Nas horas cruciais, tropeçamos e acabamos com a fronha no chão!!!!
A vantagem é que eu sou bem mais gira que ele!
Nas horas cruciais, tropeçamos e acabamos com a fronha no chão!!!!
A vantagem é que eu sou bem mais gira que ele!
Há um ano atrás, tinha passado 24 horas com um menino translúcido no hospital com agulhas espetadas e sacos de soro pendurados.
Há um ano atrás, quase enlouqueci nos 40 minutos de espera que me pareceram horas intermináveis.
Há um ano atrás, o meu coração tinha parado quando o vi a perder os sentidos.
Um ano depois, tudo o que resta é uma cicatriz que mal se nota e menos um pedaço do meu coração.
E quando ele agora me diz, com aquela cara séria “Mãe, tens de confiar em mim! A xério!”, eu pergunto-me porque me preocupo tanto. Mas depois lembro-me do diálogo do Paciente Inglês:
Katharine Clifton: Will we be alright?
Almásy: Yes. Yes, absolutely.
Katharine Clifton: "Yes" is a comfort. "Absolutely" is not.
E sei que nunca vou deixar de me preocupar!
Há bocado, quando lhe secava o cabelo com a toalha depois do banho:
“Ah mulher!!! Tu uarga-me!!!”
Cantava alegremente uma canção.
Pus-me atenta para tentar perceber que música era.
Só tinha uma frase de 4 palavrinhas apenas que era repetida até à exaustão e rezava assim:
“A mãe é fantástica”.
Já passaram 2 horas e ainda estou a babar…

Que me deram um link do The Vampire Diaries que nem precisa de download nem nada?
Amiguinhas que eu tenho… Cheira-me que ainda não é este mês que a papelada se arruma…
(Eric Danes)
(Bradley Cooper)
(Patrick Dempsey)
Para além destes, o filme conta ainda com Jessica Alba, Kathy Bates, Jessica Biel, Hector Elizondo, Jamie Foxx, Jennifer Garner, Topher Grace, Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Queen Latifah, Taylor Lautner, George Lopes, Shirley MacLaine, Emma Roberts, Julia Roberts e Taylor Swift.
Estamos a falar de uma singela comédia romântica, mas quem não gosta de rir e sonhar um pouco?
O filme estreia dia 11 de Fevereiro. Eu já tenho bilhetes para a ante-estreia, dia 9. E vocês podem ter também. Basta ver aqui. Vá… Quem é amiga, quem é?
5 Cadeiras feitas.
0 Exames em Fevereiro.
O Orais no horizonte.
Devia ir festejar? Devia. Mas ando aqui com um torcicolo que não mexo o pescoço nem o braço esquerdo desde quarta-feira. Para não falar na soneira que tenho em cima (que não sei se também não é resultado dos comprimidos). Portanto, vou ali enfiar mais um anti-inflamatório, passar a pomada pelo pelo, aquecer o saquinho de lama e, provavelmente, enfiar-me na cama que ainda por cima estou gelada.
Isto da idade é tramado…
Que a partir dos 22/23 anos perdi a capacidade de encontrar bons amigos. Só me sai o refugo da espécie!
E isso chateia-me. Acreditem que me chateia à brava!
Na fila do PaquesDonáldes (sim, é McDonald’s na língua dele…):
MQP: Queria 2 Happy Meals, por favor. Os brinquedos ainda são os esquilos?
Menina PaquesDonáldes: Ainda.
MQP: Então num dos Happy Meals queria o Simon e no outro queria uma Esquilette, prrrrrrrrlease!!!!!
MP: O Simon é qual?
MQP: O azul dos óculos que toca guitarra.
MP: Ahhh… Ok… Só que eu não sei o que é uma Esquilette…
MQP revira os olhos impacientemente e atira resolutamente “As Esquilettes são as meninas!!!!!!!!” parando um cagagésimo de segundo antes de acrescentar: “Dahhhh!!!”.
Nos olhos dele, a admiração e a veneração por a mãe ser assim tão culta.
Nos olhos da menina, a incredulidade.
Na minha cabeça: Uma gaija lê Os Maias antes dos 12 anos. Antes dos 19, já leu a obra completa de Shakespeare (dramaturgia e poesia!!!!!!!). Sabe recitar de cor ‘A balada da neve’ assim como o ‘If’ do Kipling e ainda dá uns toques em Gustavo Adolfo Bécquer . Cita falas de filmes e ouve as Variações de Goldberg. Já nem falo de saber os prazos de prescrição da responsabilidade civil que isso é quase de cultura geral. Man, a miúda leu Goethe, Schiller e Lessing nas versões originais antes dos 21!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Onde é que ela arranca suspiros de admiração? Digam-me: onde????
Na fila do McDonalds porque sabe que uma Esquilette é uma das meninas do Alvin.
Pode-se pensar que não. À primeira vista, parece que não. Que foi apenas mais um dia como outro qualquer. Mas não foi. Ri como não me ria há muito tempo. Tive a confirmação em primeira mão de que a hipótese nunca colocada, é sempre a correcta. Transformei pessoas em frangalhos de nervos e amontoados de emoções. Arranjei motivos para gozar comigo própria para os próximos 20 anos. E ainda ganhei 25 euros no euromilhões.
Meus amigos, sexta-feira foi um bom dia!
“I'm in the middle of a divorce. People call me the Nazi, and it's not because of my ice blue eyes. I spend 12 hours a day carving people up, and I like it. I have a child and I have no room for casual anything. I'm angry all the time. ... You want lunch, or you wanna show me the scan?”
(Miranda Bailey in Anatomia de Grey)
É que a malta estava aqui necessitadinha de ver tragédias e derramar lágrimas e achar que nunca vamos vencer, no matter what. Este mesito de ausência dos srs. drs. até nos fez acreditar que a vida poderia ser cor-de-rosa brilhante…
Se não conseguires bater o teu adversário, baralha-o até lhe tirares o sono e talvez assim - só mesmo talvez - o consigas vencer pelo cansaço.
E chegados à beira do abismo, a resolução tomada, conforme nos colocam o arnês, começamos sempre a pensar se teremos confiança para saltar.
E, contrariamente, ao homem que se atira de um prédio de 50 andares e que vai repetindo “jusqu’ici tout va bien” para se acalmar, a mim apetece-me gritar a plenos pulmões:
“Man, what a ride!!!!”
Mesmo que o elástico parta…
Ou nos filmes:
1) as gaijas que conseguem todas as informações com uma ganda lábia;
2) as gaijas mais educadinhas que dizem sempre ‘por favor’ e ‘obrigada’ ou ‘se não desse muito trabalho’;
3) as gaijas que fazem tudo isso com ar de Madre Teresa de Calcutá mas em cima de saltos de 8 centímetros;
São sempre as psicopatas stalkers que nos últimos 10 minutos acabam a enfiar os coelhinhos dentro de uma panela com água a ferver ao lume?
Uma mulher não merece verdadeiramente o epíteto de Dory até ter jantado “Bifes Flambé” depois de ter pegado fogo à frigideira, ao som do Call Me Irresponsible do Frank Sinatra, enquanto pensava na quantidade de disparates que se pode fazer até à meia-noite de sexta-feira.
Senhores e Senhoras, a partir de hoje, podem chamar-me, com toda a propriedade, Peixa!!!!!!!!

“No one can stand in the middle of fire and not be consumed...”
(Possession)
Imaginem a seguinte situação:
Estão prestes a fazer a maior tolice da vossa vida adulta. Têm consciência que é um perfeito disparate. Mas é um disparate completamente irresistível.
Se eu tivesse 10 euros por cada vez que cito o Visconde de Valmont no seu célebre: it’s beyond my control”…
É como aquele fondant de chocolate. Nós sabemos que não podemos dar uma só dentada. Sabemos que assim que sentirmos o chocolate derretido no interior, nos vamos perder. Mas vezes sem conta, damos por nós a morder a delícia e a maldizer a nossa fraca vontade. Damos por nós a jurar que não caminharemos esse caminho da perdição novamente, tão somente para na esquina mais próxima aproximarmos os lábios do próximo bolo de chocolate.
É como aquele último copo (é sempre o último que faz mal, não é?) que nos faz jurar nunca mais beber. Até ao dia seguinte…
Agora, se nos dessem tempo para pensar. Se tivéssemos oportunidade de ponderar as consequências? Comeríamos ou não? Bebíamos ou não?
Acaso se pode desculpar um disparate cuidadosamente calculado? E a queda no abismo? A quem se deve imputar a responsabilidade, nesse caso?
O meu filho está a fazer uma torre de lego ‘enombre’.
Só que a torre está ‘enconada’ e por isso ‘pate-se’.
1. Não, não consigo perceber o que é o enconada.
2. Como querem que o corrija se a maioria das coisas da nossa vida se parte desgraça por causa de pessoas coisas enconadas?
Não sei precisar exactamente o quê nem como nem porquê mas apetecia-me.
Sabem aqueles dias em que não sabemos bem o que nos apetece fazer?
Estou num desses e, pela minha saudinha, que acabe de vez esta m***a desta chuva e deste frio que estou a definhar!!!!!!
É a expressão que, de acordo com a Divina Comédia, está inscrita por cima da entrada do inferno.
“Todos os que aqui entrem, abandonem a esperança”.
Por vezes, parece-me que devia ser a inscrição aposta no ventre materno. O mundo diz-me que sou uma sonhadora que vive iludida e para quem o desapontamento tem um lugar muito especial guardado. Mas eu nunca liguei muito ao que o mundo dizia, pois não?
Uma das frases que mais comummente ouço é: good things happen when we least expect (ouço em várias línguas, desde já adianto). E isso causa-me alguma espécie.
Significa isso que todos aqueles que sonham, desejam, aspiram, acreditam e esperam coisas boas nunca vão ter sorte na vida?
Será necessário sermos deprimentes e deprimidos e nada esperar para alcançarmos algo positivo?
Andará o mundo assim tão desconcertado, Luis Vaz?
Olho para o estojo da Hello Kitty empoleirado na agenda da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva…
Se houve coisa que eu relembrei nesta passagem de ano é que uma Senhora é uma completa fingidora (ai pensavam que era o poeta? Tolos…). Está tão entranhado em nós que o fazemos já sem pensar. Mas quando nos detemos a meditar nisso, percebemos as nossas rugas, o nosso cansaço, a nossa frustração.
A quantidade de vezes em que os sapatos de salto alto nos matam sem que o sorriso nos saia dos lábios enquanto o mindinho está a ser partidos em 1000 pedaços; os infindos momentos em que estamos numa encruzilhada da vida e na nossa cabeça analisamos milhares de caminhos que podemos tomar para resolver a questão, enquanto olhamos em volta e dos nossos lábios apenas sai um “ninguém quer mais uma fatia de bolo?”.
As Senhoras fazem bluff todos os dias da vida delas. Aliás, fazer bluff é a vida delas e depois temos a maior cara de pau do mundo e, sorrindo, ao mundo defendemos a nossa frontalidade como nossa maior virtude e juramos a pés juntos, quando nos apanham naquela fracção de segundos em que mostramos um ar alheado, que estávamos a pensar o que seria o jantar dia seguinte e voltamos a sorrir e toda a gente acredita.
“For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The records show I took the blows and did it my way”
(Frank Sinatra)
… UM FELIZ 2010!!!!!!!!!!!!!!!!
As rabanadas estão prontas. O bacalhau está gloriosamente à espera de entrar na panela. O bolo de laranja está ensopadinho como se quer.
Lá fora chove torrencialmente mas cá dentro está quentinho. Todos os preparativos estão feitos e o ensaio geral foi glorioso ao som de Frank Sinatra e de vodka a ser despejada nos copos (toda a gente sabe que evento que se preze tem ensaio geral, não sabe???)
Não há rede de telemóvel e, neste momento, nem há mesmo mais ninguém cá em casa.
Antes da chegada iminente dos convivas e da azáfama própria da ocasião, só me falta mesmo desejar-vos a todos, todinhos sem excepção de um, uma excelente noite e agradecer-vos por estarem sempre aí. Que estejam próximos dos que mais amam e que nos vossos corações ainda se viva a época com o espírito das crianças.
Feliz Natal!
"And so the lion fell in love with the lamb... What a stupid lamb. What a sick, masochistic lion."
(Edward Cullen in Twilight)
Muito se tem escrito por esta blogosfera afora sobre qual será o mistério por trás do fenómeno Twilight e eu, como moça opiniosa que sou, não poderia deixar de dizer qualquer coisita sobre o assunto, obviamente.
Li os livros de uma assentada. Acho que não demorei mais do que 2 semanas a ler os quatro publicados mais o manuscrito disponibilizado pela autora no seu site, depois de ter visto partes do mesmo a serem publicadas sem a sua permissão. Os livros estão escritos para serem lidos assim. De um fôlego. Se a escrita é boa? É normal. Se a história é transcendente? É normal. Mas o facto é que nos prende. Ainda me lembro quando 2 meninas que andavam viciadas naquilo me tentaram convencer que os deveria ler. Perguntei sobre que era. “Ah e tal… É uma adolescente que se apaixona por um vampiro e tal e coiso…” E eu fiquei a pensar que as miúdas deveriam ter batido com a cabeça nalguma esquina de alguma mesa. Hello??? Isso não é livro de teenager???? Mas como não nego à partida uma ciência que desconheço, lá vieram os livros na volta do correio e eu passei a dormir (ainda) menos horas por noite.
Enquanto lia, não pude deixar de ficar com a mesma sensação que tive há muitos, muitos anos quando li as Brumas de Avalon: queria avançar na leitura mas custava-me a ideia de que depois não ia haver mais para ler. Aquela sensação pueril de que deveríamos ‘have our cake and eat it too’. No final, fiquei a pensar que se há 15/20 anos houvesse Internet talvez as aventuras e desventuras do triângulo Artur/Guinevere/Lancelot talvez fossem o mesmo fenómeno. Talvez também existissem centenas de sites e fóruns e blogs sobre o assunto. Talvez houvesse um qualquer filme cheio de produções especiais com uma banda sonora XPTO, mas ficamo-nos pela série/muito longa metragem/ filme de 10 horas com a Julianne Margullies.
Vi o primeiro filme da quadrilogia e, contrariamente à maioria dos fãs, gostei. Não poderia ser feito de outra forma. Temos que ser razoáveis nas adaptações e foi uma boa adaptação. A banda sonora é electrizante (embora tenha a música com a letra mais estúpida alguma vez criada, mas até se ouvir a letra com atenção temos uma balada linda). Mas, contrariamente, ao público feminino em geral, o Edward não me fez perder o sono. Cá para mim, se era para me morderem que me mordesse o mauzão do James que eu sempre tive um fraco pelos maus da fita.
Ontem, fui ver a segunda parte da saga. Ora, cá está a surpresa: toda a gente odiou. Eu achei 1000 vezes melhor que o primeiro filme. Toda a gente embirrou com a Bella. Que era uma lamechas, que não se aguentava, que devia era erguer as mãozinhas ao céu por ter um vampiro assim, blá, blá, blá… (nas criticas que li não estava o ‘blá, blá, blá’, mas ao fim de 3 ou 4 iguais, tudo me parece blá, blá, blá).
No outro dia, li num blog que o fascínio tinha a ver com as emoções puras da adolescência que revivíamos na personagem da Bella. A emoção do primeiro amor. Ora, eu, que passei por uma fase de ódio profundo pela Bella quando li o segundo livro, ontem, entendi-a. Percebi-a com uma clareza infinita logo nos primeiros minutos do filme. Enquanto que quando li o livro, pensei que a miúda era parva por correu sem direcção nos bosques, ontem percebi porque correu. Ontem lembrei-me que na primeira vez que me abriram aquele buraco no peito, também eu fugi, como se fosse possível por quilómetros entre nós e a dor, até acabar noutro pais sem saber como lá tinha chegado.
Ontem fiquei convencida que o segredo do sucesso da saga, nada tem a ver com o amor ou a pureza. Tem sim a ver com a esperança. Todos nós já amámos, todos já sofremos, mas o que a maioria não conseguiu foi agarrar esse amor e lutar por ele até que não lhe restasse qualquer sentido na vida a não ser ficar connosco. E é isso que nos prende quer às páginas do livro, quer ao grande ecrã. Nós queremos que a Bella e o Edward consigam aquilo que nós não conseguimos. Nós queremos o lived happily ever after. Nós queremos acreditar que os amores impossíveis podem vingar. Nós queremos a Bella e o Edward porque queremos sonhar e ter esperança. Nós queremos a Bella e o Edward porque queremos acreditar que o buraco no peito pode ser sarado e nós podemos amar outra vez.
Pela enésima vez e cheguei à conclusão que eu devo ser mesmo anormal. Eu quando contei isto a umas amigas minhas, defini-me como esquisitinha mas o termo deve mesmo ser anormal…
Aqui há umas semanas, tive que prestar um depoimento a uma esquadra. Estava eu nesta actividade sempre interessante quando reparei num senhor agente que era a cara chapada do Edward Norton. Fosse isto nos Estates e ainda podia pensar que o moço lá estava a fazer pesquisa para algum filme. O senhor agente parecia fascinado com a minha pessoinha. So far so good, right?
Mas depois ele atendeu o telefone com uma voz ligeiramente esquisita. E toda e qualquer centelha de eventual interesse que o senhor pudesse ter despertado, morreu ali mesmo.
Acho mesmo que esquisitinha é um eufemismo quando aplicado a mim…

MQP: Agora vamos vestir para ir para a escola, coração.
Projecto de Gaijo: Coração não, mãe. Eu não tenho coração.
MQP: Claro que tens. Toda a gente tem coração.
Projecto de Gaijo: Os meninos não têm. Só as meninas é que têm coração.
E isto confirma as minhas suspeitas Rousseauianas de que todos os gaijos nascem honestos e são corrompidos pela sociedade!!!!
Vejo este anúncio, como a repensar certas e determinadas convicções da minha vida. Como, por exemplo, o facto de não gostar de loiros.
É que penso… São coisas em que penso…
É ter acesso às 5 possíveis perguntas do teste de amanhã e não saber o que se fez ao papel.
Ele há gente que devia andar com a palavra ‘Otário’ escrito na testa!
São as coisas que não posso escrever, neste momento. E isso dá-me na nervura.
Entretanto, na outra xafarica onde me deixam escrever, disserto, numa selecção de 10 posts sobre coisas que não gosto nos homens. Chamei-lhe a série 10 coisas que odeio em ti. Podem comentar lá ou aqui.
E agora vou ali fazer um cházinho de tilia!
Gosto de passear nua pela casa e de usar fatos em reuniões.
Não gosto de sapatos que me magoem nem roupa que me enchourice.
Gosto de homens canhotos.
Não gosto de homens que roam as unhas.
Gosto de fazer amor.
Não gosto que me prendam.
Gosto de comer gelados, no sofá, em tardes de Inverno.
Não gosto de geladarias.
Gosto que me toquem.
Não gosto que me abafem.
Gosto de cortinas. Não tenho cortinas.
Não gosto de tapetes. Tenho tapetes.
Gosto de café e cigarros.
Não gosto de ser viciada em cafeína e nicotina.
Gosto de ti.
Não gosto de gostar de ti.
Quando a meio de um telefonema me informam que estão a limpar o aquário com uma esponja… No facebook!!!!!!!!!
Ontem, depois de votar, parei num semáforo vermelho. Atrás de mim, o BMW mais giro que vi até hoje conduzido por um fulano parecido com o Eric Dane.
Dei por mim a pensar:
- Aquilo era carro que me levava a ter sexo com o condutor no banco de trás.
e ainda:
- Aquilo era fulano que me levava a ter sexo no banco de trás do carro.
Dependia de quão fútil me sentisse no dia do acto!
O meu pai sempre usou barba. Nunca o vi sem barba a não ser numa ou outra fotografia de adolescente. Ao vivo, nunca mesmo.
Um dos melhores amigos dele que eu conhecia desde que existo tinha a barba mais suave do mundo. Lembro-me que quando era miúda, pensava que a barba do Pai Natal devia ser assim, suave como a dele. Também me lembro que, há uns meses, foi a única coisa (inteligente) que consegui dizer no velório dele.
O terceiro, que ainda há uns dias aqui esteve, tem barba.
O meu tio tem barba.
Basicamente, todos os homens que conheci em miúda têm barba.
Aqui há uns anos, numa profunda sessão de psicanálise efectuada por volta das 5 da manhã sob o efeito de poderosos medicamentos anti-depressivos, conclui que sofro de um poderoso complexo de Édipo mal resolvido. É que se há coisa que eu gosto é de homens de barba. Pronto, também gosto de canhotos mas para isso não consigo arranjar uma explicação racional, nem mesmo depois de muitas garrafas de anti-depressivos. Simplesmente, acho os homens canhotos mais sexys do que os dextros. Mas em relação às barbas acho mesmo que é complexo de Édipo.
É que é coisa que fica bem (conforme se pode ver pela amostra anexa) em todo o género de homem: seja ele loiro, moreno, grisalho, novo, velho… Gosto, pá, que gosto…
O Projecto de Gaijo anda rouco. Digamos que o Joe Cocker ao pé dele tem a voz límpida. Anda mesmo muito rouquinho. No outro dia de manhã, quando saía para a escolinha, foi-se despedir da avó que lhe chamou “voz sexy”. Ele não disse nada. Beijinhos, abraços e até logos.
Ao chegar ao carro, pergunta-me muito baixinho:
- Mamã, eu xó tenho a vó M e a vó B, pois é?
- Sim, porquê?
- Eu num tenho nenhuma Vó Xexy, pois não?????
Escusado será dizer que eu nem respondi de tão ocupada que estava a rir.
Reviro, corro e aliso a cama onde nós não dormimos. Noite após noite, procuro o teu corpo com o meu, mas acordo com o frio do vazio dentro de mim. Nos meus sonhos, fundimo-nos e gememos mas quando abro os olhos, pergunto-me onde estarás. Nas noites da minha vida, vive um fantasma que eu amo. Quando a manhã chega, exorcizo-o. Um dia… Um dia, vou aprender o feitiço para o materializar.


(Xica Maria, tudo o que diga Bolinha Vermelha é interdito e não pode ser visto pelos teus olhinhos. Vai lá ler o blog de outra pessoa qualquer agora, sim?)
Esta conversa é a continuação da de ontem e não foi publicada logo de seguida porque acho que o meu pc entrou em choque anafilático.
Ora a minha Amiga Anónima quando veio ler o post que ela, no fundo escreveu, deparou-se com um post meu em que eu falava de encaracolar os dedos dos pés. Quando eu escrevi a frase não pensei no mesmo que ela.
Acontece que ela já havia desenvolvido uma investigação muito científica sobre o assunto e cujos os resultados decidiu partilhar comigo. Como eu sei que vocês gostam muito de ciência e podem até querer levar a cabo esta simples experiência, vou divulgar então os resultados:
Amiga Anónima diz: lembras-te de ver nos filmes cómico as cenas de sexo em k os gajos encaracolam os deditos dos pés?
MQP diz:
Yeap. Lembro.
Amiga Anónima diz:
bem, houve uma altura na minha vida em k me deu a curiosidade de verificar essa questão a fundo...
mas fodia-me sempre pk ora em k tinha um orgasmo, ora verificava se eu encaracolava os dedos dos pés...
claro k optei pela primeira
entao, do k me lembrei?
observar o outro enquanto a coisa desenrolava...
e só por acaso foi no broche....
caso para dizer k estava com um olho no burro e o outro no cigano....
lol
MQP diz:
Anónima Maria, tu hoje estás possuída!!!!!!
Amiga Anónima diz:
eu? nada...
pera e ouve
MQP diz:
Eu daqui a bocado acordo o gaijito com as gargalhadas. Vá lá então. Explica.
Amiga Anónima diz:
escolhi uma posição em k nem ta consigo descrever, k ainda hoje desconfio seriamente k a hérnia k tenho foi ali k a arranjei para poder investigar a sério a cena
agora imagina a cena... boca cheia, posição fodida, gemidos para o incentivo.... e um olho arremelgado para o dedo do pé do outro
MQP diz:
Isto vai dar outro post...
Amiga Anónima diz:
incentivei, incentivei, incentivei (k eu sou moçoila de incentivo)
MQP diz:
Estou a chorar, mulher...
Amiga Anónima diz:
até k começo a ver os dedos dos pés do outro a esgalharem para as laterais uns dos outros...
assim como quem tem uma cãibra, tás a ver????
a chorar fique eu, pk akele era dakeles k enchia a boca...
MQP diz:
Tou tou... A visão está enublada com as lágrimas do riso mas estou a ver.
Amiga Anónima diz:
e eu ali de boca cheia a apetecer-me gritar vitória, enquanto de dava a puta da vontade de rir e ter k continuar o incentivo
gaja... outra visão do infernos, só te digo
se não queres perder o tesão em momentos desses, caga lá nos dedos dos pés
e as vezes seguintes em k dei a queca, estava sempre a lembrar-me se estaria a encaracolá-los tb
k cena...
acho k fiquei com um trauma temporário, só te digo...
e foi isto...
bem...
k cena, a minha vida dava um filme
MQP diz:
Eu vou dormir com dores nos abdominais...
Amiga Anónima diz:
e o outro gritava tanto qdo se vinha k a primeira vez k se veio eu apanhei um susto k achei k morria de avc????
LLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
olha, agora sou eu k estou perdida d riso com a lembrança
MQP diz:
Estúpida!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Amiga Anónima diz:
mulher, tu não tens ideia
acho k me afectou os tímpanos até hoje
MQP diz:
Oh pá...
Amiga Anónima diz:
gritos, Mentezinha, gritos....
MQP diz:
lololololololol
Amiga Anónima diz:
lolololololololololol
bem, é o RIR
mas na altura fiquei tão assustada, anda por cima ainda era quase virgem...
ó sorte...
este último só dizia, Oh, meu Deussss, oh, meu deusssss, oh, meu deussss (mas lê mesmo com a entoação no "s")
só me apetcia dar-lhe umas bolchadas no focinho para o calar k me estava a desconcentrar
ainda por cima o fdp é ateu
olha k de facto!
ainda ninguém lhe ensinou k é pecado invocar o nome do Senhor em vão?
E a vez em k a fazer um broche àquele k parecia o monumento a Washington, k tal era o entusiasmo, esqueci-me k tinha a pastilha na boca e quando acabei, tinha a pastilha toda derretida, agarrada ao cabelo??????
tenh cá para mim, k a minha boca atinge temperaturas tropicais em momento brochista
e o desespero entre o rir-me e o esconder do outro a situação?
lololololol
até choro a rir qdo me lembro
MQP diz:
ai, k caraças...
Amiga Anónima diz:
Caraças digo eu!!!

Às vezes, dou comigo a pensar em pessoas que já fizeram parte da minha vida. Dou por mim a recordar momentos, cores, sabores, odores. Dou por mim a repetir frases e expressões que usei ou que foram usadas há muitos anos e dou por mim a sorrir.
Por vezes, são as sensações que me assolam que criam uma sensação de dejá vu. Aquele aperto na garganta quando sabia que a nota da frequência iria ser miserável. As borboletas no estômago quando ele entrava no bar. A falta de ar de tanto rir. A sensação de competição num jogo de cartas ou de volleyball ou de dardos. A sensação daqueles segundos que antecedem um primeiro beijo.
Outras vezes, são as texturas que me transportam para quem já fui.
Porque é que me lembrei disto hoje? Porque hoje disse: encaracolar os dedos dos pés…
A meio do jornal da 2:, durante uma reportagem sobre o fulano que raptou a miúda de 11 anos que apareceu agora, passado 18 anos, a emissão é interrompida e passa um sketch do programa do Nuno Markl. Esteve o programa do Markl durante cerca de 3 minutos antes de retomarem o telejornal. Durante 3 minutos ninguém deu conta, o que só reforça aquela minha antiga convicção: eu sou mesmo a única pessoa que vê aquele canal. É que nem quem faz a programação, está a ver!
Quando olho pela janela e vejo a noite, lembro-me que há um mês, a esta hora, estava na praia com sol, e não posso deixar de sentir um aperto no coração e de começar a suspirar com a nostalgia do final de Verão.
A tentação do novo misturada com a nostalgia das recordações…
Lembro-me de quando usava o One. Lembro-me, ainda sinto no nariz, o cheiro do perfume misturado com o cheiro de cabedal. Lembro-me de como se impregnava no meu cabelo, muito comprido na altura. Lembro-me do frasco de 100 ml a espatifar-se na tua casa-de-banho, Shana. O One lembra-me esse tempo, há 16/17 anos (porra!) em que não havia preocupações de monta maior além de onde ir na sexta-feira à noite e quem é que iria também. Lembra-me a tuna e o bar do Perry (agora aquilo é chique, n’é?). Lembra-me Cuba e piñas coladas. Lembra-me primeiros amores e ‘mudanças de móveis’ na casa da Rua Castilho.