quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

HERE'S LOOKING AT YOU, KID!


Depois do meu acesso de auto-estima exacerbada, decidi que a Me, a Myself e a I deveriamos celebrar.

Como a idade não perdoa e folias a meio da semana (principalmente, se andamos a dormir 3/4 horas, no máximo, por noite há um mês) dão cabo da beleza de uma criatura, vá de ir comprar uns petisquinhos, uma garrafinha de vinho e depois de tudo preparado com copo de cristal e tudo e tudo, coloquei no dvd a 5ª temporada de uma série que estava guardada na gaveta do escritório há quase 2 meses para eu não cair em tentação enquanto devia estar a estudar.

Olhem que ter amigos é bom, mas sermos a nossa melhor amiga é fantástico.

Estive tão entretidinha com o dvd, com uns rabiscos numa folha que só quando me fui deitar quase à 1 da manhã é que reparei que tinha uma chamada não atendida no telemóvel.

Reacção que teria há uns meses atrás: "COMO É QUE EU NÃO OUVI? E AGORA? COMO É POSSÍVEL?"

Reacção d'Mente: "Oh pá, tomorrow is another day. Além disso, ninguém espera que as garrafas de boa qualidade e com boa aparência estejam na prateleira à meia-noite numa noite que não têm filho e quando acabam de receber a noticia de que os seus objectivos foram superados, Right?"
E as mulheres ainda receiam envelhecer? Soubera eu que isto era assim, já tinha começado há mais tempo!!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

I'M SITTING ON TOP OF THE WORLD


Há momentos em que eu e os meus botanitos nos enchemos de auto-estima e pensamos: "Gaija, tu és mesmo muito boa! Mas mesmo de uma casta muito superior. Tu és do topo da cadeia alimentar."

É que no meio do caos, desordem e destruição que anda a minha vida, terminada a 1ª época de exames falta-me saber uma nota e todas as outras cadeiras estão feitas!

É por estas e por outras que eu até tenho medo de andar na rua. É que sou tão boa, mas tão boa que tenho medo que me róbem!!!!

P.S.: Desculpem lá o post convencido mas hoje mereço.

P.S.1: Assume um especial sabor de vitória porque faz sorrir o gaijo que me pôs no mundo lá na sua caminha de hospital, bem longe de mim. Fá-lo ficar inchadinho de orgulho e aposto que anda a encher os ouvidinhos das enfermeiras e dos dótores com quão inteligente é a filha dele. E, como ele até nem tem muito com que sorrir ultimamente, é dar-lhe o gostinho.

P.S.2: Porque gosto de atirar isto displicentemente ao pé de todos os que acham que não deveria querer mais do que tenho. Para todos vocês um grande BAHHHHH!!!! (e acredito que deve irritar especialmente o Falecido e hoje isso dá-me um particular gozo porque a criatura este ano até festeja o dia dos namorados 2 vezes e comigo nem à merda me mandava! Mas isso é outro post...)

P.S.3: Porque quem gosta de mim, fica com um sorriso taralhoco e eu gosto de os ver felizes...

P.S.4: Porque embora, eu tenha tentado transmitir que no meio do caos e da desordem, eu estava segura e ía conseguir cumprir os objectivos e que tinha tudo controlado, houve muitas vezes em que duvidei. Houve muitas noites que lutei com mim mesma e fiquei a estudar embora tivesse a certeza que seria um esforço infrutífero. Não foi! E por isso mesmo, estou inchada como um balão.

P.S.5: Porque há aí uma meia-dúzia de pessoinhas com mais visão do que eu e acreditaram cegamente e nem por um minuto duvidaram que eu conseguiria. Mesmo quando eu não acreditava, elas não duvidavam.

WHAT ELSE?


A vida já lhe ensinou que as mais belas histórias de amor nem sempre acabam bem. Por isso, tem uma grande capacidade de continuar sempre com a sua vida e de não insistir no que já não tem solução. Restam-lhe as recordações. Devia estar aqui o link do you tube mas não funciona. Cá vai o excerto:

Rick: Last night we said a great many things. You said I was to do the thinking for both of us. Well, I've done a lot of it since then, and it all adds up to one thing: you're getting on that plane with Victor where you belong.

Ilsa: But, Richard, no, I... I...

Rick: Now, you've got to listen to me! You have any idea what you'd have to look forward to if you stayed here? Nine chances out of ten, we'd both wind up in a concentration camp. Isn't that true, Louie?

Captain Renault: I'm afraid Major Strasser would insist.

Ilsa: You're saying this only to make me go.

Rick: I'm saying it because it's true. Inside of us, we both know you belong with Victor. You're part of his work, the thing that keeps him going. If that plane leaves the ground and you're not with him, you'll regret it. Maybe not today. Maybe not tomorrow, but soon and for the rest of your life.

Ilsa: But what about us?

Rick: We'll always have Paris. We didn't have, we, we lost it until you came to Casablanca. We got it back last night.

Ilsa: When I said I would never leave you.

Rick: And you never will. But I've got a job to do, too. Where I'm going, you can't follow. What I've got to do, you can't be any part of. Ilsa, I'm no good at being noble, but it doesn't take much to see that the problems of three little people don't amount to a hill of beans in this crazy world. Someday you'll understand that. Now, now... Here's looking at you kid.

E é mesmo verdade, verdadinha...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

HUMILHAÇÃO


Haverá coisa mais 'fecundada' do que uma mãe a ralhar com o filho porque ele não para de abrir a portinhola dos cd's do portátil e, para fazer valer a sua posição, fechar a dita cuja com firmeza acompanhada de um "se voltas a mexer aqui, pego em todos os teus dvd's e dou-os ao cão" e nesse processo pedagógico entalar um bocadinho - mas só mesmo um bocadinho - do dedo mindinho na filha-de-uma-grandessissima-senhora-cuja-profissão-incluiu-uma-cama-incerta da portinhola!

E mãe que é mãe não desmancha! Mantem o seu ar firme e intimidador de educadora mas por dentro... Por dentro voltamos a ter 2 anos, choramos copiosamente, gritamos que temos dói-dói e juntamos é um pikeno detalhe que aos 2 anos desconhecemos: o top 20 do vernáculo português!!!!!

P.S.: Eu tenho cá para mim que o pulhazinho se apercebeu... Vi-lhe no sorrisinho e quase que posso jurar que por breves segundos lhe vi escrito no olho direito "BEM" e no esquerdo "FEITA"! Pode ter sido impressão... Mas estava capaz de jurar...

ELE HÁ HOMENS ASSIM!


"Que ao pé de uma gaija não se aguentam. Não têm estaleca! Mas ao longe... São uns vikings!

Por falar em vikings, esses é que a sabiam toda! Já traziam a cornadura posta que era para nem correr o risco de alguém a pôr por eles!"

(Bruxa Poderosa Amiga Céptica)

P.S.: Carago que já somos amigas há quase 17 anos... Porra! Já foi há 13 anos o grande putedo, pelo pénis pequenino do menino Jesus!!!!

P.S.2: Se um dia junto esta com a Loira Coberta de Sabedoria da Cabeça aos Pés vão acontecer várias coisas:

a) Tenho que ter cuidado para não correr o risco de elas não olharem para baixo e me pisarem, é que cada uma das bicharocas é coisinha para mais de 1m75 e nenhuma das duas dispensa saltos (antes que alguém se lembre de perguntar: sim, uma é loira outra é morena, são as duas giras que se farta e boas comó milho!).

b) Acho que não corro o risco de sair com elas à rua porque não consigo andar de andas e ía parecer uma mascote!

c) Vou ficar dispensada do ginásio por uns bons anos que pelo que me vou rir, é coisinha para ser equivalente a 2 décadas de abdominais!

PATIENCE GRASSHOPPER, PATIENCE...


Mente Quase Perigosa: Palavrinha de Mente que não entendo...

Loira Coberta de Sabedoria da Cabeça aos Pés: Eu explico! Tu és um investimento.

MQP: Um quê???? Disseste investimento? A ligação está péssima...

LCSCP: Sim, babe, investimento. Tás a ver aquelas bebidas que são demasiado boas para serem bebidas que pomos na prateleira para um dia saborearmos. Nós queremo-las mas sabemos que não as devemos beber. Não devemos porque aquilo é bom demais para nós, para o momento.

MQP: Tens consciência que se guardarmos o vinho durante muito tempo, pode azedar?

LCSCP: Tu não azedas. Tu não és vinho!!! Tu és whisky! Pensa em ti como uma garrafa de whisky! Do bom!!!!

Eu sou uma garrafa de whisky... Eu sou uma garrafa de whisky... Eu sou uma garrafa de whisky...

A paciência é uma virtude tão linda, não é? Eu, pelo menos, admiro imenso as pessoas que a têm...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

FIGUEIREDO DIAS, MEU ROOM MATE PARA OS PRÓXIMOS DIAS


"Don't show me your golden smile
'cause I'm trying to forget you
But if you try to hide...my love
I will catch you"
(Golden Era - Rita Redshoes)

Café. Muito.
Rita Redshoes em som de fundo.
Direito Penal...

Ainda bem que está frio e vento lá fora. Assim, este aconchego até me parece agradável. Só a parte do Direito Penal é que não que se calhar era dispensável, mas cada um tem o que merece, não é?...

QUE RAIO* DE GAIJO...


Escolhe o dia 14 de Fevereiro para acabar com a namorada?

Há 364 dias no ano além desse. Podemos excluir o Natal, Ano Novo, os respectivos aniversários, a data em que começaram a namorar e acho que está tudo. Ainda assim sobram 359 dias, certo?

Porquê esperar pelo dia dos namorados para dizer: "Ah... E a propósito, não podemos jantar hoje porque eu quero acabar tudo!!!"

Ao menos com 15 dias de antecedência, não? O que é que a moça faz a cáca* da prenda que lhe deve ter comprado?

Há gaijos que só mesmo empalados com um guarda-chuva de golfe é que entendem que há cócós* que são desnecessários...

"i can't! i can't understand why the fuck he fixed me if he was going to break me like this?!"

Vai passar... Acredita que vai passar... This too shall pass... This too...

P.S.: Leia-se Caralho, merda e merda, respectivamente, que eu estou irritada, porra!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

TEMPO


- Tu és teimoso! Pára de falar comigo. Eu não quero falar contigo.
- Eu quebro mas não vergo.
- Pensava que isso era o que tu achavas de mim...
- E é. Somos mais parecidos do que alguma vez poderás imaginar...
- E então? Isso não é bom?
- Pode ser muito bom. A ver vamos. O tempo o dirá.

Mais de um ano passou desde isto... Não sei se é bom se é mau. Mas até tu deves concordar quando digo que, bom ou mau, agora está a ficar perigoso. Atraentemente perigoso...

MÁ MÃE, MÁ MÃE, MÁ MÃE!


Okay, eu passei a semana passada fechada em casa, isso tolda o cérebro de uma pessoinha, principalmente quando esse cérebro já não é lá essas coca-colas...

Ora o meu querido filho (eu amo-te muito coisa mais linda do mundo e arredores e estou muito arrependida ainda que não consiga evitar rir à gargalhada cada vez que penso no que fiz) não podia tomar banho de chuveiro. Até aí tudo bem. Acontece que a criaturinha andava desde domingo a implorar para tomar banho 'à séria'. Como hoje íamos tirar os pontos, eu ontem decidi fazer-lhe a vontade.

Vá de chuveiro com ele e banho à lá garder. O penso ficou todo molhado mas eu não sou gaija de me intimidar com essas coisas de sangue e pontos e vá lá de convencer o fedelho a mudar o penso. Como não havia em casa pensos rápidos grandes o suficiente, cortei gase, adesivo e cá vai disto. Acontece que a gaija mãe esqueceu-se de fazer a coisa proporcional ao tamanho do Projecto. O adesivo era grande com'ó caraças. Ele vá de começar a espernear e não consegui cortar o adesivo e ele a espernear e 'deixa-me, mamã' e o adesivo soltou-se da mão e vá de colar na pila do gaijo. Nesta altura, eu já estava morta de riso e a criatura, possuida, veste as calças e 'não mexes mais no dói-dói'. Lágrima no rosto, enfia a chupeta, deita-se no sofá.

'Deixa lá a mamã pôr creme para soltar o adesivo da pila...'
'Não! Deixa-me!'

Vira-se para o lado e adormece.

E eu perdida de riso...

Esperei que ele estivesse a dormir profundamente, comecei a baixar-lhe as calças devagarinho, um quantidade gigantesca de creme nívea para espetar no instrumento do xavalo para ver se o adesivo soltava e o puto, qual criatura do exorcista, cada vez que sentia as calças a serem mexidas, arregalava os olhos e 'DEIXA-ME'.

Desisti. Pensei cá comigo. Ele hoje vai dormir com o pai. O pai tem uma pila deve saber o que fazer! Isto sempre perdida de riso o que me fazia pensar que eu, efectivamente, sou mesmo má mãe por gozar assim com a desgraça do rebento.

Claro que o pai nada fez em relação ao adesivo que continuou de pedra em cal em cima da pila do moço...

Hoje de manhã, no consultório do George Clooney lá lhe expliquei que lhe tinha dado banho e que tinha posto outro penso... 'E fez bem.' Disse-me o George. 'Mas acho que o penso era um bocadinho grande. Se calhar vai custar a sair...' Perdidissima de riso... 'E a gente tira. Os pontos estavam com bom aspecto?' Perguntava-me ele. 'Óptimo aspecto. O problema é mesmo o penso...' Ele olhava para mim com ar incrédulo talvez imaginando um penso do tamanho de uma fralda mas não alcançando o alcance do adesivo. 'Vamos lá ver isso...'

Pega de caras ao Projecto que gritava e esperneava que queria ir para casa da Mãe. O amor filial é lindo... A gente até lhes pode colar o material com Super Cola 3 que eles continuam a amar-nos!

O George Clooney baixa-lhe as calças e vejo-o fechar os olhos, a reprimir a gargalhada que eu também estava a reprimir e com o riso mal contido só diz: "Isto não é um penso grande... É mesmo uma grande maldade!" E aí não houve como reprimir o riso. Lá libertou o Projecto do 'sarilho', tirou os pontos e pôs-lhe um penso 'à medida dele'.

Acho que foi depois deste momento lúdico que eu pensei que aquele George Clooney até era moço para jantar um dia destes comigo e como má mãe que sou até flirtei um bocadito com ele...

Resultado, o Projecto está bem e recomenda-se e saiu de lá com declaração passada para voltar segunda-feira à escolinha. E eu saí de lá a pensar que tenho que ir ao Continente comprar pensos rápidos dos grandes!!!!

DIA DOS NAMORADOS


Todos nós achamos uma piroseira, todos dizemos que não damos importância, que é um dia como outro qualquer, que não queremos prendas, nem flores, nem mensagens, nem cartões...

Bullshit!!!!

Claro que gostamos dessas coisas todas, claro que não é o fim do mundo passarmos o dia sozinhos. Até pode ser bom. Eu passei um bom dia. Mas não pude deixar de pensar em outros anos...

Pensei no ano passado, em que essa data marcou talvez o principio do fim. Pensei em quando estava com alguém que não me 'via'. Para quem eu era transparente e sem necessidades ou, até mesmo sem sentimentos. Pensei que paralelamente havia quem me visse e de quem eu me escondia agarrada a uma ilusão de que tudo poderia melhorar.

Lembrei-me da desilusão de não ter nem uma palavra em relação ao dia em questão da parte da pessoa que havia escolhido para partilhar o resto da minha vida. Lembro-me de corar quando recebi uma prenda de quem não era suposto. Lembro-me de entrar em casa empunhando uma flor de plástico que a Loira Coberta de Sabedoria da Cabeça aos Pés me deu para fazer ciúmes ao Falecido e na mala, escondida, a prenda que não me deveria ter sido dada.

Este ano, não houve desilusões, nem prendas escondidas, nem flores de plástico. Não houve admiradores nem maridos nem namorados. No entanto, este ano foi mais honesto. Este ano o dia dos namorados foi um bom dia. Um dia meu. Um dia de sol, de compras, de jantar com uma amiga. Um bom dia... Para o ano não sei que como será. Mas se for como este, não me posso queixar.

BIG MISTAKE


Num sábado à tarde, depois de um exame de Direito Fiscal (fora os extras), em pleno dia dos namorados, sentar-me no sofá e ver, de fio a pavio, o "P.S.: I love you".

Big, big, huge, humongous mistake.

É que isto chega a um ponto que o ranho já escorre porque a malta esgotou os kleenexes e não consegue levantar o tutu para ir buscar mais!!!

Será que eu sou masoquista??????

Denise Hennessey: [finishes kissing Tom] What's my name?
Tom: Tom
Denise Hennessey: Where've you been?
Tom: With all the wrong women.

Gerry Kennedy: [calms Holly] Every morning I still wake up and the first thing I want to do is to see your face.

Gerry Kennedy: The message is that if I kiss her, life as I know it will end.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

OS DEGRAUS


"Não desças os degraus dos sonhos
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás de suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco esse nosso mundo..."
(Mário Quintana)

Porque vi um poema do Mário Quintana no Blog do Karlytus...

Porque já usei este poema como parte de uma dedicatória que não assinei para não 'despertar os monstros'...

Porque ainda que não subamos nem desçamos, os monstros aparecem...

E EU?


Eu tou à beira de um ataque de nervos. Passo 18 horas do meu dia a pensar: "Agora é que foi! Rebentou os pontos, de certeza!"

Para intervalar com esse pensamento, cozinho, arrumo, aspiro, limpo e, quando acabo, recomeço tudo. Sempre acompanhada pelo som da palavra "mamã" que é proferida de 5 em 5 segundos.

Tenho que tomar banho às escondidas porque senão ele despe-se e salta para dentro da banheira (e não pode. Tem que tomar banho 'à gato' por causa do penso), ou seja, tenho que esperar pela 1 da manhã para me meter no chuveiro e esquecer o dia.

Não me lembro quando foi a última vez que estive tanto tempo fechada em casa... Mesmo quando parti o pé, ía trabalhar dia sim, dia não.

Mas isto não há-de ser nada... Afinal, 6ª já vou sair de casa... Para ir fazer um exame de Direito Fiscal!!!!!!!!!!!!!

Meditação... Vou fazer meditação e já venho...

TENHO SÓ UMA COISINHA PARA PERGUNTAR...


É possível que a anestesia lhe tenha tirado o sono para todo o sempre e lhe tenha injectado um dose de adrenalina que o impossibilita de estar quieto mais de 2 segundos de seguida?

É que passado 24h de estar em casa:

- já saltava de um banco para um puff em mergulho;
- já não tomava analgésicos;
- fugiu para o quintal 2 vezes: uma para brincar com 3 cães que têm o dobro do tamanho dele e uma para andar de triciclo (algo que está proibido de fazer durante 1 mês!).

A única outra hipóteses é que tenha sido trocado na maternidade e seja filho do Homem-Aranha com a Super-Mulher e eu só tenha descoberto agora. Nesse caso, agradece-se a quem possua um pedrita de Kriptonite que me envie um mail. Dão-se alvissaras!!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ISTO SÓ PODE SER DA HORA...


Citações de uma conversa no msn:

"Oh Mente, tu não achas k por um homem feio de devia sofrer menos?
Tenho cá para mim k o sofrimento devia ser proporcional à beleza do bicho..."

"Será k as nossas mamas insuflam com o desgosto?
Ando a sentir as minhas maiores..."

São assim as minhas amigas e isso é capaz de explicar muita coisa...

E SE DE REPENTE...


Uma gaija de 33 anos chegar à conclusão que é possível ter sonhos eróticos com oProfessor António de Oliveira Salazar?

Isso é...

Prova indubitável de insanidade?

Uma tara ainda por ser descoberta?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

TU!


FOSTE O ÚNICO HOMEM ATÉ HOJE…
Por quem engordei como uma lontra desalvorada…
Por quem abri as pernas para estranhos com um sorriso nos lábios…
Por quem fiz depilação integral COM CERA à pechinica…
Por quem passei noites em claro a suspirar de amor ao ver-te dormir…
Por quem deixo de comer algo que me apetece muito só porque tu queres a minha parte…

A PARTIR DE ONTEM, ÉS TAMBÉM O ÚNICO HOMEM POR QUEM…
Fiz jejum em solidariedade…
Que me fez (e agora segurem-se, rapazes, que esta é que vos vai partir o coraçanito em 1000 pedaços) perder 30 aninhos de vida em menos de 24h. Oh larila, qual Jack Bauer com emissões em directo a fugir de/para terroristas? Tu sim, tornas a minha vida radical, pá!!!!

Antes de começar o relato, queria agradecer do fundo do coração a todos quanto deixaram mensagens, perguntas, emails, sms, telefonemas, sinais de fumo… ;o)

A alguns ainda não respondi mas estão registados. É bom sentirmo-nos acompanhadas nestas alturas e é bom ver que tenho tanta gente boa na minha vida. Obrigada.

Ora então cá vai:
O dia começou às 7 da manhã com uma dose substancial de leite que as ordens eram simples: comer o que quiser até às 11. Das 11 às 13 só água e/ou ice tea. Depois das 13 nada de nada, népias, nicles de néribi.

Às 10.30 foi servido um bife de peru com cogumelos acompanhado de arroz branco – que causou estranheza e foi debicado – e começou o programa de entretenimento para esquecer tudo quanto fosse consumível. Banho e Mickey Mouse e Gang dos Tubarões. Ao meio-dia e meia começou o desassossego:
- Quero comida, mamã!
- A mamã não tem comida em casa. Dorme.
- Não tens comida na tua casa, mamã? (ar mais incrédulo do mundo)
- Não. Dorme.
- Então dá-me eitinho.
- A mãe não tem leite.
- Não tens eite????? Mas dói-me a fome na baíga… (ai…)

5 minutos de beicinho sentido e adormeceu. Acordei-o quando o pai nos veio buscar para ir para o hospital. Às 4 fizemos o ‘check-in’.

Ida para o quarto. Pesar. Tentar fugir do quarto. Tirar a temperatura. Tentar fugir do quarto. Sendo que nas 2 horas de espera para ir para o bloco de operações houve forte tónica no ‘tentar fugir do quarto’.

A bata e touca da operação foram categoricamente recusadas e atiradas para debaixo da cama. Às tantas pediu-me colo e que fossemos descansar lá para fora. Sendo que com 16 kilos ao colo a andar de um lado para o outro do corredor, não sei se posso dizer que estava a descansar… O passeio foi marcado pela repetição de 2 frases: “Onde está a comida, mamã?” e “Onde é a rua, mamã?” (ai…)

O companheiro de quarto dele desceu para o bloco e o enfermeiro disse-nos que ele seria o próximo. Quando os pais do outro menino subiram, tive a antevisão de qual seria a minha expressão dentro em breve. Muito breve…

Tentei mais uma vez convence-lo a vestir a bata. A imagem dele a berrar enquanto médicos e enfermeiros lhe tiravam a roupa no bloco operatório, doía-me. Assim que começou a choramingar, a mãe do outro menino só me disse: “Não o obrigue. Ele vai ter muito que chorar quando chegar lá a baixo." (ai… 3 vezes…)

Finalmente, o enfermeiro veio chamar-nos. Ele saltou para o meu colo mas assim que viu a cama dele a andar, começou a ficar curioso. O enfermeiro sorriu-lhe e disse-lhe que a cama era como um avião e perguntou-lhe se queria ir na cama. Saltou-me no colo e foi todo excitado em cima da cama enquanto o enfermeiro fingia que fazia corridas de avião. Quando chegou à porta do bloco, estava todo entusiasmado a olhar para a porta fechada. Perguntei-lhe se queria vestir a roupa especial de super-homem daquele avião. Despiu-se num piscar de olhos e vestiu a bata. O enfermeiro enfiou-lhe o chapéu especial para andar naquele avião (leia-se touca). O anestesista abriu a porta preparado para mais um puto aos berros deparou-se com um anjo loiro e sorridente que deu um beijo à mãe e lhe saltou para o colo porque o enfermeiro lhe disse que ele era o piloto do avião e ia-lhe mostrar as máquinas. Espero que o seguro também cubra a psicanálise que ele vai ter que fazer devido à fobia de aviões!!!!!!

Voltámos para o quarto para esperar. Até nem estava a ser tão mau quanto eu esperava até que subiu o companheiro de quarto dele. O choro convulsivo e incontrolável. Os gritos dilacerantes que ele dava… Saí do quarto agarrada ao Lenny do Gang dos Tubarões e fui para o corredor porque não era necessário ali mais nenhuma mãe a chorar. E foi aí que perdi os primeiros 10 anos de vida do dia.

No corredor, o cenário não era mais animador. O velhote do quarto ao lado tinha tido um ataque e estava prestes a ‘partir’. A proximidade física fazia com que constantemente médicos e enfermeiros me viessem dar noticias que iam de mal a pior até que conseguíssemos fazer sinal a indicar que não éramos familiares e apontarmos os verdadeiros entes queridos. Posso mesmo dizer que fui a primeira a saber que tínhamos que nos preparar para o pior em relação ao velhote…

A assistência ao senhor e confusão gerada pela sua transferência para a UCI e consequente falha cardíaca durante o percurso com uma cena digna de qualquer Anatomia de Grey ou Er, fizeram com que a enfermeira se esquecesse de nos chamar para irmos com ela buscá-lo ao bloco. Queria evitar que ele fizesse todo o trajecto do bloco ao quarto sem nos ver. Comecei a ouvir os seus soluços ao longe. Acho que mesmo antes de serem audíveis. Disse ao pai que ele vinha aí. Que ouvia os soluços. Olhou-me como se olharia um bicho raro mas se houve algo que ele aprendeu, nos 6 anos que viveu comigo, é que é muito perigoso contrariar as pessoas insanas e seguiu-me até ao elevador.

Eu conheço aquele fedelho como me conheço a mim mesma e numa mão tinha o Lenny e na outra a sua Pê. Dei-lhe as duas coisas e vi no olhar sentido e ainda desfocado dele o reconhecimento. A certeza de que já não estava sozinho e os soluços foram acalmando.

Note to self: Anda uma mãe a sacrificar-se, a sofrer que nem uma condenada e um fedelho destes anestesiado por quem é que chama? Pelo Pai e pela Chupeta!!!!!!! Se bem que a escolha do pai, eu hoje perceba (durante todo o tempo no hospital, era a mãe para tudo excepto quando algum médico ou enfermeiro lhe ia fazer alguma coisa. Aí gritava pelo pai. Acho que se resumia a uma questão de tamanho!), agora a Chupeta? A Chupeta?????

As 3 horas que se seguiram foram calmíssimas. Ficou quieto, calmíssimo, deitado na cama. O seu parceiro, pelo contrário, berrou e esperneou o tempo todo chegando mesmo a arrancar o cateter. Mesmo quando adormeceu, soluçou o tempo todo. O Projecto ficou sempre sossegado. Bebeu o Ice Tea que lhe deram. Conseguimos, depois de muita insistência, convencê-lo a ir ao wc e, por fim, adormeceu.

O cirurgião veio vê-lo e acordou-o. Eram já 23h e foi-lhe dada alta clínica. Vesti-o enquanto o médico foi assinar as altas. Enquanto esperávamos a indicação para descermos, aconteceu o imponderável. O menino que não tinha dado nenhum sinal de problemas nas horas anteriores, fez a perfeita recriação do exorcista e começou a vomitar como se tivesse no estomago 4 doses de bifanas da feira. Nessa altura, já o parceiro de quarto tinha ido embora. O pai foi chamar o enfermeiro enquanto eu lhe tentava tirar a camisola que já lhe tinha vestido. O enfermeiro veio e pegou-lhe. Queria que ele ficasse de pé. Para lhe medir a força, percebi mais tarde. Nada. A carinha dele ficou transparente. Os olhos revirados. O enfermeiro pô-lo ao colo do pai, para lhe poder dar assistência e chamou-me para que ele me visse. Lembro-me da voz do enfermeiro bem perto dos meus ouvidos a dizer: “Olha para os olhos da mãe. Puto, olha os olhos da mãe… Ele não é assim tão branco, pois não?” Acho que respondi mas não me lembro. Só me lembro de começar eu a falar com ele. De lhe segurar no rosto. De o forçar a olhar para mim. Da transparência da pele. Da mancha de nascença na testa que só se nota nestas alturas. Lembro-me dos olhos desfocados dele e de quando começaram a focar, novamente. Da cor a voltar ao rosto. Dele a olhar-me nos olhos. De começar novamente a falar para dizer que queria o meu colo. Nesta altura, eu era já uma respeitável senhora de 54 anos. Acho mesmo que senti o cabelo a branquear no momento em que o peguei ao colo e me sentei na poltrona e lhe beijei a cara fria e húmida.
O cirurgião foi chamado, mas estava a jantar fora com a namorada/mãe (dependendo de quem dava a informação), portanto ía demorar uma meia-hora a chegar. Não deveríamos sair sem ele chegar. Como se houvesse força poderosa o suficiente neste mundo – ou mesmo no outro – que me fizesse arredar dali!

A indicação era mesmo continuar a dar-lhe ice tea ou água e assim fizemos.

O cirurgião voltou meia-hora depois e eu voltei a abençoar o senhor meu chefe que aqui há uns anos convenceu a administração a implementar seguros de saúde iguais para todos os funcionários e familiares como complemento salarial. Porque infelizmente só assim conseguimos este tipo de atendimento no nosso país. O tipo de atendimento que todos os meninos deveriam ter com enfermeiros constantemente com eles, com médicos que deixam os jantares e voltam para os hospitais, com o canal panda constantemente ligado, com auxiliares sorridentes, com janelas grandes, cortinas bonitas e paredes branquinhas. Mentalmente, fui comparando o hospital do avô com o hospital do neto. Lembrei-me em como no hospital do avô só se apanha um canal numa televisão minúscula numa enfermaria de 5 pessoas em que apenas 1 dos doentes tem ângulo para ver o ecrã; em como são tão poucas auxiliares que não andam, voam, mas ainda assim vão dando palavras de conforto a doentes e familiares; como há um enfermeiro para tantas salas… Devia ser igual para todos. Não precisava haver 3 enfermeiros para por um cateter num menino, mas se houvesse uma maior distribuição… Se houvesse mais justiça… Se fossemos todos iguais…

Mas adiante, o cirurgião examinou-o. A única explicação era reacção à anestesia. Ficar mais uma hora. Ao mínimo sinal de mau estar, internamento durante a noite com soro e analgésico.

Passado meia-hora levei-o ao wc e ele começou a revirar-me os olhos e a empalidecer, de novo. Sentença lida. Mais um furo na mão – e já iam 3 – e vá de ligar o soro e ó-ó. A mãe vai comer à sala dos enfermeiros por ordem da enfermeira – e já – e depois fica cá a dormir com o menino. Se bem que a mãe já era mais velha que a avó, por esta altura, e provavelmente deveria estar à beirinha de uma síncope cardíaca.

A noite passou calmamente e o Projecto dormiu de seguidinha. Acordou bem disposto e cheio de fome. Acho que isso ficou bem patente quando disse ao enfermeiro que queria “leite, xumo e cufé, xavor” e depois substituiu tudo por “batatas fitas com cáne”. Acabou por se contentar com um papo-seco com doce e um leite com chocolate que deglutiu com a mesma fineza com que um leão devora uma gazela depois de estar 2 semanas sem se alimentar.

Riu, brincou, veio o médico, observou-o, deu-lhe alta (take 2). Depois veio o enfermeiro, mudou o penso, tirou o cateter e finalmente viemos para casa. Chegado a casa, voltou a pedir-me “batatas fitas com cáne” e fiz-lhe a vontade. Voltou a comer como se não houvesse amanhã.

Dividiu a tarde entre dormitar e dar-me ordens. Sim, meus amigos, verdadeiras ordens:
- Mamã, muda o fiume. O Ruca parece-me mais melhor do que o Shrek.
- Mamã, vai-me buscar os meus binquedos. Eu não tenho xó exes. Vai uscar mais.

Se por acaso, eu lhe lançava um olhar 78 devido aos modos, acrescentava um “xavor!” como se efectivamente ainda me estivesse a fazer um xavor a mim!

Há pouco, por volta das 23h, o excesso de comida finalmente fez efeito na sua tripinha e gaijo que é gaijo até vai mijar ao colo da mamã, mas para outras ‘questões’ vai pelo seu pezito. Ora, o mecinho quando se apercebeu que podia andar e não tinha dores, até ensaiou uns pulos e uma sessão de escalada à bancada da cozinha para meu pânico, como devem calcular.

Depois de me cuspir mais 762476126541765497615465 ordens, de me ter pregado 7639756315348652636 sustos com as brincadeiras e precisamente a 5 segundos de ser vítima de um crime passional, adormeceu. Chamemos-lhe instinto de sobrevivência…

E eu se tivesse juízo, já estava a dormir também que não durmo nada de jeito há 2 noites…
P.S.: A todos os que chegaram aqui, os meus sinceros parabéns! Devia ter postado isto em episódios. Acho mesmo que é o meu maior post desta encarnação e da outra!!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

É JÁ NA SEXTA...


Que vão cortar o meu Projecto e eu estou um bocadinho em pânico. Mas claro que aqui é o único sitio onde eu o admito.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

NÃO HÁ GEORGE CLOONEY QUE VALHA A PENA


E há cinco minutos, ao enviar o pedido de autorização para a cirurgia do Projecto à companhia de seguros, fez-se luz:

Há bisturis envolvidos! Vai haver anestesia geral! Vai haver sangue, pontos, pensos, analgésicos, anti-inflamatórios!

Vai haver tudo isto no meu 'bébé' (não me venham com coisas: há-se sempre ser o meu bébé!)! Aperta-se-me o estômago, passam-me horrores pela cabeça e dói-me o peito. Agradeço a sua ignorância e o facto dele ainda não conseguir perceber o que se vai passar.

Respiro fundo e repito tipo mantra: "This too shall pass... This too shall pass... This too shal pass..."

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

LES UNS ET LES OUTRES


A diferença entre uma cabeleireirA e um cabeleireirO é:

Elas estão sempre desejosas de dar uso à tesoura. Acham sempre que mais 2 ou 9 centímetros não fazem falta nenhuma.

Eles têm a tara que todos as mulheres de cabelo comprido são sexys.

Ontem, quem me cortou o cabelo foi um homem. À minha sugestão de um corte mais radical, franziu o nariz e soltou um: “Mas o seu cabelo é tão bonito e está comprido. E é bonito comprido…”

Olhei pelo espelho e ainda pensei que se calhar era melhor encomendar o servicinho à gaijita do lado, mas o mocinho dava umas massagens tão boas no couro cabeludo…

Resumindo e concluindo: cortou-me o cabelo milimetricamente. Nem um mílimetro acima do necessário para a sua boa saúde.

Enquanto ele me exasperava com os seus cuidados, só pensava que te tivesse ido à minha cabeleireira do costume provavelmente àquela hora teria conseguido finalmente o corte da Ashley Judd. Mas como até estou a achar piada a este look de caracóis desenfreados e nós nas pontas, até fiquei satisfeita. Espero lembrar-me desta satisfação da próxima vez que estiver a desembaraçar o cabelo...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SINDROME DE CORDÃO UMBILICAL


Ontem estava a debater com a minha Loira (pessoa de sabedoria extrema e conhecimento profundo do mundo e não sei como vivi 30 anos sem saber todas as coisas que ela tem para me ensinar) o potencial affair de um amigo comum. O moço namora mas a relação já está mais que ‘morta’. Só mesmo ele é que se recusa a admitir o óbito. Nós até já lhe sugerirmos mandar uma notificação para casa com aviso de recepção para ver se ele se compenetra, mas adiante…
Debatíamos a questão afincadamente porque o moço conheceu uma moça que lhe despertou a libido mas recusa-se a admitir o interesse.

Mente Quase Perigosa: Mas achas mesmo que ele vai ter coragem de partir para outra?
Loira Coberta de Sabedoria da Cabeça aos Pés: Óbvio. É uma questão de tempo. Dou-lhe 2 ou 3…
MQP: 2 ou 3 quê?
LCSCP: 2 ou 3 semanas ou 2 ou 3 meses. Não te sei precisar a métrica da coisa que não trouxe a bola de cristal mas é 2 ou 3.
MQP: Certo… (coisa que já aprendi há muito é a nunca contrariar uma loira) Ouve lá, mas porque é que os gaijos nunca têm tomates para acabar uma relação, mesmo quando está morta, excepto se conhecerem outra pessoa? É que nunca acabam porque está mal. Precisam sempre de um incentivo.
LCSCP: É Síndrome de Cordão Umbilical!
MQP: Isso não existe, pois não?
LCSCP: Claro que existe!!! Se tens dúvidas na vida, pergunta-me que eu sei tudo. Obviamente, que é Síndrome de Cordão Umbilical. Eles só cortam o cordão umbilical que os separa da mãe quando estão nos braços da parteira, n’é? Só cortam a relação com uma gaija quando estão nos braços de outra. Tu pergunta-me que eu sei tudo, pá! As gaijas não têm disso. Esse síndrome só dá em gaijos. Se tu fosses casada e almoçasses no sábado com um gaijo que te desse a volta ao miolo, jantasses com ele no Domingo, tu já estavas separada mesmo sem ter a certeza de que aquilo desse alguma coisa e ainda hoje é Segunda! Ou isso ou comias o gaijo uma vez e levavas o segredo para a tumba!

E contra factos há argumentos????

ISTO É O QUE EU CHAMO...


Ser QUASE capa de revista!!!!

E ela até é quase parecida comigo... Se olharem bem, vão ver...


OH YEAH... (TAKE2)


Eu que tinha um bumper sticker tão fófucho daqueles que mostrava a familia toda, mas cada vez que o publicava ficava cortado a meio!!!!

Das duas uma, ou tenho bichos a mais em casa neste momento, ou o blog é pequeno para a minha exuberância!!!!

Portanto, todos com bloglines, google lines, lines de metro, lines de bordar, etc, etc, etc, que receberam um aviso de post "Oh Yeah...", please disregard. Thank You!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

AINDA HÁ CAVAL(H)EIROS!!!!


Quando Coleguinha Fofinho (de querido e amiguinho, ok?) confessou que ía sair da empresa em frente ao seu departamento:

Mente Quase Perigosa: Como? Então e todo aquele sexo escaldante que se insinuou e nunca se fez?

Colega Fofinho: Sexo Escaldante? Tu? Eu?

MQP: Óbvio!!!!

CF: Ai filha, nã sejas parva! Não te metas nisso que eu não sou nada bom na cama!!!!

Tal como eu lhe disse, depois da gargalhada estrondosa que todos demos, ou isto foi a tampa com mais classe que eu levei (ou levaria numa situação real) ou foi o gaijo que mais se preocupou com a minha satisfação sexual em toda a minha existência!

(Oh Fófuxo mas é só na cama, n'é? Nas outras peças de mobiliário a coisa corre bem, certo?)

TEORIA DA RELATIVIDADE


Ter amigas é estar na fila da cantina, levar uma valente pisadela e resmungar:

Mente Quase Perigosa: Arre... Como é que não me viste? Até parece que sou muito esguia e esbelta para passar assim despercebida!

Minnie: Tu és esbelta!!!

MQP: Ok, mas não sou esguia!

M: És sim! Só que és é muito baixa e não se nota bem!!!!!!!!

MY SON, THE DOCTOR...


Em casa a explicar-lhe que ele tinha um dói-dói grande, que tínhamos que ir a um médico especial (ele gosta de tudo o que é especial...) que lhe ía abrir a barriguinha (é mais a virilha, mas para quê baralhar com termos técnicos?) e tirar o dói-dói e nunca mais ía doer:

MQP: É aqui, amor, tás a ver o altinho?

PdG: Xim. E dói...

MQP: Por isso é que vamos ao médico especial...

PdG: Méquino expexial?

MQP: Sim. Ele abre aqui e tira o dói-dói.

PdG: Méquino expexial?

MQP: Sim...

PdG: Eu não tenho dói-dói!

MQP: Como não tens dói-dói? E este altinho, é o quê?

PdG: Cócó! Vai xair manhã. Anda faxer o jogo do Mickey!

Milhares de hérnias operadas quando tudo o que bastava era (pardon my french) cagá-las!!!!!

A FOBIA DE MÉQUINOS!


E no dia a seguir à consulta do cirurgião em que a criaturinha conseguiu destrancar a porta e correr em fuga hospital afora qual Julia Roberts no Runaway Bride, meto-o no carro, estou parada a fechar o portão quando ouço o chamado urgente:

Projecto de Gaijo: Mamã, tu tens dói-dói?

Mente Quase Perigosa: Não! Que eu saiba, não. Porquê?

PdG: Não tens dói-dói?

MQP: Não...

PdG: Atão não vamos ao méquino, pois não?

MQP: Não, filhoto, não vamos ao médico.

PdG: Vamos pa escola, pois sim?

MQP: Vamos para a escola, sim.

PdG: Ah... Axim parexe-me bem!

Parece, não parece? Alguém me explica como é que eu vou convencer este gaijinho que tem que ser operado provavelmente dentro de menos de 15 dias????

2009 SUCKS!!!


Passa uma gaija não sei quantos meses a rezar para que o ano acabe e depois é isto?

2009 é tão mau que é melhor nem falarmos muito disso que não estamos aqui para deprimir ninguém.

Digamos que me divido entre Lisboa e o Sul. Lisboa onde está o pai recém-operado, internado por tempo indefinido e deprimido. O Sul onde está o resto da minha vida e onde em breve teremos o Projecto de Gaijo também a ser operado.

Talvez Direito não tenha sido uma grande escolha… Ao fim ao cabo, com tanta hora de hospital já devia ter metade do curso de medicina feito só com créditos!!!!!

O trabalho está caótico com a crise, estamos em época de exames na faculdade e o meu ritmo é tão frenético que até o cão adoptou os vizinhos do lado que têm mais tempo para ele.

Para ajudar à festa, tudo o que eu toco está com uma irreprimível tendência para explodir. A ver:

- Perdi a conta ao nº de lâmpadas que substitui lá em casa nos últimos 2 meses;

- Liguei a máquina de lavar que fez um sonoro pufff, deixou de trabalhar e precisou de assistência e peças;

- Meu carro, 641€ de arranjo. Carro do pai com que andei enquanto o meu estava na oficina, fecho central pifado, nem sei quanto custa que o mecânico diz que logo faz contas com o progenitor;

- Levantar a cerca para que o cão deixe de emigrar para casa do vizinho, cerca de 400€ (começou em 950€, o que me ía provocando 2 síncopes cardíacas e um ataque de caspa!);

- Leitor de cd’s nem me preocupei em ver o preço do arranjo, passei mesmo a enfiar os cd’s no leitor de dvd’s porque não há orçamento que resista que estas despesas foram todas no último mês!!!!!!!

Portanto, se andavam a estranhar a ausência, espero que estejam esclarecidos.

Na minha cabeça há posts a flutuar, ideias que gostava de partilhar, frases do Projecto que gostava de registar para o futuro. Vou tentar faze-lo mas não prometo nada.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O BALANÇO


Eu ontem peguei na caneta e num papel decidida a fazer o balanço de 2008.

3 segundos depois de começar a escrever a caneta morreu e eu pensei cá com os meus botões: "Se calhar é melhor assim. Acabou, acabou. Bola para a frente que atrás vem gente!"

Por isso, fica só o balanço dos primeiros 5 dias do ano:

1 máquina de lavar roupa avariada precisamente 24 horas depois da máquina de secar entrar lá em casa. Suspeita-se de crime passional ou suicidio. Tenho lá em casa o CSI Las Vegas a investigar.

O Nemo morreu (um dos dois peixes oferecidos ao Projecto de Gente no Natal) no Domingo à noite. Desaparecimento descoberto ontem à noite. Vantagem de pais separados:

"Mãe onde tá o outo?"
"Qual outro, amor?" (Quase assobiando para disfarçar)
"O outo pêche! O Nemo?"
"Ahhhhh, o Nemo... Foi passar o fim-de-semana com o pai!"
"Tá bem, mãii... Mas epois volta, tá?"

Volta, então não volta... Basta que eu arranje tempo para ir à loja dos animais... (note to self: falar com o pai da criatura para corroborar a minha história...)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO


"Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
Porque alta vive."

(Fernando Pessoa)

Feliz 2009!

domingo, 7 de dezembro de 2008

PRÉMIO NOBEL DA MEDICINA


Fui dar com o Projecto de Gaijo nos seguintes preparos:

Abria a porta do frigorifico, tirava uma azeitona da taça, fechava o frigorifico, comia a azeitona, punha o caroço no caixote do lixo e recomeçava tudo de novo.

Perguntei-lhe o que ele pensava que estava a fazer. Resposta pronta na ponta da língua (a quem sairá o sacana do miúdo?):

- Oh mãiiii... Eu pexiso disto. Vês? Tou cheio de toxe!!!!

Resmas de aérios gastos em xaropes, ventilans e afins e ao fim ao cabo bastava umas azeitonitas pretas... Viver e aprender... Viver e aprender, meus amigos!

VOLKSWAGEN GOLF ou POST DE PESSOINHA COM CÉREBRO ESTRAGADINHO


Aqui há mas semanas comecei a analisar os automobilistas que comigo se cruzavam nas ruas e cheguei à seguinte conclusão:

Todos os homens com que me cruzei e que conduziam VW golf eram giros.

Todas as mulheres com que me cruzei e que conduziam VW golf eram antipáticas e mal-encaradas.

Conclusão: gaijas, deixem os golf para os gaijos. A minha retina agradece.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

TENTAÇÃO


Dormir no quarto por cima do qurto onde dorme um Ministro, dá-me uma terrível tentação (não sei até se não terei a obrigação) de gritar bem alto:

- Durma bem, Sô Ministro e que as suas decisões amanhã sejam das boas!

Felizmente tenho uma irmã castradora!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CRISE MANAGEMENT


Gabinete de Gestão de Crise, esta manhã:

Génio Financeiro:
Pois o crédito do Sr. Y foi recusado.
Director de Mente Quase Perigosa: Medidas a tomar?
Génio Comercial: Submeter nova documentação do cliente e do fiador.
Mente Quase Perigosa: Mas o fiador não era infalível?
GC: É mas o problema é que este negócio está ligado com o do Sr. W.
MQP: Mas o Sr. W ainda não submeteu documentos.
GC: Não porque está à espera do resultado deste negócio.
MQP: Mas isso não faz muito sentido. Os negócios não deviam correr paralelamente?
GC: E há outra coisa estranha…
Director de MQP: O que é agora?
GC: É que o Y é maricas. E o W não é. São os dois solteiros. Eu não entendo porque estão a fazer negócios imobiliários juntos.
MQP: Mas os heterossexuais e os homossexuais não podem fazer negócios juntos? (mortinha de riso mas a aguentar como uma leoa…)
GC: Podem mas os objectivos de cada um são completamente diferentes! Imagina vão de férias juntos. Cada um anda à procura de coisas diferentes… É estranho…

(5 minutos depois)

GC: O cliente X vai fechar este ano.
MQP: Mas ele não está à espera de financiamento?
GC: Sim, mas ele tem fundos próprios. Ele é um DJ muito famoso lá no país dele.
Director de MQP: Como?
GC: DJ… De música… Tás a ver?
Director de MQP: Yah… Coisinha para vir fazer um mix na nossa festa de natal, não?
GC: Por falar nisso… O tal do Menino Tonecas não tem ar de pedófilo? Acho mesmo que tem…
MQP: Nunca conheci nenhum pedófilo, GC!!!! O que andaste a tomar, meu?
GC: Estive 3 dias de férias… É que tem mesmo, a sério. Eu desconfio sempre de quem entretém as criancinhas com aquele ar de “senta aqui no colinho, anda”!!!

(5 minutos depois)

Director de MQP: Em relação ao Sr. M, temos até amanhã para ter todos os documentos para fechar o negócio ainda este ano. O que vais fazer em relação a isso, GC?
GC: Vamos aguardar para ver. Vamos tentar. O M está irascível. No dia do funeral da mãe ia-me comendo vivo.
MQP: É compreensível.
GC: Pois, mas eu tenho medo. Se fosses tu também tinhas!
MQP: Oh Coleguinha Coordenadora o M é giro?
CC: Yeap. Muito charmoso.
MQP: Lá terei eu que fazer alguma coisinha por ele, não? Assim como assim vocês só me usam como calmante para os mal-dispostos.
GC: Boa. Sossega o gaijo. Ouve… Ele tem é uma irmã… Vai lá, vai…
Director de MQP: Como assim?
GC: Gira…
Director de MQP: Solteira?
GC: Não. Mas parece.
Director de MQP: Como assim?
GC: Ela já foi casada com um árabe. Agora é casada com um pobre.
MQP: Isso não é difícil. Qualquer um ao pé de um árabe é pobre.
GC: Não é pobre de dinheiro. É pobre de cabeça!
MQP: Ahhhhh…
Director de MQP: Mas parece solteira porquê?
GC: Age como solteira… Age como solteira… (suspiro profundo)

(5 minutos depois)

Director de MQP: Desculpa lá, GC, mas o que se passa com o teu relógio? Tá cheio de condensação…
GC: Oh pá, não vês que eu nas férias fiquei soterrado!
MQP: Como?
Director de MQP: ????
CC: É verdade. Ele estava na Sierra Nevada quando foi a avalanche.
GC: Vá lá que estava a subir o elevador na altura que veio a avalanche. Mas depois tinha o carro soterrado e tive que tirar a neve com uma pazinha tipo aquelas que os putos usam na praia…
Director de MQP: Mas isso não é um Ómega daqueles do 007? Ficou com água?
GC: É que eu tinha puxado o pingarelho para acertar as horas e esqueci-me de fechar. A água entrou por aí.
Director de MQP: Mas para que andas com isso? Tu não consegues ver as horas…
GC: Oh pá, deixa-me… Eu gosto tanto do relógio…

(Quase no fim…)

GC: Oh Engenheiro… Quando há uma aceitação convinha pôr o deckzinho a brilhar.
Engenheiro: Não há problema. Nós vamos por um vernizinho no deckzinho.
GC: Porreiro. É que nem que seja só um toquezinho de brilhozinho, já faz diferença…
MQP: Esta cena parece um Jardim de Infânciazinho!!!!!

Parece que não mas estamos a falar de gente realmente boa profissional na sua área… E ainda querem que eu seja normal quando na reunião da semana passada tenho o seguinte diálogo:

MQP: Em relação ao negócio está mesmo cancelado, certo?
GC: Desde que o pai adoeceu que ele não tem cash-flow para avançar.
MQP: Mas o o pai não tinha morrido há 3 semanas?
GC: Nãooooo... Só está gravemente doente.
MQP: Mas a informação que me passaram foi de morte...
GC: Foi o advogado dele que disse. Sabes como são os advogados, não sabes? Altamente exagerados... Ele só está a morrer!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO


Nada deve ser mais frustrante do que uma mulher pedir a um homem que se deite com a cabeça ao pé da dela com a voz da Rainha das Fadas do “Sonho de uma Noite de Verão” (entaramelada, é certo, mas ainda assim doce), para cinco segundos depois a Fada se transformar numa Debulhadora Industrial e passar 3 horas a ressonar aos ouvidos dele…

Eu se fosse gaijo, virava gay. Ai virava, virava…

/&#)$/$&$#”$(&/=(=?)(/#$&/())=#&$%(&= OS GAIJOS


“Sometimes the greatest journey is the distance between two people.”
(The Painted Veil)

Acusam as mulheres de ser volúveis e de mudar de ideias e opiniões constantemente, mas o que eu vos digo é que, ao pé dos homens, nós somos amadoras. Reles e insignificantes iniciadas na modalidade.

E se formos pelo caminho do egoísmo e conveniência, então aí nem sequer vamos a jogo!!!!!

Lá dizia ontem a mulher do patrão, dondoca dos 4 costados, num desabafo que eu juro que não queria ouvir: “Ai os homens… Os homens… São todos iguais...”

E quando voltar a estar sana me passar a irritação e algum(a) de vocês me ouvir a defender algum, dêem-me na cabeça com um martelo pneumático, fáxavor!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

CANSADA...


Às vezes, cansa-me a logística de mãe solteira que estuda à noite. Cansa-me ter que pensar todos os dias quem vai buscar o piolho ao colégio. Em dias como o de hoje, penso comigo que o melhor que tenho a fazer é continuar na minha vidinha sem grandes ambições e ser mãe a tempo inteiro das 18h à 08h.

Talvez fosse melhor para todos. Mas considerando tudo o que eu já perdi/sacrifiquei até à data por este sonho, talvez desistir agora seja imensa parvoíce… Mas que a ideia me passa pela cabeça, passa… Talvez amanhã seja melhor…

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A PROPÓSITO DE CABELO


No sábado, só não cortei o cabelo curtinho porque pensei que, se calhar, não era grande ideia tomar essa decisão de ressaca… Se calhar…

E porque tive medo que a Nini viesse de Lisboa aqui, de propósito, só para me espancar.

BAD HAIR DAY... EVERYDAY!


Definitivamente, eu desisto de tentar perceber como é que o meu patrão penteia o cabelo. Desisto… Atiro a toalha… Give up… O que é aquilo????

DAY AFTER


“I cannot let you burn me up, nor can I resist you.
No mere human can stand in the middle of fire and not be consumed.”
(in “Possession”)

Depois de uma noite em que vi uma miúda de fio dental roxo sentada à minha mesa de jantar; em que havia na minha casa uma quantidade de álcool suficiente para inaugurar uma tasca de tamanho médio; em que toda a gente dorme no máximo 3 horas e acorda com ar de quem foi atropelado por um TGV: em que havia gente a ressonar que fazia mais barulho do que o próprio TGV; tornou-se urgente lembrar todos os passos eficazes para evitar e/ou combater a ressaca:

Hidratar
Litros e litros de água para eliminar toxinas.

Arejar
Abrir janelas e deixar o ar circular pela casa. Eliminar todos os rastos do devaneio nocturno.

Descansar
Preparar tudo para efectuar a tarefa anterior no mais curto espaço de tempo possível.

Alimentar
Deveria aconselhar fruta e legumes, mas comida de ressaca é mesmo “junk food or no food at all”. Pelo menos, se forem gaijas.

Vegetar
Munam-se de filmes e atirem-se para o sofá resolutamente com o comando da TV e do DVD. No meu caso, comecei com o “Possessão” porque considero que é um dos filmes mais românticos da década e apetecia-me ouvir coisas bonitas (e ver o Aaron Eckhardt em tronco nú, pronto…). Passei depois para os clássicos e o melhor para esta condição é mesmo dose dupla de Audrey Hepburn: “Férias em Roma” e “Breakfast at Tiffany’s”. E relembrando a cena retratada na imagem acima, constato que tirando o facto de não ter o bom aspecto dela nem um gato, no final do dia a minha figura não era muito diferente!

PIJAMA PARTY


Na noite de Halloween:

Amiga Devassa de MQP: Então qual é o fim-de-semana em que vamos mesmo ao Ikea?
MQP: Eh pá, não tenho dinheiro.
Amiga Devassa de MQP: Oh mas o objectivo não é levarmos o M. e pô-lo a dormir num quarto de hotel rodeado de gaijas?
MQP: Basicamente…
Amiga Devassa de MQP: Então não precisamos de ir para Sevilha. Podemos ir para minha casa.
MQP: Ou organizamos uma festa do pijama. É isso!!!!
Amiga Devassa de MQP: Brilhante… No fim-de-semana de 21, em vez de Sevilha fazemos a festa do pijama.
MQP: Okay.

Pikenas considerações sobre uma festa do pijama no século XXI e em que todos os intervenientes têm a idade mínima legal e a distinção em relação a uma festa do pijama no século XX:

Séc. XX: Passamos 1 semana a considerar qual o pijama que melhor nos assenta no rabo, nas mamas, nas pernas, que condiga com a lingerie, a sombra dos olhos, os brincos, etc… etc… etc…
Séc. XXI: Que seja confortável.

Séc. XX: Vamos convidar aquele gaijo giro, podre de bom, com o corpo perfeito que eu quero comer como se não houvesse amanhã que desta é que ele não me escapa.
Séc. XXI: Só vão gaijos que nos façam rir e sentir bem.

Séc. XX: Não vamos convidar a Maria que ela é boa como o milho e depois os gaijos só lhe ligam a ela.
Séc. XXI: Vamos convidar a Maria que ela é porreira. E porra que a gaija é boa como milho, pá, que inveja!

Séc. XX: Merda, acabou a cerveja! Olha, o Manel vem a caminho, liga-lhe. Ele diz que vai pedir uns trocos ao pai e pode ser que consiga comprar umas latitas.
Séc. XXI: Merda, acabou a cerveja! Olha, o Manel vem a caminho, liga-lhe. O Manel aparece com 5 paletes de 24 cervejas cada e torna-se o melhor amigo de toda a gente.

Séc. XX: Joga-se ao bate-pé porque pode ser um ice breaker.
Séc. XXI: Joga-se ao bate-pé for old times sake (really?).

Séc. XX: Joga-se um qualquer jogo que como castigo implica strip-tease.
Séc. XXI: Joga-se um qualquer jogo que como castigo implica strip-tease.

Séc. XX: Alguém come alguém e de manhã ninguém consegue olhar direito nos olhos dos outros.
Séc. XXI: Oh pá, se alguém comeu alguém que se acuse que com a barulheira que o outro fez a ressonar, secundado por 2 meninas que não envergonharam a raça, eu não dei por nada!!!!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ENTÃO NÃO É?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

DIÁLOGOS


Ele a brincar com 2 dinossauros que recebeu de prenda de aniversário na mesinha da sala da avó. A avó no sofá. Entro eu:

Mente Quase Perigosa: Filhoto, vamos jantar. A comida está na mesa. Pergunta à avó se vem jantar connosco.

Projecto de Gaijo: Vó vens comê a minha caxa?

Avó Babada: Isso é um convite, amor?

Projecto de Gaijo: Nãooooo, vó! É um dinóxáuiu!!!!!!

É que só faltou mesmo o 'dahhhhhh' no final...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

DEJÁ VU


Num passado longínquo, houve alguém que destabilizou o meu ser para além de toda a compreensão humana.

Lembro-me da persistência e permanência desarmantes. A necessidade (desesperada) do 'estar'; a urgência de sentir sem, no entanto, definir o sentimento; as meias palavras inesgotáveis que nunca formavam uma palavra completa; a suposição social; a necessidade de isolamento a dois sob qualquer pretexto...

Essa é uma das lembranças que me torna na mulher que sou hoje porque quando me recordo do passado, lembro-me de um dia virar costas para nunca mais voltar. Lembro-me do vestido curto vermelho que usava e do som dos saltos dos sapatos na calçada quando subia a rua. Lembro-me que foi o meu primeiro amor. E lembro-me de parar a meio da subida quando ele gritou o meu nome e acrescentou baixinho "agora eu percebo o que acabei de perder...". Lembro-me que parei, lembro-me que hesitei mas não cheguei sequer a olhar para trás. Continuei sempre e nunca mais voltei.

Ele sempre esperou que eu voltasse; o mundo inteiro esperava que eu voltasse mas, nem quando da cama de um hospital chegou, por interposta pessoa, o pedido de um homem acidentado eu voltei. Cortei amarras com esse amor e com essa dor e parti.

Ocasionalmente, os nossos caminhos cruzam-se, agora já sem o sentimento de outrora, mas eu lembro-me...

Lembro-me bem do vestido vermelho, dos saltos a bater na calçada e do som do meu nome a ecoar na escuridão de uma rua na noite de Lisboa.

sábado, 1 de novembro de 2008

DESEJO


"Too often, the thing you want most is the one thing you can't have. Desire leaves us heartbroken, it wears us out. Desire can wreck your life. But as tough as wanting something can be. The people who suffer the most, are those who don't know what they want."
(Anatomia de Gray)

Grande verdade. E hoje também aprendi que o amor eterno tem uma duração tãoooooooo, mas tão curta que até faz me faz impressão.

Não que me incomode. Que não incomoda. É apenas a confirmação daquilo que eu sempre achei. Mas, ainda assim, foi mais uma machadada na minha grande vontade de acreditar que se pode amar para sempre.

O que me resta? Desejo, atracção... Luzes vagas e efémeras na vastidão da nossa existência. No entanto, a única coisa sincera. Pequenos pontos de honestidade animal e instintiva. Corpos quentes e sem controle, gotas de suor e tesão. O resto? O resto é apenas a agri-doce ilusão criada para fomentar a propagação da espécie. Porém, é doce... Oh se é doce...