canhotos mais sexys do que os dextros. Mas em relação às barbas acho mesmo que é complexo de Édipo.
É que é coisa que fica bem (conforme se pode ver pela amostra anexa) em todo o género de homem: seja ele loiro, moreno, grisalho, novo, velho… Gosto, pá, que gosto…