
E continuamos nesta paz podre.
Ele à minha frente, desejoso, ansioso.
Eu sem vontade. Digo a mim mesma que mais cedo ou mais tarde vai ter de ser. Que é inevitável. Que nem que seja por uma noite, vai ter que ser. Cada fibra do meu ser diz que não. O meu coração grita-me que não tenho que me subjugar a este homem. Que sou livre. Mas eu sei que não. Eu sabia no que me metia. Sabia que muitas noites iria chorar, iria ter asco. Mas a escolha foi minha.
Ainda assim, optei por este caminho e este é o preço a pagar.
E sentada a esta mesa, olho-o nos olhos e interrogo-me por quanto tempo vou conseguir adiar isto. Quanto tempo conseguirei fugir, evitar, fintar.
A merda do teste de administrativo é 3ª feira. Quantas mais noites vou eu passar a olhar para a capa do livro do Freitas sem o abrir?