“…Mas não, nem onde essa paisagem
É sob eterna luz eterna
Te acharei mais que alguém na viagem
Que amei com ansiedade terna
Por ser parecida
Com a Outra…”
(Fernando Pessoa)
Vuvuzela… A palavra rola na língua. Acho que a disse hoje pela primeira vez alto.
Não penso ir ‘àquela’ bomba de gasolina buscar uma, com medo das consequências para os meus sensíveis canais auditivos.
Eu hoje vi esta palavra escrita várias vezes.
Escrevi-a. Escreveram-ma. E depois, curiosamente, li-a em posts de um blog. Vários posts.
Qual? Não digo. Porque neste blog não se devassa a vida privada. Porque a sua autora não deixa. Apenas concluo mais uma vez que o meu mundo – o mundo da Peixa – é um aquário redondo e que por muito que eu nade tentando nada ver, acabo sempre por tropeçar e, o que é pior, reconhecer tudo quanto é pedrinha.
E, às vezes, cansa-me. E, às vezes, diverte-me. E, às vezes, deixa-me triste. E, às vezes, não percebo.
O que aprendi hoje? Que o slogan dos Ficheiros Secretos faz todo o sentido e que eu iria gostar muito mais da vuvuzela se fosse roxa.
