
“How can you ever smile, as if your life hadn't capsized?”
(Almásy in O Patiente Inglês)
Dou por mim a pensar na injustiça da vida. Penso sem mágoas ou rancores mas ainda assim, penso. Que felicidade existirá em tocarmos a vida de alguém e não nos darmos conta? Que desígnios divinos haverá para isso?
No Principezinho dizia-se que somos responsáveis por aqueles que cativamos. Mas a realidade é bem diferente. Na maioria das vezes, nem nos damos conta de que fascinámos alguém. Passamos adiante e seguimos a nossa vida sem termos consciência de que levamos um bocado de alguém connosco. Sem sequer desconfiarmos que vivemos na mente dessa pessoa. Que de alguma forma, todos os dias ela se lembra que tem que nos esquecer.

