quinta-feira, 22 de abril de 2010

CALCANHAR DE AQUILES

Todos nós temos um.

Eu lembro-me de estar grávida e das p***s das hormonas me terem posto uma semaninha inteira a sonhar com um ex-namorado. ‘Aquele’ ex-namorado com quem eu acreditei que o amor para sempre era possível. O único com quem eu sonhei em envelhecer e resmungar. ‘Aquele’ com que tudo ficou mal resolvido e de quem até hoje nada sei, excepto que está vivo porque o vejo, de vez em quando, na televisão. E lembro-me de pensar: “E se ele agora me aparecesse à frente? O que é que eu fazia?” E lembro-me de não saber a resposta.

E não temos todos nós um Calcanhar de Aquiles destes na vida? Não existe para todos nós aquela pessoa que se voltasse a entrar na nossa vida poderia destabilizar e, possivelmente, fazer ruir tudo o que construíramos até então?

Como é possível todas as certezas inabaláveis da nossa vida caírem por terra com um simples ‘olá’?

8 comentários:

mãe disse...

temos, temos...oh, se temos.... ;)

Miguel disse...

Desculpa lá ó "mente quase perigosa" mas há coisas que me transcendem...

A não ser que o teu cerebro seja feito de hormonas é pouco "aceitável" uma coisa destas.

Se gostas de alguém, tens uma relação com outra pessoa porquê?

Com certeza que se te fizessem o mesmo vinhas para aqui dizer que o gajo era um sem carácter e mais uma serie de outras coisas, não?

Enfim... cada um na sua!
No fundo hoje vale tudo...

tereza disse...

Eu acho que o Miguel está cobertinho de razão!!!! Sua desavergonhada, grávida de um e a sonhar com outro!!!....

(quem era o gaijo? vias na televisão??? ora... não é quem estou a pensar... mau, afinal tens DUAS histórias para me contares...)

Mente Quase Perigosa disse...

Miguel,
Talvez eu não me tenha feito entender... Ninguém aqui falou em ter uma relação enquanto estamos apaixonados por um terceiro.
Do que eu queria falar era de coisas mal resolvidas que ficam para sempre gravadas em nós e que, quando menos esperamos, nos vêm à memória, à ideia, ao subconsciente, whatever.
Vais-me dizer que todas as tuas relações foram bem resolvidas?
Se o disseres, dou-te os parabéns, porque serás decerto o primeiro a dizer-me isso.

P.S. Mente Quase Perigosa é mesmo sem aspas porque não é um eufemismo. É mesmo the real thing.

P.S.2: Uma mulher grávida tem o cérebro feito de hormonas mesmo. O cérebro e todo o resto do seu corpinho.

P.S.3: Nunca aqui me viste (partindo do pressuposto de que leste outros posts além deste) a chamar sem carácter a homem algum. Pelo simples motivo de que eu acredito que somos todos feitos do mesmo. No entanto, podes ler vários onde me assumo como má pessoinha. Tenho uma grande capacidade de auto-critica...

Mente Quase Perigosa disse...

E, sim, vale tudo desde que com o consentimento de todas as partes envolvidas. Caso contrário, é off limits!

Mente Quase Perigosa disse...

Oh Terezinha pequenita, tu agora tomas as dores dos meus comentadores?
E depois queres saber todos os meus segredos?

Tsss tssss

Miguel disse...

Mente Quase Perigosa sem aspas,

Tiro-te o chapeu, que não uso, mas tiro na mesma, pela tua resposta.

Depois de ter enviado o meu comentário fiquei a pensar se teria feito bem ou se entenderias...

Bem, vamos lá...

As minhas relações acabadas nunca ficam bem resolvidas...

Se sou eu que acabo, sinto-me sempre mal... Houve 2 ou 3 casos onde isso passou rapidamente por atitudes do outro lado. O resto o tempo resolve.

Se acabam do outro lado, e aqui, provavelmente terias de ler muito do que escrevo sobre o assunto, +e sempre dificil ficarem resolvidas rapidamente. Mas estão todas resolvidas, pelo efeito tempo, excepto a ultima que tem ainda resticios mas que o tempo acabará por varrer.

Reportando à tua ideia base, eu jamais voltaria para uma daquelas relações que eu próprio acabei... Não digo que isso não possa acontecer mas sim que, nestes casos, não aconteceria.

Quanto aos outros casos, onde são elas a acabar, acho que há um timing onde penso que isso seria possivel acontecer. Passado esse timing acho dificil. Não digo impossivel mas dificil.

Colocaram-me a possibilidade de voltar para a minha ex-mulher (que amava ao fim de 16 anos juntos) quando andava com este ultimo caso que ainda tem resticios e nem quis desenvolver o tema...

Não li muito do que escreveste mas lá chegarei...

Concordo também que desde que as pessoas dêem o seu aval, tudo é permitido desde que feito com respeito.

Como disse, gostei da tua resposta, do nivel evidenciado e fico aqui a pensar mas que raio de (quase) perigosidade terás na cabeça...

Deixo-te um beijinho respeitoso... que mereces!

Mente Quase Perigosa disse...

Boa noite Miguel,
Antes de mais, deixa que te diga que podes comentar sempre como te aprouver. Todos os comentários são benvindos. O pior que pode acontecer é eu responder!

Quando falei das coisas mal-resolvidas não era no sentido de voltar àquele relacionamento que ficou com pontas soltas. Era mais numa perspectiva meramente hipotética. "Como seria se..." Se não tivesse acabado, se naquele período em que ainda podíamos voltar atrás o tivessemos feito...

Porque eu acho que poucos de nós voltaríamos para algo passado algum tempo. Depois do tal timing que mencionaste. Mas a hipótese, os ses... Esses ficam sempre. Essa é a pedra no sapato.

Beijo