Mostrar mensagens com a etiqueta E até onde podemos ir sem ser considerado traição?. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta E até onde podemos ir sem ser considerado traição?. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ENTÃO E ACABAR O QUE COMEÇASTE, MENTE MARIA?


A semana passada, coloquei a questão sobre se seria possível amar duas pessoas em simultâneo.

Como é óbvio, eu não me referia a amar o pai ou a mãe ou amar os filhos ou os amigos ou a Deus Todo-poderoso.

Ao que eu me referia – e para que não subsistam dúvidas – era a amar de forma sentida e carnal 2 pessoas em simultâneo. A não conseguir decidir qual dessas pessoas tem uma maior relevância na nossa vida.

Nós sabemos que somos animais. Nós sabemos que os animais, por regra, não têm natureza monogâmica. Mas também sabemos que os animais acasalam com o fim da procriação e não o de desenvolverem projectos de vida comuns.

Agora, não sejamos hipócritas e não vamos aqui negar (até porque o blog suporta comentários anónimos) que já estivemos numa situação em que mantendo uma relação com uma pessoa, dedicamos o nosso pensamento a outra que nos atrai. Seja porque nos diverte, porque conseguimos falar com ela sobre tudo, seja porque nos massaja o ego, seja porque nos apetece comê-la como se não houvesse nem hoje à tarde quanto mais amanhã.

Isto não implica que nós, efectivamente, tenhamos pegado nessa pessoa e a tenhamos devorado desalvoradamente.

Agora a questão é: se esse interesse evoluir para sentimentos mais fortes, é possível amar essa e aquela com que já estávamos antes? E depois da bota apertadinha como é que se descalça?

(E, sim, eu sei, é quase hora do almoço… O refogado está ao lume… O bife está no prato…)