quarta-feira, 26 de novembro de 2008

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO


Nada deve ser mais frustrante do que uma mulher pedir a um homem que se deite com a cabeça ao pé da dela com a voz da Rainha das Fadas do “Sonho de uma Noite de Verão” (entaramelada, é certo, mas ainda assim doce), para cinco segundos depois a Fada se transformar numa Debulhadora Industrial e passar 3 horas a ressonar aos ouvidos dele…

Eu se fosse gaijo, virava gay. Ai virava, virava…

/&#)$/$&$#”$(&/=(=?)(/#$&/())=#&$%(&= OS GAIJOS


“Sometimes the greatest journey is the distance between two people.”
(The Painted Veil)

Acusam as mulheres de ser volúveis e de mudar de ideias e opiniões constantemente, mas o que eu vos digo é que, ao pé dos homens, nós somos amadoras. Reles e insignificantes iniciadas na modalidade.

E se formos pelo caminho do egoísmo e conveniência, então aí nem sequer vamos a jogo!!!!!

Lá dizia ontem a mulher do patrão, dondoca dos 4 costados, num desabafo que eu juro que não queria ouvir: “Ai os homens… Os homens… São todos iguais...”

E quando voltar a estar sana me passar a irritação e algum(a) de vocês me ouvir a defender algum, dêem-me na cabeça com um martelo pneumático, fáxavor!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

CANSADA...


Às vezes, cansa-me a logística de mãe solteira que estuda à noite. Cansa-me ter que pensar todos os dias quem vai buscar o piolho ao colégio. Em dias como o de hoje, penso comigo que o melhor que tenho a fazer é continuar na minha vidinha sem grandes ambições e ser mãe a tempo inteiro das 18h à 08h.

Talvez fosse melhor para todos. Mas considerando tudo o que eu já perdi/sacrifiquei até à data por este sonho, talvez desistir agora seja imensa parvoíce… Mas que a ideia me passa pela cabeça, passa… Talvez amanhã seja melhor…

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A PROPÓSITO DE CABELO


No sábado, só não cortei o cabelo curtinho porque pensei que, se calhar, não era grande ideia tomar essa decisão de ressaca… Se calhar…

E porque tive medo que a Nini viesse de Lisboa aqui, de propósito, só para me espancar.

BAD HAIR DAY... EVERYDAY!


Definitivamente, eu desisto de tentar perceber como é que o meu patrão penteia o cabelo. Desisto… Atiro a toalha… Give up… O que é aquilo????

DAY AFTER


“I cannot let you burn me up, nor can I resist you.
No mere human can stand in the middle of fire and not be consumed.”
(in “Possession”)

Depois de uma noite em que vi uma miúda de fio dental roxo sentada à minha mesa de jantar; em que havia na minha casa uma quantidade de álcool suficiente para inaugurar uma tasca de tamanho médio; em que toda a gente dorme no máximo 3 horas e acorda com ar de quem foi atropelado por um TGV: em que havia gente a ressonar que fazia mais barulho do que o próprio TGV; tornou-se urgente lembrar todos os passos eficazes para evitar e/ou combater a ressaca:

Hidratar
Litros e litros de água para eliminar toxinas.

Arejar
Abrir janelas e deixar o ar circular pela casa. Eliminar todos os rastos do devaneio nocturno.

Descansar
Preparar tudo para efectuar a tarefa anterior no mais curto espaço de tempo possível.

Alimentar
Deveria aconselhar fruta e legumes, mas comida de ressaca é mesmo “junk food or no food at all”. Pelo menos, se forem gaijas.

Vegetar
Munam-se de filmes e atirem-se para o sofá resolutamente com o comando da TV e do DVD. No meu caso, comecei com o “Possessão” porque considero que é um dos filmes mais românticos da década e apetecia-me ouvir coisas bonitas (e ver o Aaron Eckhardt em tronco nú, pronto…). Passei depois para os clássicos e o melhor para esta condição é mesmo dose dupla de Audrey Hepburn: “Férias em Roma” e “Breakfast at Tiffany’s”. E relembrando a cena retratada na imagem acima, constato que tirando o facto de não ter o bom aspecto dela nem um gato, no final do dia a minha figura não era muito diferente!

PIJAMA PARTY


Na noite de Halloween:

Amiga Devassa de MQP: Então qual é o fim-de-semana em que vamos mesmo ao Ikea?
MQP: Eh pá, não tenho dinheiro.
Amiga Devassa de MQP: Oh mas o objectivo não é levarmos o M. e pô-lo a dormir num quarto de hotel rodeado de gaijas?
MQP: Basicamente…
Amiga Devassa de MQP: Então não precisamos de ir para Sevilha. Podemos ir para minha casa.
MQP: Ou organizamos uma festa do pijama. É isso!!!!
Amiga Devassa de MQP: Brilhante… No fim-de-semana de 21, em vez de Sevilha fazemos a festa do pijama.
MQP: Okay.

Pikenas considerações sobre uma festa do pijama no século XXI e em que todos os intervenientes têm a idade mínima legal e a distinção em relação a uma festa do pijama no século XX:

Séc. XX: Passamos 1 semana a considerar qual o pijama que melhor nos assenta no rabo, nas mamas, nas pernas, que condiga com a lingerie, a sombra dos olhos, os brincos, etc… etc… etc…
Séc. XXI: Que seja confortável.

Séc. XX: Vamos convidar aquele gaijo giro, podre de bom, com o corpo perfeito que eu quero comer como se não houvesse amanhã que desta é que ele não me escapa.
Séc. XXI: Só vão gaijos que nos façam rir e sentir bem.

Séc. XX: Não vamos convidar a Maria que ela é boa como o milho e depois os gaijos só lhe ligam a ela.
Séc. XXI: Vamos convidar a Maria que ela é porreira. E porra que a gaija é boa como milho, pá, que inveja!

Séc. XX: Merda, acabou a cerveja! Olha, o Manel vem a caminho, liga-lhe. Ele diz que vai pedir uns trocos ao pai e pode ser que consiga comprar umas latitas.
Séc. XXI: Merda, acabou a cerveja! Olha, o Manel vem a caminho, liga-lhe. O Manel aparece com 5 paletes de 24 cervejas cada e torna-se o melhor amigo de toda a gente.

Séc. XX: Joga-se ao bate-pé porque pode ser um ice breaker.
Séc. XXI: Joga-se ao bate-pé for old times sake (really?).

Séc. XX: Joga-se um qualquer jogo que como castigo implica strip-tease.
Séc. XXI: Joga-se um qualquer jogo que como castigo implica strip-tease.

Séc. XX: Alguém come alguém e de manhã ninguém consegue olhar direito nos olhos dos outros.
Séc. XXI: Oh pá, se alguém comeu alguém que se acuse que com a barulheira que o outro fez a ressonar, secundado por 2 meninas que não envergonharam a raça, eu não dei por nada!!!!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ENTÃO NÃO É?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

DIÁLOGOS


Ele a brincar com 2 dinossauros que recebeu de prenda de aniversário na mesinha da sala da avó. A avó no sofá. Entro eu:

Mente Quase Perigosa: Filhoto, vamos jantar. A comida está na mesa. Pergunta à avó se vem jantar connosco.

Projecto de Gaijo: Vó vens comê a minha caxa?

Avó Babada: Isso é um convite, amor?

Projecto de Gaijo: Nãooooo, vó! É um dinóxáuiu!!!!!!

É que só faltou mesmo o 'dahhhhhh' no final...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

DEJÁ VU


Num passado longínquo, houve alguém que destabilizou o meu ser para além de toda a compreensão humana.

Lembro-me da persistência e permanência desarmantes. A necessidade (desesperada) do 'estar'; a urgência de sentir sem, no entanto, definir o sentimento; as meias palavras inesgotáveis que nunca formavam uma palavra completa; a suposição social; a necessidade de isolamento a dois sob qualquer pretexto...

Essa é uma das lembranças que me torna na mulher que sou hoje porque quando me recordo do passado, lembro-me de um dia virar costas para nunca mais voltar. Lembro-me do vestido curto vermelho que usava e do som dos saltos dos sapatos na calçada quando subia a rua. Lembro-me que foi o meu primeiro amor. E lembro-me de parar a meio da subida quando ele gritou o meu nome e acrescentou baixinho "agora eu percebo o que acabei de perder...". Lembro-me que parei, lembro-me que hesitei mas não cheguei sequer a olhar para trás. Continuei sempre e nunca mais voltei.

Ele sempre esperou que eu voltasse; o mundo inteiro esperava que eu voltasse mas, nem quando da cama de um hospital chegou, por interposta pessoa, o pedido de um homem acidentado eu voltei. Cortei amarras com esse amor e com essa dor e parti.

Ocasionalmente, os nossos caminhos cruzam-se, agora já sem o sentimento de outrora, mas eu lembro-me...

Lembro-me bem do vestido vermelho, dos saltos a bater na calçada e do som do meu nome a ecoar na escuridão de uma rua na noite de Lisboa.

sábado, 1 de novembro de 2008

DESEJO


"Too often, the thing you want most is the one thing you can't have. Desire leaves us heartbroken, it wears us out. Desire can wreck your life. But as tough as wanting something can be. The people who suffer the most, are those who don't know what they want."
(Anatomia de Gray)

Grande verdade. E hoje também aprendi que o amor eterno tem uma duração tãoooooooo, mas tão curta que até faz me faz impressão.

Não que me incomode. Que não incomoda. É apenas a confirmação daquilo que eu sempre achei. Mas, ainda assim, foi mais uma machadada na minha grande vontade de acreditar que se pode amar para sempre.

O que me resta? Desejo, atracção... Luzes vagas e efémeras na vastidão da nossa existência. No entanto, a única coisa sincera. Pequenos pontos de honestidade animal e instintiva. Corpos quentes e sem controle, gotas de suor e tesão. O resto? O resto é apenas a agri-doce ilusão criada para fomentar a propagação da espécie. Porém, é doce... Oh se é doce...