
terça-feira, 30 de junho de 2009
SABEM O QUE É...

segunda-feira, 29 de junho de 2009
PEQUENAS GRANDES PARANÓIAS
O meu filho preocupa-se demais comigo e é demasiado possessivo.
Preocupação actual:
- Oh mamã?
- Sim?
- Onde tá a tua piua? (nunca esquecer que não há L’s no alfabeto dele)
- (suspiro profundo) A mãe não tem pila, Projecto. A mãe é menina. As meninas não têm pila. Os meninos é que têm.
- Tens piua, xim!
- Não, não tenho. (preparar para tomar medidas drásticas) Queres ver? (como se ele não me visse nua todos os dias)
- Xim. (espreita desconfiado) Ahhhh, num tá!
- Pois não. (encerrar assunto e calções e avançar)
2 dias depois, reparei no silêncio constrangido dele a olhar para mim.
- Que se passa, amor?
- Mamã? (coloca a mãozita no meu braço, num gesto preocupado) Já encontaste a tua piua?
(oh man!!!!)
Possessão actual:
A sair do banho, deparo-me com o sorriso sacana dele.
- Que foi?
- Exas xão minhas!
- Desculpa? Essas quê?
- (novo sorriso sacana) Exas mamas. Xão minhas!
- O tanas! São minhas!
- Não. Xão minhas!
Conclusão:
Nunca mais dizer que os homens só pensam em sexo. Eles não têm culpa: já nascem assim!!!!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
E O QUE EU GOSTO
De comer peixe e espetar uma das espinhas grandes no céu da boca???
Acho que deve ter chegado ao cérebro pelo que não me responsabilizo por nada do que venha a seguir.
sábado, 20 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
AHHHHHHH... ASSIM ESTÁ BEM!
(Oh p'ra Gaija a ter outro dejá vu...)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
MAS É QUE É MESMO ISTO...
RED NAILS
POR ACASO...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
AH POIS FOI...
O DIA HAVIA DE CHEGAR...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
AFINAL A CRISE É FÁCIL DE RESOLVER
A crise sente-se.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
EU TINHA QUE PERGUNTAR...
domingo, 17 de maio de 2009
UM HOMEM FAZ FALTA EM CASA?
Há uns dias, uma amiga dizia-me (a propósito da montagem de um caixote do lixo) que um homem faz muita falta para essas coisas.
Eu confesso que não me faz. Sempre fiz tudo sozinha (talvez devido ao facto de nenhum dos homens com quem me relacionei ter o mínimo jeito para trabalhos manuais) e quando havia algo mais complicado, bastava um telefonema e o pai aparecia para socorrer a sua menina pelas suas próprias mãos (porque esse sim, era o maior engenhocas à face da terra) ou com o número milagroso de alguém que o faria por ele, sob a sua atenta supervisão, óbvio. Ele próprio costumava gozar comigo pela minha escolha de homens. Dizia que parecia que eu fazia de propósito, que os escolhia por terem menos jeito que eu para reparar fosse o que fosse.
Noto que a vida se torna mais complicada sem ele nas pequenas coisas do dia-a-dia.
A botija do gás deve estar a acabar mais dia menos dia e eu nem sonho onde possa estar o número milagroso que faz com que venha um senhor cá a casa trocar a vazia por uma cheia. Vá lá, que já descobri o número do homem da água, pelo que o pior que pode acontecer é tomar banho de água fria ad eternum. E porquê? Porque quando ele cá estava, as botijas apareciam sozinhas. Ou pelo menos, assim parecia…
Outro exemplo. Decidi ontem que hoje havíamos de comer peixe grelhado hoje. O tempo está lindo e bom tempo é sinónimo de grelha a funcionar e peixe ou carne lá em cima com uma bela de uma salada à espera na mesa.
Quando cá estava o homem da casa ao lado, eu dizia ‘vamos comer peixe grelhado no Domingo?’ e a coisa acontecia! Por volta desta hora começava a sentir as movimentações na minha porta das traseiras e sabia que precisava de atirar umas batatas com casca para a panela e fazer uma salada. Vá… Talvez pusesse a mesa antes de ir beber uma mini com ele lá fora… E à uma da tarde, milagrosamente, o peixe ou a carne apareceria na mesa. Sem espinhas (metaforicamente, claro, que se eu lhe dissesse para tirar as espinhas ao meu peixe, de certezinha que ele me mandava a qualquer sitio para onde não deve ser muito pedagógico mandar uma filha)!
Toda a logistica era tratada por ele: ía à praça, comprava o peixe, tratava de o salgar, de acender o grelhador, de grelhar os bicharocos e voilá!
Ora, quando decidi que hoje era dia de peixe grelhado, fui à procura de onde o grelhar. Encontrei o seu self-made barbecue. Infelizmente, quando construiu a cena, não escreveu o manual de instruções e, depois de uma observação atenta (cerca de 5 segundos antes de desatar a correr para bem longe), cheguei à conclusão que devia ser mais provável os porcos voarem (com ou sem gripe) do que eu conseguir pôr a coisa a funcionar sem pegar fogo a tudo num raio de 5 kms.
Portanto, para poder comer o maldito bendito peixe grelhado que no passado bastava pedir ou sugerir, tive que ontem ir comprar um grelhador (ou será fogareiro?). Ora, gaija que é gaija não se contenta com aqueles pequenitos tipo assador de castanhas assadas, claro que não. Principalmente, se, mesmo ao lado e por poucos mais euros, estiver um daqueles com prateleiras, pegas, paneleirices a rodos e promessa de ficar bem no quintal de qualquer pessoinha. Obviamente, escolhi um desses. Depois dirigi-me à peixaria onde, depois de esperar 20 minutos com a senha do peixe arranjado na mão, decidi que estava farta de ali estar e que para arranjar peixe não devia ser preciso nenhum curso superior. Trouxe a bela da peixada as it was. Cheguei a casa e pus-me a arranjar a coisa. Vou abdicar dos pormenores aqui, ok? Ficamos só com a certeza que vale a pena esperar, certo? Depois de escamado e limpo, decidi (quem me desse com uma panela de pressão na cabeça…) que as douradas do almoço de hoje, deviam ser escaladas. Demorou tanto tempo quanto uma cirurgia cardio-toráxica de separação de siameses, mas estão escaladas.
Hoje às 9, lá estava eu defronte da bela da caixinha do grelhador/barbecue/fogareiro. Peças todas em cima da mesa, chave Philips numa mão (agora impressionei-vos, não?) e folhinha das instruções na outra. Assistente técnico a mandar palpites (esse sim, tenho cá para mim que vai ser engenhocas).
2 Horas depois, o carvão estava a ser despejado no recipiente próprio e eu estava capaz de entrar na banheira e ficar lá umas boas horas.
Vim para dentro, atirei as batatas para a panela e preparei a salada (no tempo do outro senhor, I would rest my case). Estou a olhar agora para a minha obra de arte pela janela e dentro de momentos, irei estrear-me nessa bela arte de grelhar peixe em casa…
Se um homem faz muita falta em casa? A mim não, mas o homem da casa ao lado faz-me uma falta do caraças!!!!!
sábado, 16 de maio de 2009
HOJE, E SÓ HOJE
Tenho sérias dificuldades em acreditar no destino.
Tenho sérias dificuldades em acreditar no amor.
Tenho sérias dificuldades em acreditar em finais felizes.
Olho à volta e não vejo sentido, não vejo caminho. Sinto-me em parco equilíbrio mas, curiosamente, não tenho medo de cair. A vida parece um lugar estranho onde não me encaixo mas de onde não quero sair.
Hoje, e só hoje, acredito que não há sentido em nada e que as coincidências são apenas isso. Coincidências. Sinto que toda a vida acreditei em conceitos errados e que está na altura de crescer.
Hoje, e só hoje, não acredito em almas gémeas nem telepatia nem em empatias nem em amor à primeira vista. E já que estamos neste espírito, repudio a paixão e a atracção.
Hoje, e só hoje, convenço-me de que vou deixar de me emocionar com uma música, um filme ou um livro porque nada disso é real e não vale qualquer tipo de sentimentos.
E depois… Depois recordo o sorriso do meu filho, relembro a emoção de um primeiro beijo, penso numa qualquer altura em que 2 olhares se cruzaram e o coração acelerou, ouço na minha cabeça a gargalhada de amigos, sinto a brisa quente de uma tarde de verão no meu rosto na minha língua o sabor de um vinho tinto, ouço uma música que adore e algo acontece…
A respiração acelera-se e, simultaneamente, um sorriso aflora os meus lábios e uma lágrima os meus olhos e eu sei que tudo isto é mentira porque é mais forte que eu. E eu vou sempre acreditar que tudo acontece por um motivo.
Como diria o meu bom ‘amigo’, o Visconde de Valmont: “It’s beyond my control…”
quarta-feira, 13 de maio de 2009
EU NÃO FUGI
E estou bem. Caminhando com um pé à frente do outro, um dia de cada vez.
Ando sim, a recuperar o tempo no trabalho, na faculdade e com o Projecto e não está a ser fácil conciliar todas as actividades.
Estou também a preparar a segunda parte das memórias e achei que talvez precisassem de tempo para comprar os óculitos para a vista cansada depois da 1ª edição!
:p
Estou aqui e leio-vos. Mas a tentação de pôr aqui textos mais introspectivos, por vezes, refreia-me a escrita. Eu sei que não devia, mas hesito entre escrever coisas que me/vos possam levar a meditações mais profundas e ficar-me pelo absoluto disparate. Por ora, acho que consigo lidar melhor com o segundo.
Mas não resisto a preparar um postzito para amanhã ou depois sobre a Maddie. Oh pá, desculpem lá, mas a minha veia de sindicalista reivindicativa hoje está muito exacerbada e estou toda entregue a polémicas, portanto mais uma menos uma…

