quinta-feira, 20 de maio de 2010

PEQUENOS PRAZERES NUMA TARDE DE VERÃO

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Tinha medo da desilusão. Muitas vezes quando voltamos a percorrer um caminho que deixámos para trás, sentimos o gosto da insatisfação. Eu não queria isso. Até resisti durante uns tempos. Ponderei se deveria fazê-lo ou não. Via-o todos os dias a provocar-me. Passava por ele e sentia que me chamava. Que me pedia que cedesse. Eu sabia que o faria mas tentava resistir. Também sabia o que faria quando cedesse. Iria saboreá-lo com todo o vagar. Iria fazer as inevitáveis comparações que anos e anos de separação nos impõem. Iria tomá-lo na minha boca e deixar que a minha língua lhe tomasse o gosto enquanto avaliava se era esse o gosto que me lembrava. Iria lambê-lo desde a base até à ponta. Também sabia que com a demora, o creme branco iria escorrer pelas minhas mãos e eu acabaria a lamber os dedos, tal como já tantas vezes o tinha feito, e que, na minha boca, iria ficar no final aquele gosto amargo e doce em simultâneo.

Hoje comi-o pela primeira vez desde há muitos anos.

E tirando o tom ligeiramente mais esverdeado na sua cor, ele está exactamente como eu me lembrava.

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE

Desculpem lá mas esta categoria vai ter alíneas que só uma música é muito restritivo. A gerência lamenta qualquer incómodo que a quantidade de posts extra, que irão surgir amanhã, possa causar e retomará a programação habitual logo que possível.

DAY 04 – A SONG THAT MAKES YOU SAD

Porque a primeira vez que ouvi a música associei-a, de imediato, às crianças com cancro. E, a partir daí, cada vez que a ouço não consigo deixar de ter uma sensação de angústia.

É QUE VOS JURO POR TUDO QUANTO É MAIS SAGRADO

Que quando o meu filho finge que é um dragão, eu fico convencida que é ele que escreve as letras das músicas da Lady Gaga!!!!

AH POIS É…

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

LETTERS AT MIDNIGHT

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“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras,
Ridículas.”

(Fernando Pessoa)

Hoje decidi ressuscitar uma arte milenar que tanto riso e tanta lágrima já trouxe a gerações infindas.

A coisa começou aqui há umas semanas à laia de desafio: “Ah… Agora mandam-se encomendas e já nem um bilhetinho as acompanha?”

A chamada de atenção fazia todo o sentido. E como forma de me desculpar atirei a promessa de uma carta. Uma carta ‘à séria’.

Esmerei-me. Mas esmerei-me com a prata da casa. Com os envelopes que agora têm todos janelas colocando um remendo. Com papel bonito.

Mas na resposta esmeraram-se mais. Não havia remendo no envelope. O papel imaculado de gramagem certa combinava com a tinta negra da caneta numa caligrafia irrepreensível.

No meio das duas páginas A4 manuscritas, o comentário ao remendo na janela do envelope.

Toda a gente sabe que me irritam as mesquinhices. Principalmente, se tenho que dar a mão à palmatória.

Vai daí, Peixa Maria (que a continuar a falar tantas vezes na 3ª pessoa, ainda acaba convocada para jogar na África do Sul em Junho), tirou-se de seus cuidados e calcorreou toda a xafarica de toda uma cidade média. Só ao fim de uma hora, o objectivo foi conseguido.

Tenho ali na minha pasta linda, nada mais nada menos, que dois conjuntos daqueles de papel de carta que todos tivemos em miúdos. Perfumados e com coração no envelope e tudo. Para intervalar a piroseira, o papel da gramagem certa também lá foi colocado assim como envelopes de várias cores. Aliados às canetas de tinta permanente com cartuchos sépia e violeta, vamos lá ver se na volta do correio ainda se arranjará alguma criticazinha.

Fora a picardia… Que tal usarmos isto como um desafio? Que tal todos nós (eu vou, de certeza, mas enfim…) fazermos uma pausa na fast communication e escolhermos alguém a quem endereçar uma carta até ao final do mês?

Se não tiverem ninguém, até vos dou a minha morada e prometo que respondo e tudo.

Vamos ressuscitar o sorriso ao abrir a caixa do correio. Vamos reviver a ansiedade da resposta que demora mais de 24h. Vamos voltar a conhecer as pessoas pela sua caligrafia. Vamos dar, novamente, sentido ao Post Scriptum…

E, já agora, se não der muito trabalhinho, depois contem-me lá se foi tão bom para vocês como foi para mim…

DAY 3 - A SONG THAT MAKES YOU HAPPY

Esta faz-me sempre ter vontade de fechar os vidros do carro e cantar aos altos berros…

DAY 2 - YOUR LEAST FAVORITE SONG

Eu, por acaso, já vos disse que não gosto nada de Dire Straits?

Houve ali uns anos na minha adolescência tramados porque os gaijos não saiam da rádio e como tal a eleita para este categoria é:

FAIR WARNING

image002E os meninos ou se aguentam à bronca ou ide ao quarto buscar os Action Men e os Spider Men.

COISAS QUE APRENDI ULTIMAMENTE II

Desconfiem sempre de gaijo que acha que a mulher quer demasiado sexo. Conselho de Peixa Maria!

COISAS QUE APRENDI ULTIMAMENTE

Os homens gostam de mulheres extremamente burras.

Os homens gostam de mulheres extremamente fúteis.

Eu não sou extremamente burra.

Eu não sou extremamente fútil.

Para completar o texto, Aristóteles apresentou a teoria do silogismo no texto Analíticos Anteriores.

Eu para simplificar, vou usar uma fórmula celebrizada por um português: é pegar nas 4 primeiras frases e fazer as contas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

VUVUZELA

“…Mas não, nem onde essa paisagem
É sob eterna luz eterna
Te acharei mais que alguém na viagem
Que amei com ansiedade terna
Por ser parecida
Com a Outra…”

(Fernando Pessoa)

Vuvuzela… A palavra rola na língua. Acho que a disse hoje pela primeira vez alto.

Não penso ir ‘àquela’ bomba de gasolina buscar uma, com medo das consequências para os meus sensíveis canais auditivos.

Eu hoje vi esta palavra escrita várias vezes.
Escrevi-a. Escreveram-ma. E depois, curiosamente, li-a em posts de um blog. Vários posts.

Qual? Não digo. Porque neste blog não se devassa a vida privada. Porque a sua autora não deixa. Apenas concluo mais uma vez que o meu mundo – o mundo da Peixa – é um aquário redondo e que por muito que eu nade tentando nada ver, acabo sempre por tropeçar e, o que é pior, reconhecer tudo quanto é pedrinha.

E, às vezes, cansa-me. E, às vezes, diverte-me. E, às vezes, deixa-me triste. E, às vezes, não percebo.

O que aprendi hoje? Que o slogan dos Ficheiros Secretos faz todo o sentido e que eu iria gostar muito mais da vuvuzela se fosse roxa.

DAY 01 – YOUR FAVORITE SONG

Ora, porrinhas! Não havia nada mais simples para começar?

São muitas, pá!

Bem, mas cá vai uma das ‘peferidas’. E gosto muito desta versão.

UM DESAFIO GIRO

Toda a gente sabe que sou uma croma que troco os desafios todos e faço uma salganhada com as regras dos mesmos. Mas parece-me que este, nem mesmo eu conseguirei arruinar. Consiste em pôr uma música por dia, obedecendo a uma directriz pré-estabelecida. Só não sei se consigo fazer isto 20 dias seguidos. Eu tenho cá para mim que não. Mas talvez seja realmente esse o desafio…

Day 01 – Your favorite song;

Day 02 – Your least favorite song;

Day 03 – A song that makes you happy;

Day 04 – A song that makes you sad;

Day 05 – A song that reminds you of someone;

Day 06 – A song that reminds of you of somewhere;

Day 07 – A song that reminds you of a certain event;

Day 08 – A song that you can dance to;

Day 09 – A song that makes you fall asleep;

Day 10 – A song from your favorite band;

Day 11 – A song that no one would expect you to love;

Day 12 – A song that describes you;

Day 13 – A song from your favorite album;

Day 14 – A song that you listen to when you’re angry;

Day 15 – A song that you listen to when you’re happy;

Day 16 – A song that you listen to when you’re sad;

Day 17 – A song that you want to play at your wedding;

Day 18 – A song that you want to play at your funeral;

Day 19 – A song that makes you laugh;

Day 20 – Your favorite song at this time last year.

P.S.: Dizem que tenho que nomear as pessoas que desafio. Considerem-se todos nomeados!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

TUDO* SOBRE…

A Maluca contado a quatro mãos no Cabra de Serviço,

Comecem por aqui e depois é ir acompanhando a novela.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PRECONCEITOS

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Todos gostamos de dizer que não somos preconceituosos. Eu sou. Admito e, por muito que gostasse de contrariar isso, não consigo.

Eu não me consigo imaginar a sair ou a manter um relacionamento com uma pessoa que não me seja intelectualmente igual. Por isto, não quero dizer que só gosto de ‘dótores’ ou ‘enginheiros’. Que isso é um erro crasso que é muitas vezes repetido. É que um curso superior, hoje em dia, não é sinónimo de inteligência. Conheço muito ‘dótore’ que nem consegue conjugar o verbo com o sujeito quanto mais manter uma conversa interessante. Por oposição, outros há que nem tendo acabado o secundário nos prendem com raciocínios brilhantes e teorias que nunca nos tinham aflorado a ideia.

Eu sei. Está tudo agora a pensar: Então a cabra acha-se assim tão esperta que faz testes de QI aos gaijos antes de os comer?

Desculpem, mas que me pode levar a envolver-me com alguém com quem não possa falar? Que me pode fazer relacionar com alguém que ao escrever-me um bilhete, me arrepia os pelos da nuca e quejandos com os erros de português?

Não consigo. Eu sei que o problema é meu, mas não consigo. Começo a imaginar-me a tentar fazer uma qualquer piada e a mesma a perder-se no ar porque a pessoa não entende. Começo a pensar nas noites a discutir o telejornal quando eu detesto ver noticias. E prende-se-me o ar e fico aflita e apetece-me fugir. Para isso, mais vale ficar quietinha, não é?

De igual modo me incomoda ver um homem inteligente, culto, interessante correr atrás de uma mulher que não consegue articular uma frase com principio, meio e fim mais do que uma vez de 6 em 6 meses. E se eu de alguma forma estiver envolvida nessa história, é o equivalente intelectual a ter um homem fantástico na minha cama, de lençóis lindos, cheirosos e imaculados, e saber que ele depois vai para uma cama suja de lençóis manchados e bolorentos. E a dúvida intelectual é se depois de sair desse antro voltou a entrar na minha cama imaculada sem passar no chuveiro. E acreditem que isto é algo que me deixa fisicamente nauseada.

Sim, sou preconceituosa. E, aparentemente, cada vez mais. É que se antes só me afectavam as pessoas burras em relação a mim, agora também me afectam em relação a pessoas que me atraem. É que se antes me incomodava a promiscuidade física, agora também dá cabo de mim a promiscuidade intelectual. Como se temesse que fosse algum vírus que me possa infectar e transformar.

E com tudo isto a certeza de que estou a meio passo de ter uma longa e próspera vida exclusivamente dedicada ao celibato. Ai estou, estou…

I CARRY YOUR HEART WITH ME

i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate(for you are my fate, my sweet) i want
no world(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)

(E. E. Cummings)

Projecto de Gaijo: Mãiiii?

MQP: Sim?

P.G.: Tou tiste… (beiço esticado)

MQP: Porquê, querido?

P.G.: Puque tu róbaste o meu coração.

MQP: Eu????

P.G.: Sim. Eu amo-te e o meu coração foi viver para o teu. Tu róbaste-me o coração…

(Mãe faz grandes sacrifícios para não se debulhar em lágrimas. Fade out.)

CALCANHAR DE AQUILES

Todos nós temos um.

Eu lembro-me de estar grávida e das p***s das hormonas me terem posto uma semaninha inteira a sonhar com um ex-namorado. ‘Aquele’ ex-namorado com quem eu acreditei que o amor para sempre era possível. O único com quem eu sonhei em envelhecer e resmungar. ‘Aquele’ com que tudo ficou mal resolvido e de quem até hoje nada sei, excepto que está vivo porque o vejo, de vez em quando, na televisão. E lembro-me de pensar: “E se ele agora me aparecesse à frente? O que é que eu fazia?” E lembro-me de não saber a resposta.

E não temos todos nós um Calcanhar de Aquiles destes na vida? Não existe para todos nós aquela pessoa que se voltasse a entrar na nossa vida poderia destabilizar e, possivelmente, fazer ruir tudo o que construíramos até então?

Como é possível todas as certezas inabaláveis da nossa vida caírem por terra com um simples ‘olá’?

DA FÉ DESMESURADA

«26 de Agosto [de 1941], terça-feira à tarde
Dentro de mim há um poço muito fundo. E lá dentro está Deus. Às vezes consigo lá chegar. Mas acontece mais frequentemente haver pedras e cascalho no poço, e aí Deus está soterrado. Então é preciso desenterrá-lo.
Imagino que há pessoas que rezam com os olhos apontados ao céu. Esses procuram Deus fora de si. Há igualmente pessoas que curvam profundamente a cabeça e a escondam nas mãos, penso que essas pessoas procuram Deus dentro de si.»
(Diário, Etty Hillesum)

TITANIC

Se há coisa que aprendi ao longo dos anos é que todos os homens da minha vida desaparecem. No inicio, isso deixava-me frustrada, achava que tinha algum problema mas hoje estou em paz com esse facto. As minhas amigas estranham a calma com que aceito essa situação. Procuram explicações que eu já não procuro, conformada que estou em nunca ver o final dos episódios desta grande série que é a minha vida.

Lembro-me do primeiro que saiu e do que chorei. Foi também o único a quem, praticamente, implorei em prantos que não fosse. A partir daí, aprendi que não podemos forçar ninguém a ficar, se essa pessoa não o quiser. Depois de se aceitar esse facto, podemos com (relativa) facilidade aceitar a saída das pessoas da nossa vida.

Umas vezes custa mais que outras a aceitar e já houve para todos os gostos: os que simplesmente se evaporaram, os que se apaixonaram, os que morreram, os que voltaram anos depois…

Se tenho alguma defeito? Devo ter bastantes. Há quem me acuse de ser intimidante (eu sei que é intimidadora, mas se me chamam intimidante quem sou eu para discordar?). E eu, aos 35 anos, tenho que admitir que aquela altivez arrogante que via na minha avó, no meu pai e que pensava ter saltado da primogénita desta geração para a minha irmã, é característica que me atribuem amiúde. No entanto, também tenho qualidades que parece que intimidam tanto ou mais que os defeitos.

Mas porque é que eu estou a contar tudo isto? Perguntam vocês. É simples. Porque eu sempre quis fazer uma tatuagem. Tive foi sempre dúvidas sobre o que seria ou se teria coragem para o fazer. Neste momento, resta-me apenas a segunda dúvida, porque a arranjar coragem, sei perfeitamente o que tatuarei e onde. Será no fundo das costas e será o seguinte:

Not even God can sink this ship!

E depois de o fazer, sento-me sossegadinha no sofá com uma caipirinha ou uma moranguinha e uma bela de uma música e fico à espera do iceberg!

AMIZADE É…

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

DETESTO

Quando sinto este aperto no peito. Quando sinto esta dificuldade em respirar. Invariavelmente, é sinal de que alguma coisa vai correr mal...
Pode ser que se eu escreva, passe...

PRINCESA

Projecto de Gaijo: Mamã, no Natal vou-te comprar uma saia para ires dançar.

MQP: Dançar? Com quem? Contigo?

P.G.: Oh mãe! Com o Pincipe! Tu és a Princesa!!!

MQP: Princesa?

P.G.: És a minha Princesa! E eu compro a saia e uso aquele fato do Pincipe e dançamos e todos ficam felizes.

Pois ficam, meu amor, pois ficam… E nós, em calhando, já tentávamos travar esse Complexo de Édipo exacerbado que aí vai, não? É que pelo andar da carruagem, daqui a bocado, nenhum gaijo se pode aproximar de mim se tu suspeitares que ele tem segundas intenções. Parece que tens um radar incorporado que detecta essas criaturas à distância.

Sim, que ainda há um que deve estar em estado de choque e a pensar lindas coisas de mim, pois depois de não sei quantas horas a destilar charme num jantar em casa de amigos, tu decides trepar para o meu colo e, sem despregar os olhos do senhor que, incauto, continuava sorrindo e achando uma gracinha à mãe e ao filho, agarras na minha mão e com o maior ar de sacana à face da terra, atiras-lhe: Sabes, eu e o meu pai vamos comprar um anel para ti (mas os olhos no outro). Um anel lindo com corações e flores.

Nem vale a pena perguntarem. Claro que nunca mais vi, nem ouvi nada do senhor (embora também tenha havido, posteriormente, um teenager envolvido que pode ter acabado com o resto da minha pobre imagem).

Cristo dizia: Deixai vir a mim as criancinhas.

Eu, que até ando numa fase religiosa, sou mocinha para dizer: ele que venha cá abaixo tomar conta delas 15 dias que depois quero ver se o discurso não muda, porra!

JOGOS

Google Imagens

Eu ao telefone a contar a uma amiga que o Gaijito tinha passado o fim-de-semana na avó, a jogar jogos no computador, a partir do Google:

MQP: … Ou seja, o Gaijo agora já sabe entrar no Google…

Projecto de Gaijo: Oh mãeeee… O Guuuuuuuguele não é para entrar! É só para jogar! Não se entra no Guuuuuuuguele!

(Pois não, amor, não se entra. Eu vou só ali entrar no armário e partir-me a rir com o Guuuuuuuguele e já venho!)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

I’M CHARLIE…

“Oh, I don't know, Charlie. Unlike you, I never expected "the thunderbolt." I always just hoped that, that I'd meet some nice friendly girl, like the look of her, hope the look of me didn't make her physically sick, then pop the question and, um, settle down and be happy. It worked for my parents. Well, apart from the divorce and all that.”

(Tom in Four Weddings and a Funeral)

And what if I’ve been wrong this whole time by expecting the thunderbolt?

O FACEBOOK, AS MALUCAS E OS PEQUENITOS

Circulam por esta net fora avisos acerca do Facebook e que o mesmo regista todos os conteúdos dos utilizadores e os usa ou os vende ou o Diabo a 4.

Eu, que olho para as árvores mas também para a floresta e tenho mais medo das pessoas que das aparições, preocupo-me mais com o que a gentinha que lá anda faz do que com o fantasma do Big Brother.

E isto porquê? Perguntam vocês. Que se passou?

Ora, como sempre a Peixa explica (gostava tanto de ser jogador de futebol para falar mais vezes em mim na 3ª pessoa). Desde há uns dias para cá anda um sururu no meu grupo de FB porque apareceu uma maluca a injuriar um fulano de psicopata para cima. Ora, como toda a gente sabe, eu adoooooooro malucas e já não me aparecia nenhuma assim tão boa desde a Laurinha, quando esta me bateu à porta, eu até lhe estendi o tapete vermelho, tirei a toalha de linho e servi chá no serviço de porcelana da avó. Ela, Maluca, ficou toda contente com a atenção e vá de falar comigo. Começou por me avisar que aquele fulano (chamemos-lhe Valmont) era mau, muito mau e que era feio e que tinha 60 anos e que nem estava onde dizia que estava. Para não sei quantas horas e insultos (gosto tanto quando insultam; mostram sangue na guelra e dá credibilidade às boas intenções das pessoas) depois, dizer que estava chateada porque o Valmont a tinha bloqueado e ela não sabia porquê. (Oh Maluca, é que não entendo. Não entendo mesmo!!!!) Portanto, queria encontrá-lo para lhe perguntar. E toda a gente sabe que a melhor maneira de encontrar alguém é escarrapachar nos murais de toda a gente que aquela pessoa é um psicopata que anda no Facebook a enganar toda a gente. É do conhecimento geral que se chamarmos psicopata mentiroso a alguém, essa pessoa volta a ser nossa amiga.

Eu que já me cruzei com várias malucas, encontro sempre a mesma motivação e só posso concluir que há gajas que lidam muito mal com a rejeição e que os gaijos se dessem, de vez em quando, uma queca misericordiosa, a vida deles era muito mais sossegada.

E depois, no meio desta história toda, só me lembro do argumento do ‘Expiação’. Um capricho que destrói não sei quantas vidas. E para quê? Qual é o gozo? Qual é o fim? O que é que se ganha?

sábado, 3 de abril de 2010

“DO YOU LIKE OPERA?”*

Eu choro nos filmes. Não só nos filmes como em séries, músicas… Eu até choro em alguns anúncios de televisão. Não choro na vida real. Sim, sou estranha. Não entendo aquelas pessoas que choram por tudo e por nada e sou incapaz de entender as pessoas que não choram no ‘Paciente Inglês’.

E eu vi o ‘Filadélfia’ na mesma altura em que, provavelmente, todos vocês viram. 1993/1994. As únicas cenas que me marcaram (Não me entendam mal. É um filme fabuloso. Mas as coisas marcam-nos por motivos estranhos. Pelo menos, a mim acontece-me muito) foi a anedota dos advogados que não descansei enquanto não a contei à minha mãe, ainda não refeita da minha escolha por Literatura, preterindo, desta forma, o curso de Direito que ela acalentava a esperança que eu tirasse (praga de mãe resulta sempre. Vão por mim que não vos engano…) e foi a cena da ópera.

Eu acho que nunca tinha ‘ouvido’ ópera até então. Claro que tinha ouvido mas nunca tinha escutado. Lembro-me que ali, com 18/19 anos, fiquei siderada na sala de cinema enquanto o Tom Hanks descrevia a ária que ouvia ao Denzel Washington. Ali, escorreram-me as lágrimas do filme. Pouco tempo depois, comprei o meu primeiro cd de Maria Callas. E nunca mais fui capaz de deixar de prestar atenção. E, não raras vezes, serve esse género para expiar as dores que vão cá dentro Quem nunca ouviu ópera no carro, com o volume bem alto, não sabe o bem que se sente depois…

É como se a música tivesse o condão de libertar tudo o que está aqui acumulado e não sai e magoa e não traz nada de bom.

Foi ao som de uma ária de ópera que eu interiorizei a morte do meu pai. Foi ao som de Pavarotti que eu tomei consciência que nunca mais poderia ligar aquele número para perguntar o nome do canalizador ou o número do homem do gás. Quando ele morreu, eu fugi tão depressa de onde estava que só parei 300 kms depois quando tinha o meu filho nos braços. Quando o senti colado a mim mostrando-me vida quando me tinham dado a morte. Apontando-me o futuro quando me diziam que a partir dali só havia passado. E, com ele nos meus braços, com a cabeça dele na mesma almofada que a minha, eu senti a ilusão de que talvez não fosse tão mau assim. Mas depois o ‘Nessun dorma’ começou a tocar e eu soube que era mau, era péssimo e que uma parte de mim nunca mais seria a mesma mas que o que sobrava iria avançar e superar apesar das lágrimas e da dor.

Porque é isso que fazemos sempre: superamos e avançamos sempre. Uma lágrima de cada vez, uma dor de cada vez.

NESTE BLOGUE SOMOS PELA DIFERENÇA

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A trabalheira que as minhas leitoras me dão…

Só mesmo neste blogue é que tinha que haver duas a clicar no link ao mesmo tempo e a serem a leitora 30.000. Sim, estou a falar no feminino porque os gaijos nem clicam com medo de receber como prenda um telemóvel da Hello Kitty!

Assim sendo, restava-me ir analisar o sitemeter. Pedir às meninas que me indicassem os seus IP’s e desempatar isto pelo IP que aparece no contador com o 30.000.

Agora digam-me lá vocês que já me vão conhecendo: acham que eu não tinha mais nada que fazer, não?

Posto isto, resta-me pedir às meninas Dorushka e Moonlight que me enviem um mailzinho com as moradas que vão receber em suas casas…

(Tambores a rufar… Corações acelerados… Lágrimas mal contidas…)

Uma magnifica Boneca de Voodoo!!!

Eu sei que não era o que estavam à espera. Que os outros blogues dão perfumes, cremes, telemóveis… Mas as minhas leitoras já são as mais bonitas, as mais cheirosas e estão sempre contactáveis. Daí eu ter decidido dar-lhes algo que, efectivamente, qualquer mulher precisa em muita circunstância desta vida.

Portanto, meninas, é mandar o mailzinho, fáxavor.

terça-feira, 30 de março de 2010

EU SEI QUE ESTOU EM FALTA…

Mas vocês não estão esquecidos. Juro-vos, juradinho. Ando aqui a lidar com outros vencedores, mas venho já, já, já.

quarta-feira, 24 de março de 2010

QUANTO…

Aos meninos dos 30.000, logo conversamos.

RECICLAGEM

“Meredith: Izzie leaves and Mark gets a kid, and you two decide the best way to deal is to get drunk and mash your genitals together?
Alex: No freaking way you get to judge us or give relationship advice. Besides you were a total dirty mistress like two weeks ago.
Lexie: Are we calling me a dirty mistress?
Meredith: That was two years ago and his wife didn't have cancer!
Lexie: Because I've been with like six guys in my whole life. Alex and I, we've done it before. I was recycling, it was like good for the environment.

(Grey’s Anatomy)

O  meu querido Visconde de Vila do Conde gosta particularmente de uma frase que eu sempre achei que devia discordar mas que aqui há umas semanas me pôs a pensar: Nunca devemos voltar aonde já fomos felizes.

Eu entendo a lógica subjacente. Voltar a fazer algo ou a rever alguém que nos fez feliz pode, eventualmente, levar a uma desilusão. Porque aquilo que pensávamos dessa pessoa pode estar romantizado pelo tempo que decorreu desde essa altura até ao presente. Ou a pessoa pode mesmo estar diferente. Ou porque o sitio é diferente. Ou porque afinal já não é tão divertido fazer determinada coisa. Ou porque os nossos gostos mudaram. Etc, etc, etc.

E então que fazer? Deveremos nós, estando tentados a fazê-lo, recusar seguir a saudade e a nostalgia, ou mesmo a curiosidade, com medo da desilusão?

terça-feira, 23 de março de 2010

E À HORA DAS BRUXAS…

Este blog está a 3 visitas das 30.000.

O que penso eu sobre isto? Só me passa pela cabeça uma frase de um grande pensador da nossa época: Fosga-se, man!!!!

E com esta ideia tão erudita, agradecia que o visitante 30.000  se acusasse. Quem sabe não ganha um recuerdo…

(Para quem não sabe, o contador está no fim de tudo!)

segunda-feira, 22 de março de 2010

WHEN A HEART BREAKS, NO IT DON'T BREAK EVEN*

(“Girl with a broken heart” by Sarah Jane Szikora)

Há dias em que sinto, de repente, sem aviso nem complacência, um peso no peito. Um aperto tão grande que sinto dificuldade em respirar. Tento inspirar pouquinho de cada vez. Resistir à tentação de sucumbir ao pânico. Porque te sinto. Porque sei que estás perto. E mesmo que o meu consciente não o registe, o meu subconsciente não mo deixa esquecer.

Como pode a ausência de quem não foi nosso doer tanto quando pensamos no que poderia ser?

Nunca deveria ter decidido arrancar-te de dentro de mim. Mas também, como podia ter adivinhado que tinhas criado raízes no coração? E toda a gente sabe que as ervas daninhas se arrancam pela raiz, mesmo que isso arranque também um bocadito do solo que as mantém.

sábado, 20 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

‘BORA À NEVE

Estão aqui a tentar convencer-me a 'ir para a neve'.

Nunca hei-de entender esta cena de 'ir para a neve'!

Qual é o gozo?

Está frio. É desconfortável.

Neve, quando muito, para mim, será no café da montanha. Eu. Um chocolate quente. Um livro ou um pc. Uma lareira. A neve do lado de fora da janela.

Mas depois dizem-me que isso não é a experiência de neve.

Aparentemente, para se ‘ir à neve’ tem que se correr o risco de partir uma qualquer parte do corpo. Então, eu não posso ‘ir para a neve’ que eu quiser?

E depois de me dizerem isto, ainda acrescentam: “É muita fixe. Devias vir connosco!”

E a maluca sou eu????

É SÓ PARA AVISAR QUE DESISTI DA RAÇA MASCULINA

É que príncipes não há. Mas em compensação sapos é às paletes!!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

ORA A PEDIDO DE VÁRIAS FAMILIAS…

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O Confissões no Facebook! Sempre que vos apetecer, é carregar ali ao lado.

A ÚLTIMA COCA-COLA DO DESERTO

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“O maior problema actual dos espécimes masculinos da nossa raça é que estão convencidos que são a última coca-cola do deserto; talvez fosse bom alguém explicar-lhes que para além de já não existir apenas uma variante do gasoso líquido, – agora podemos escolher entre as variantes light, sem cafeína, sem cafeína light – este também já vem nas mais variadas formas – lata, garrafas grandes, pequenas, plásticas, de vidro... Chegando ao cúmulo de haver inclusive pastilhas elásticas deste sabor (o chamado comer e deitar fora).

Para além disso, meus amigos, há uma infinidade de outras bebidas, igualmente agradáveis. Portanto, cada vez que estiverem convencidos que sem vocês, os elementos femininos morrem de sede no Sahara, pensem que talvez elas já estejam na esplanada a escolher, num atraente catálogo, a próxima bebida a ingerir!”

Escrito por mim a 20.08.2002 e, no entanto, tão intemporal…

E A RAIVINHA…

Que me dão as pessoas teimosas???

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIZEM POR AÍ QUE SE DEVE CELEBRAR

Anda para aqui tudo alvoraçado com o Dia da Mulher. Uns são contra, outros são a favor, outros nem por isso.

Isso até era coisinha para me ser completamente indiferente se não fosse aquela mania que há de ‘ah e tal, nós gaijas somos as maiores’ que assola toda a passarinha neste dia.

É que se por acaso há dia que não me sinto grande espingarda é hoje. Senão vejamos: num mundo ideal, a existência deste dia não se justificava sem a paridade de um Dia do Homem. O facto de ainda existir um dia da mulher, significa que ainda há chão para percorrer, batatas para cavar, nesta coisa dos direitos femininos. Significa que ainda há uma qualquer desgraçada a quem estão a arrancar o clítoris algures (eu sei que é excisão, mas queria mesmo ser gráfica). Significa, sim, que ainda há mulheres a ser vendidas e compradas como pedaços de carne. Se isso me dá vontade de ir jantar com um grupo de gaijas? Não. O facto de ser uma mulher livre concede-me esse direito em qualquer dos 365 ou 366 dias do ano. Não sou obrigada a ir hoje. Se o dia de hoje me concede o direito de receber flores ou prendas? Tenho pachacha todo o ano. Novamente, qualquer dos 365 ou 366, consoante o caso, são bons para isso.

Se me vão dizer que é uma comemoração como outra qualquer, desculpem mas discordo. A existência deste dia serve para nos recordar o que falta ser feito e a forma que nós arranjámos de celebrar o evento é ir beber uns copos e ser umas gandas malucas por umas horas. Não me parece que tenha sido esse o objectivo. Querem celebrar o dia da mulher? Dancem nuas ao luar e homenageiem o vosso corpo livre de tortura. Vistam uma roupa bonita e decotada que enalteça a vossa beleza por oposição aos milhares que usam uma burka diariamente. Agarrem um homem e façam amor com ele até o deixarem exangue saboreando a ternura que ele vos dá em vez de vos forçar em actos que vos humilhem. Beijem os vossos filhos e aninhem-nos no vosso peito sabendo que a probabilidades de os levarem e os escravizarem são poucas. Digam às vossas amigas o quanto as admiram e as amam, sabendo que as vão ver amanhã e que não vão ser vendidas para a prostituição. Querem ser muita malucas? Vão até uma delegação da APAV e perguntem se precisam de alguma coisa para os refúgios da vítimas de violência doméstica porque isso é que requer uma boa dose de loucura e coragem.

Beber copos? Vou, com certeza. Num dia qualquer que me apeteça. Mas não vou hoje, de certezinha, que ontem deitei-me tarde a ver os Óscares e ainda estou na dúvida se o facto da Katherine ter dado a abada que deu ao James não se deverá à data em que o evento calhou. É que ser a 1ª mulher a receber o galardão da realização no dia em que foi… Lá diz a Margarida Rebelo Pinto: Sei Lá…

Hoje, vou enroscar-me com um gaijo de olho azul gigante debaixo de uma manta a ouvir a chuva cair e esperar que, um dia, todas a mães o possam fazer da mesma forma. Apenas porque assim o desejam. Que chegue um dia em que nenhuma o faça por receio de perder os seus filhos. Em que nenhuma o faça por medo do seu companheiro. Que chegue um dia em que o façam só porque sim. Seja ele dia da Mulher, do Homem, do Gato, do Piriquito ou do Macaco Pintado.

ESTE É O ÚLTIMO POST ACERCA DOS OSCARES QUE NÃO ESTOU A VER…

Mo’Nique on the red carpet at the 2010 Golden Globes

Apre que 2 nomeadas para o mesmo filme deve ser um stress do camandro.

“Quero que ela ganhe mas se ganhar fico com dor de corno e se eu ganhar? E se nenhuma ganhar significa que o filme é mau?”

Pois é… Com pêlo ou sem pêlo, é ela que leva o homenzinho dourado para casa!

E eu desligo-me mesmo aqui que amanhã tenho que picar o ponto que alguém tem que contribuir para o PIB!

EMBORA EU NÃO ESTEJA A VER OS OSCARES…

Não podia deixar de deixar uma palavra de carinho aos comentadores portugueses. E a palavra é a seguinte:

CALEM-SE!

“É uma meia surpresa mas era um dos favoritos.”

Hello!!! Só havia 5 nomeados! Claro que era um dos 5 favoritos!

SOU SÓ EU QUE ACHO?

Que esta treta de eles não poderem agradecer como sempre agradeceram, tira metade da piada à coisa?

MELHOR DA NOITE ATÉ AGORA:

Ben Stiller vestido de Avatar!

Priceless!!!!!!!!!!!!!!!

SIM. CONFIRMO. JÁ VI EDREDONS DE PENAS DE 2,20x2,40 MENOS VOLUMOSOS

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MACACOS ME MORDAM SE ESTE NÃO FOI O FILME QUE MAIS ME DEPRIMIU ESTE ANO…

MAS TENHO SAUDADINHAS DESTE!!!

ESTES MOÇOS NÃO SE ESTÃO A SAIR MAL…

82nd Academy Awards Poster

OH MY GOD THERE’S MATT DAMON!!!

Como eu entendi o entusiasmo deles…

NÃO ESTOU, NÃO ESTOU A VER OS OSCARES…

Gerard Butler -- Oscars 2010 Red Carpet

O Gerard Butler é tão lindo…

EU NÃO ESTOU A VER OS OSCARES!

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Foi dos meus olhos ou a Meryl Streep acabou de entrar de roupão?

EU NÃO VOU MESMO VER OS OSCARES!

Ora cá está um belissimo exemplo de Vinho do Porto. É que novo não lhe achava piadinha nenhuma. Mas lá está, eu gosto de grisalhos…

EU NÃO VOU VER OS ÓSCARES… EU NÃO VOU VER OS ÓSCARES…EU NÃO VOU VER OS ÓSCARES…EU NÃO VOU VER OS ÓSCARES…EU NÃO VOU VER OS ÓSCARES…EU NÃO VOU VER OS ÓSCARES…

George Clooney & Elisabetta Canalis -- Oscars 2010 Red Carpet

Mas o George está tão lindo de smoking…

E o Matt Damon parece um Petit Gateau fofinho; de comer e chorar por mais…

sexta-feira, 5 de março de 2010

COMO É QUE EU SEI QUE A MEIA IDADE PODE SER DESORIENTADORA

Damos por nós a se galanteadas por homens quase cinquentões e temos plena consciência de que esse facto não é contra natura.

COMO É QUE EU SEI QUE A MEIA IDADE É FIXE

A ideia de mim vende como pão quente e estaladiço. Digamos que a minha cotação na bolsa da vida é um valor de referência. Se eu conseguisse engarrafar a fantasia que se cria em redor de minha pessoa/personagem e vendê-la às massas, estava rica, senhores, rica!

COMO É QUE EU SEI QUE CHEGUEI À MEIA IDADE

As minhas amigas marcam-me blind dates convencidas da minha incapacidade de arranjar dates sozinha!

quarta-feira, 3 de março de 2010

FACEBOOK

Gosto do Facebook. Tive muitas reticências em me juntar a uma rede social mas agora acho divertido. No entanto, surgem-me, por vezes, certas coisinhas que me arrepiam a espinha.

Eu sei, eu sei… Sou irritadiça, implicativa, mas que querem? Nasci assim.

A primeira vez que vi achei que era engano. Mas já vi várias vezes e não sei o que significa.  Passo a explicar: há lá um campo onde se deve (em querendo) pôr o estado civil. Só que já vi vários espécimes que têm essa parte preenchida com as seguintes duas palavras: “é complicado”.

Ora, eu que sou uma estudiosa e que até leio muitos livros e vejo muitos filmes, desconheço por completo que estado é esse. E pior, o que significa. Significará que ‘sou solteiro mas isso é complicado’? Como em ‘eu até gostava de ter um aconchego mas a vida é do camandro e não arranjo quem me aqueça os pés’. Ou será mais ‘sou casado mas é complicado porque tenho uma sogra que não me desampara a loja e não me deixa ver a Sport TV porque está sempre a ver as gravações do MEO do Preço Certo’? Ou ‘estou numa relação mas é complicado porque eu queria mesmo era casar mas o amor da minha vida mas ela não acredita em formalizações porque acha que o casamento é um mero contrato’? Juro que tentei mas até ao momento ainda não consegui deslindar o mistério. Juro, juradinho.

Outra coisa que me fascina são aqueles senhores que nos mandam os convites para serem nossos ‘amigos’ e que na sua informação dizem que ‘estão numa relação’ mas andam à procura de ‘mulheres’ e de ‘encontros’. Hello?????? Já ouviram falar em dissimulação? É que assim não vão levar a água ao vosso moinho. Longe de mim querer parecer mais papista que o papa - até porque se o senhores usam essa técnica é porque deve resultar. Não sou eu que vou duvidar destas técnicas claramente infalíveis – mas não vos parece que qualquer mulher com 2 dedos de testa vai rir e carregar no ‘ignorar’? Mas isto sou eu, que como toda a gente sabe, tenho um mau feitio do caraças e de carácter interminável.

De resto, gosto. Gosto daquilo. Gosto de rever pessoas que não via há anos… Ahhhh só mais uma coisita: meninos, todas nós conhecemos o George Clooney e todas sabemos que ele não tem um irmão gémeo, portanto, escusam de lá por a foto dele que ninguém vai mesmo acreditar que são vocês. Conselho de amiga que não quer que vocês andem iludidos…

DIÁLOGOS ENTRE UMA TIA E UMA SOBRINHA

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Sobrinha: Tia, tás a ver os João Pires na tevisão, tás? Aquele João Pires é tãooooooooo mau…

Tia (em pensamento: a miúda com 3 anos tá a discutir vinhos comigo????): Quê?