Eu desconfiei assim que o vi. Se bem que ele ainda estava ligado a mim pelo suposto cordão umbilical. Mas eu tenho cá para mim que os americanos já devem ter inventado um material que se parece com o dito cujo e aquilo era falso.
E ainda hoje, cada vez que lhe ponho os olhos naquele pele branca imaculada, nos caracóis de anjo, no olho azul gigantesco, eu tenho a certeza de que é bom demais para ser verdade. Mais uma vez, coisinha para ter dedo dos americanos e de seus hologramas...
Eu até já agradeci a quem quer que habite aí pelo universo pela marca da varicela com que ele ficou no nariz e a cicatriz na pélvis porque essas imperfeições dão-lhe uma certa realidade. Quase que tornam possível ele ser filho de uma pobre mortal como moi même. Se bem que eu sou gaija e sei bem o quão bem essas imperfeições vão parecer a outras gaijas quando a altura chegar.
Mas, hoje, todas as dúvidas se dissiparam. Eu tive a certezinha que o sacaninha não pode ter alelos de adn em comum comigo. O gaijo não é meu filho!!!!!!
Depois da sopa e da fruta...
- Queres mais alguma coisa, filho?
- Parece-me que quéio uns chocolatinhos...
- Tá bem.
- Espéia!!!! Xe calhar quéio mais xopa!
- Desculpa? E os chocolatinhos? (só naquela de tirar a prova dos nove)
- Os chocolatinhos não. Quéio xopa! Com as folhas, mamã!!!
















