domingo, 13 de junho de 2010

AFINAL O PROBLEMA É MESMO DA GAIJA, PÁ!

Anda uma gaija não sei quanto tempo a pensar que o problema é dos gaijos e afinal a questão era intrínseca.

É que dar cabo de baterias de telemóveis e de computadores é fruta da época, agora estar num quarto com 3 gaijas e ser a única a conseguir acabar com as baterias da cama da clínica e da maquineta da tensão é obra. Agora resta saber se é obra divina ou do demo!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

MITOS URBANOS


Uma gaija adormece num sofá. Dá uns ronquitos - porque toda a gente sabe que se se adormece de barriga para cima com o nariz entupido, é possível que haja uns ronquitos envolvidos - e vem logo a policia do ressono apontar o dedo.

Ora eu que sou moça curiosa, perguntei logo; "E tu não ressonas?" A resposta foi uma veemente negativa.

E eu, que para além de curiosa sou perguntadeira, comecei a realizar uma sondagem num número significativo de pessoinhas.

Terminada a sondagem, tenho a seguinte conclusão para apresentar: a única pessoa que ressona neste país sou eu! É verdade. De todos os inquiridos masculinos, nenhum - sim, leram bem, nenhum - ressona. Há rumores de outra gaija que talvez também ressone. Mas uma vez que a informação foi prestada pela filha adolescente, há dúvidas acerca da veracidade dessa afirmação.

Portanto, da próxima vez que ouvirem ressonar, podem vir cumprimentar-me porque, neste país, só mesmo eu é que ressono!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

AOS 13 DIAS DO MÊS DE OUTUBRO DO ANO DA GRAÇA DE 2005


Foi nessa data que a frase mais emblemática desta personagem que vos escreve se gravou para sempre na minha cabeça.


Para todos aqueles que já se interrogaram o porquê do lema de vida de uma Peixa ser “há perguntas para as quais não queremos saber as respostas”, aqui vai a explicação cabal.


Até à data em epígrafe, a minha convicção resumia-se simplesmente a um simples “nunca fazer perguntas para as quais não saibamos já as respostas” independentemente de gostarmos ou não. Mas nesse dia, eu aprendi que há perguntas que não se fazem meeeeeeeeesmo. Há perguntas para as quais não queremos meeeeeeeeeeeesmo saber a resposta. E acreditem que aprendi à minha custa.


Eram cerca das 10 da manhã de uma quinta-feira. Eu tomava placidamente o pequeno-almoço numa pastelaria ao pé do Hospital onde ia ter com o meu médico. Entre mim e a mesa, a barriga do último dia da 38ª semana de gestação (para os virgens, faltava uma semana e um dia para a bolha rebentar). Entram duas conhecidas. Conversa começa a girar em torno da minha barriga e em como estava ‘quase’.


Mente incauta, olha nos olhos daquela que já tinha sido mãe e faz a pergunta. Aquela pergunta cuja resposta lhe deu a lição que ficou gravada para o resto da sua vida:


- Como é? Como é que descreverias o parto.


E depois, lá veio… A put@ da resposta. A resposta que eu não queria saber:


- Só há uma descrição possível. Foi a minha sogra que ma deu antes de eu ter o meu primeiro filho. It’s like shiting a brick*! É mesmo a sensação que tens. Mas eu tinha epidural…


O Projecto de Gaijo nasceu menos de 24h depois. Eu não tive epidural. Não foi tão mau assim. Mas a imagem foi comigo para a sala de partos. E acreditem que não é uma bonita imagem para se levar para uma sala de partos quando estão prestes a ter o vosso primeiro filho!

terça-feira, 8 de junho de 2010

QUEM É QUE JÁ FROQUILHOU AO TAL DO DESAFIO DAS MÚSICAS, QUEM FOI?

Vou ali tentar encontrar o fio à meada e já volto…

Adenda: Está um erro no título, mas como a Dr.ª Edite Estrela já foi ali à caixa de comentários, vai ficar mesmo assim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

DISCLAIMER: ESTE BLOG NÃO SE RENDEU ÀS AUDIÊNCIAS E VIROU COR-DE-ROSA, MAS HÁ LIMITES PARA O QUE EU CONSIGO CALAR


Hoje foi o primeiro casamento gay em Portugal. O primeiro casal de mulheres está oficialmente casado. Isto não me afecta nem me choca.

As senhoras optaram por um look casual. Isto não me afecta nem me choca.

Uma delas levava as alças do soutien à mostra. Vá... Não gosto, não o faria no meu casamento, mas não é coisa que me afecte ou me choque.

A outra levava uma t-shirt com os ossos de uma mão a formar o sinal de vitória. Ok... Usaria talvez a t-shirt para dormir... Mas até entendo o simbolismo da coisa e não me afecta nem me choca.

Agora, minhas amigas, gaijas que lutaram 4 (acho que foram 4) anos para poderem legalizar a vossa relação. Gaijas que ficam na história deste paraíso à beira-mar. Gaijas cujo o casamento foi mirado por 10 milhões de tugas (vá... 9 e meio...) e que vos digo eu que compreendo que cada um casa como quer. Eu até sou gaija que sempre disse que a dar o nó, fazia uma sardinhada no quintal como copo-de-água. Que até respeito que quisessem ir nuas como vieram ao mundo para a Conservatória.

Eu já não falo de manicures elaboradas, nem francesas, nem unhacas de gel.

Agora, pénis ma coitem, não havia um pénis de uma escova das unhas lá em casa??? Arre, pá...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

DAY 12 - A SONG THAT DESCRIBES YOU

E poderia ser outra que não esta?
É que parece que foi escrita a pensar em mim…

“I'm a bitch, I'm a tease
I'm a goddess on my knees
when you hurt, when you suffer
I'm your angel undercover
I've been numbed, I'm revived
can't say I'm not alive
You know I wouldn't want it any other way”

quinta-feira, 27 de maio de 2010

OCD*

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Eu tenho. Só se nota em determinadas situações e, curiosamente, a maior parte delas, envolvem a cama. Ou melhor dizendo, os rituais que antecedem o momento de deitar. Esses rituais seguem uma ordem especifica e inalterável. Não é que eu me torne violenta ou perca o Norte se não os executar pela ordem pré-determinada por este pobre cérebro, mas incomoda-me, confesso.

1. Coloco o telemóvel na mesinha de cabeceira (este vai dar outro post porque só a minha irmã é que me entende).

2. Faço xixi.

3. Lavo as mãos.

4. Ponho creme nas mãos e baton do cieiro.

5. Bebo água da garrafa (sim, garrafa) que tem que permanecer durante a noite na mesinha de cabeceira. Mesmo que tenha acabado de beber o equivalente a um rio de pequenas/médias dimensões, antes de deitar a garrafa tem que ir à boca e eu tenho que beber nem que seja meio golo.

6. Deito-me e apago a luz.

7. Começo a interrogar-me se terei trancado a porta de entrada.

8. Convenço-me de que a tranquei.

9. Acendo a luz.

10. Levanto-me e vou verificar a porta.

11. Bebo um golo de água.

12. Deito-me e apago a luz.

E as pessoas ainda se interrogam porque é que eu durmo sozinha…

ESQUIZOFRENIAS

Esquizofrenia[1]

Às vezes, dou por mim a imaginar como eu seria se tivesse nascido/crescido noutro pais. Construo uma vida inteira em África. Sinto o cheiro da pele do gorro que uso em Anchorage. Ouço o som dos saltos altos num passeio em Nova Iorque. Rio-me do meu sotaque australiano. Doem-me as costas de tanto dançar o tango argentino.

E depois penso: “concentra-te mas é no teu dia-a-dia”. E, surpreendentemente, na maior parte das vezes consegue ser mais estranho do que os cenários que monto na minha cabeça…

CONSEGUEM ACREDITAR…

Que eu estou na biblioteca da faculdade a estudar afincadamente (do verbo ‘comó caraças porque ando na balda nos outros dias’) Processo Penal e está um atrasado mental a tocar apitar balir com uma vuvuzela debaixo da janela?

Maio!!! Estamos em Maio!!!! Aguentem os cavalos! Ainda perdem o fôlego antes do 1º jogo, carago…

DAY 11 - A SONG THAT NO ONE WOULD EXPECT YOU TO LOVE

Sim, sim… Gosto da lamechice…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

BEM PREGA FREI TOMÁS

Eu costumo dizer-lhe: Projecto de Gaijo Quase Perigoso mas tu ainda não percebeste que quando amuas quem perde és tu? Que o mundo não pára e os meninos continuam a brincar e tu ficas aí emburrado? Que quando te sentas, convencido que estás a marcar uma posição, estás é a deixar de fazer coisas que te dão gozo e que todos os outros estão a fazer? Olha lá para fora e vê como eles brincam e tu aqui?

E chamo-lhe teimoso e casmurro e ele encolhe os ombros e faz beicinho e insiste em ficar no seu canto e eu maldigo a fotocópia tão perfeita que eu tirei.

Lá dizia o outro que bem prega Frei Tomás mas o facto é que está um dia lindo e os meninos estão todos lá fora a brincar e eu estou aqui já não tão emburrada.

SHHHHHHHHHHH...

shhhh[1]

“B’dia. Já acabaram as férias*? Então não durmo mais contigo. Mais logo, vou dormir sozinho.”

Assim. Sem aviso prévio. Sem anestesia. Nada. A seco.

Ando há mais de 2 anos a tentar convence-lo de que não pode passar mais de metade da noite na minha cama e, eu falar ou um carro chiar, ia dar ao mesmo; quando acordava, de manhã, lá estava o emplastro colado às minhas costas “puke no meu quáto, estou sozinho!”

E ontem, sai-se com esta. Resisti a implorar-lhe mais uma noite (que era o que me apetecia fazer) e esperei pelo final da tarde para ver se a resolução se mantinha.

Apanhei-o no colégio e assim que entra no carro: “Mãiii. Vamos pa casa rrumar meus binquedos que eu vou dormir na minha cama sempre**.”

E chegada a casa, toda a gente sabe que sou bem mandada, lá tratei de o ajudar a arrumar os 7324910560725607264572645723676348756394659877 brinquedos espalhados pelo, até então, maioritariamente, quarto de brincar. Mudei-lhe os lençóis (não que aqueles tenham tido grande uso desde a semana passada, mas enfim) e resisti novamente à tentação de implorar por mais uma noite.

E porquê, perguntam vocês? Porque imploraria eu tal coisa?

E eu explico. É que aquela coisa gira com um metro e pouco, que me leva ao desespero todos os dias com aquela língua afiada, é um clone da sacana da mãe dele (seja lá essa gaija quem for). Ele até pode demorar para se decidir. Ou então até já ter decidido e esperar para pôr em prática. Mas quando se decide, acabou. Finito. Kaput. Eu deixei de pegar no meu filho ao colo para o adormecer ou dar o biberon quando ele tinha pouco mais de um ano. Porque ELE decidiu que já conseguia fazer essas coisas sozinho. Quando EU decidi tirar-lhe a fralda, foi um desastre. Um dia, ELE não quis mais fralda durante o dia e acabou-se a fralda. O mesmo quando ELE decidiu que não queria mais fraldas de noite. Bolas, eu vi na cara dele, aos 13 meses, o momento em que ele decidiu começar a andar!!!

Portanto, dados os antecedentes, posso concluir que nunca mais vou acordar com a lapa colada a mim e eu quase a cair da cama.

E se o meu lado de mãe racional pensa: “Shhhhh! Não digam nada para ver se desta é de vez”. O meu lado de mãe emocional sente como se se estivesse a cortar mais um laço.

E ontem dormiu a noite toda na cama dele. E acordou e com aquele sorriso sacana lindo de morrer que ele tem, disse-me todo orgulhoso: “Viste? Viste? Dormi tudo no meu quáto! E hoje vou fazer, outra vez!”

*Leia-se ‘fim-de-semana’
** Leia-se ‘a noite toda’

DAY 10 - A SONG FROM YOUR FAVORITE BAND

Esta não vale a pena. Não tenho banda favorita. Não consigo escolher. Nop…
Nem cantor… Nada…
Fiquem-se com esta para abanarem o pezito.

terça-feira, 25 de maio de 2010

SÃO ROSAS, SENHOR. SÃO ROSAS...

gliLARGEDanceofTheNatureSpirits[1]

Ela: Tu sabes que estas coisas não me aconteciam antes de te conhecer!!!
Eu: Não? Olha, a mim acontecem-me sempre!
Ela: Oh pá, tens noção que ainda estou a tremer, certo?
Eu: Hum hum…
Ela: Isto só aconteceu porque estou ao telefone contigo…
Eu: Pois…
Ela: Tu sabes que estas coisas não acontecem às pessoas normais, não sabes?
Eu:
Ela: Claro que não sabes… Tu não sabes o que são pessoas normais. E alguém que faça exorcismos? Conheces?
Eu: Por acaso, sim! Mas foge de mim… A única vez que vi a criatura, ele bateu com os olhos em mim, enfiou-se no consultório e só voltou a entreabrir a porta ligeiramente para olhar cá para fora na esperança de que eu me tivesse ido embora…
Ela: Óbvio… E porque que não me surpreende que o próprio exorcista tenha medo de ti?

E o que eu acho piada é que ela não acredita em coisas do Além, nem sobrenaturais, nem reencarnação, nem after-life. Acredita piamente que eu sou estranha. Nisso, ela acredita. Ri-se porque adivinho as coisas mais mirabolantes e imprevisíveis. Abisma-se um pouco quando tropeço acidentalmente nos segredos mais bem guardados. Diz ‘porra’ quando está a pensar em mim e eu lhe ligo (ela não sabe que há uma com quem eu faço o contrário: penso nela para ela me ligar. É que ela não paga chamadas para vodafone!). E hoje, de manhã, acagaçou-se big time (mas desta vez, até acho que não teve nada a ver comigo. But then again, eu acho sempre que esta coisa dos ‘feelings’ nunca tem nada a ver comigo).

Eu aposto sempre naquela teoria dos não sei quantos % do nosso cérebro que não são usados. Talvez eu use mais uns % do que algumas pessoas. E é algo tão natural que não lhe dedico qualquer tempo a analisar. Só quando o pessoal à minha volta começa a praguejar violentamente é que eu me lembro que talvez não seja tão natural para os outros. Mas vai daí também não conheço muita gente que tivesse sessões de mesa de pé de galo a decorrer às sextas-feiras, na sua casa, enquanto cresciam. Ou que tivesse o ombro deslocado e tratado por um curandeiro. Ou que tivesse dormido com uma medalha dada por uma bruxa cosida na almofada até à adolescência sem que o soubesse. Ou a quem ensinassem pequenos feitiços quase desde que nasceu. Ou a quem as tias convidassem para sessões espíritas. Ou que assistisse a discussões infindáveis acerca da veracidade/viabilidade das viagens astrais.

No entanto, eu continuo a apostar na tal percentagem do cérebro que não usamos. Porque se eu apostasse noutras coisas, eu não as saberia explicar e eu tenho certas dificuldades em experienciar coisas inexplicáveis. Portanto, cá vou continuando com a minha estatística mental. Sossegadamente, sem racionalizar muito. Apenas com 2 certezas: mesas de pé de galo, não, muito obrigada. Sessões de meditação? Ide vocês e depois contem-me como foi que eu só fui a uma e se aquilo é suposto acalmar, não é a mim, de certeza.

DAY 09 - A SONG THAT MAKES YOU FALL ASLEEP

É bonita. A letra é linda… Mas dá-me tanto soninho…

ESTAS SÃO AS MINHAS AMIGAS…

“Ele era tão giro, tão giro… E a questão é: quem é o gaijo? Sim, que ele anda por aí. Quer-se dizer… Se não se afogou este fim-de-semana na Costa da Caparica. Afogaram-se tantos…”

Eu gosto delas, mas o que eu acho piada é que depois elas têm a distinta lata de dizer que EU é que não sou normal!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

COISAS QUE NOS FILMES PARECEM TÃO MAIS FÁCEIS

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E hoje, chegada ao escritório, ouço a minha colega nas minhas costas: Já deste conta que tens a blusa rasgada nas costas?

1º pensamento: Claro que sim. Mas tinha esperança de me tornar uma trend maker e amanhã aparecer tudo no trabalho com as blusas esfarrapadas!

2º pensamento: Ou eu deixo de privar com senhores que rasgam blusas só com olhares ou não ganho para o guarda-roupa. É que por incrível que pareça, isto acontece-me com alguma frequência. Vá… Alguma frequência é exagero, mas não é inédito.

Hora de almoço. Blusa nova comprada. Vamos trocar.

Alternativa A: Vou pedir às senhoras que me deixem trocar de roupa no provador depois de pagar.

Alternativa B: Vou trocar de blusa dentro do carro no parque de estacionamento.

Será que conseguem adivinhar por qual alternativa eu optei?

E SE DE REPENTE...

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Depois de uma noite de vodka laranja em casa (porque as meninas estavam com um deficit de vitamina C!!!!), duas gaijas adultas aterram no sofá por volta das 5 da manhã, enquanto a xavalada dorme toda na mesma cama (contorcionistas chinesas, roam-se de inveja), para abrirem a pestana às 8, olharem para a mesa e depararem-se com o seguinte cenário:

Projecto de Gaijo de pijama. Em cima da mesa, os restos do devaneio da madrugada. Gaijo a fazer um baita repasto que consistia em batatas fritas, tostas e azeitonas (ainda bem que o gaijo não gosta de queijo, senão tinha marchado, também). Como estava a ficar um bocadito embuchado, foi ao armário buscar um leitinho com chocolate para empurrar aquilo tudo.

Terminado o ‘pequeno-almoço’ veio dormir mais um bocadito para o sofá/cima de mim.

A dona do outro par de olhos que viu esta cena, garante-me que o viu lamber a tampa do frasco das azeitonas, eu como não tenho provas disso, prefiro acreditar que ela estava a alucinar…

DAY 08 - A SONG THAT YOU CAN DANCE TO

Danço-a qualquer dia da semana. Então se estiver com dor de corno (sim, parece impossível, mas às vezes acontece-me ter disso!), é remédio santo!

DAY 07 - A SONG THAT REMINDS YOU OF A CERTAIN EVENT

Eu acho que esta foi a mais difícil de escolher.
Acabei por escolher esta porque me lembrou o Natal e a Passagem de Ano. E as decisões que eu tomo e que são irreversíveis (not!).

DAY 06 - A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEWHERE

Esta. Definitivamente, esta. Lembra-me a coisa mais parecida que talvez tenha tido com uma serenata. À ‘porta’ da minha tenda na Ilha de Tavira. E o mais engraçado é que não tenho a certeza de que esta música tenha sido uma das que foi tocada. Lembro-me do Sozinho do Caetano, mas esta não tenho a certeza. No entanto, é esta música que me faz lembrar essa noite. Foi o último ano de muitos na Ilha. Acho que foi a partir daí que começou a minha ‘adultidade’.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POST ALTAMENTE EDUCATIVO. PELO MENOS, PARA MIM…

Descobri, finalmente, como é que se vê as buscas que levam os meus queridos e incautos leitores a cair neste aquário.

E os resultados de hoje ditam que há pessoas que aqui caem de pára-quedas quando tentam descobrir como fazer uma simples vuvuzela. A bem da honestidade que sempre pautou este estaminé, tenho para dizer a esta pessoa que não é aqui que vai aprender. Já aquele que aqui chegou em busca de vuvuzela reciclagem, tenho para lhe dizer que nunca me aproximei de uma, nem tenciono fazê-lo (integridade do tímpano, lembram-se?) mas, pelo que vi na tv, aquilo parece-me tudo de plástico, portanto, era gaija para arriscar tudo no contentor amarelo.

Quem quer saber acerca de sindrome do cordão umbilical, relembro que esta teoria é da minha Loira, logo eu posso talvez pedir-lhe que escreva um texto onde disserte mais sobre o assunto. Mas não garanto que ela esteja para isso.

E, last but definitivamente not the least, ao querido (ou querida) que aqui chegou em busca de fofuchas nuas, a gerência informa que para que a Mente Maria se dispa vai ser necessário bem mais que €700 e exige-se a garantia de que não haverá desterro para a biblioteca de Mirandela. Eu até nem me chateava se me enfiassem numa biblioteca, Mirandela é que fica um nadita fora de mão.

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE VI

Desculpem-me lá mas eu também tenho as minhas fraquezas… E tenho dias fúteis… Lembra-me um homem lindo de morrer!

E também me lembra outro a quem só me apetece dar chapada, neste momento.

É… Michael Bublé é extremamente versátil…

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE V

Uiii esta… Lembra-me uma grande vergonha… Lembra-me sumos de laranja… Lembra-me uma grande noite… Lembra-me Casablanca… Lembra-me uma grande frase das Pontes de Madison County: “The old dreams were good dreams; they didn't work out, but glad I had them.”

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE IV

Ouvi-a ao vivo em Viseu quando estava no Algarve a chorar baba e ranho numa noite de verão. Tudo porque a Fi me ligou do concerto para eu não perder esta música. Não, não me lembra quem me partiu o coração. Lembra-me ela. Lembra-me tudo o que já rimos e chorámos juntas. Lembra-me a chamada de ontem à noite onde eu conseguia ver o seu sorriso. E lembra-me o quanto isso me aqueceu o coração.

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE III

Porque é a música do meu filho. Foi desde o minuto em que soube que ele (já) ‘existia’ e é até hoje. Nunca a ouvirei sem pensar nele.

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE II

Por todos os motivos e mais um… O facto de já ter feito isto…

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE I

Lembra-me primeiros amores. Lembra-me primeiras desilusões. E até hoje amaldiçoo a pessoinha a quem emprestei o cd da banda sonora do Romeo & Juliet e me devolveu apenas a capa. Que as pulgas de mil camelos lhe infestem os fundilhos das calças e que seus bracinhos sejam demasiado curtos para se coçar!

Tenho dito!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PEQUENOS PRAZERES NUMA TARDE DE VERÃO

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Tinha medo da desilusão. Muitas vezes quando voltamos a percorrer um caminho que deixámos para trás, sentimos o gosto da insatisfação. Eu não queria isso. Até resisti durante uns tempos. Ponderei se deveria fazê-lo ou não. Via-o todos os dias a provocar-me. Passava por ele e sentia que me chamava. Que me pedia que cedesse. Eu sabia que o faria mas tentava resistir. Também sabia o que faria quando cedesse. Iria saboreá-lo com todo o vagar. Iria fazer as inevitáveis comparações que anos e anos de separação nos impõem. Iria tomá-lo na minha boca e deixar que a minha língua lhe tomasse o gosto enquanto avaliava se era esse o gosto que me lembrava. Iria lambê-lo desde a base até à ponta. Também sabia que com a demora, o creme branco iria escorrer pelas minhas mãos e eu acabaria a lamber os dedos, tal como já tantas vezes o tinha feito, e que, na minha boca, iria ficar no final aquele gosto amargo e doce em simultâneo.

Hoje comi-o pela primeira vez desde há muitos anos.

E tirando o tom ligeiramente mais esverdeado na sua cor, ele está exactamente como eu me lembrava.

DAY 05 – A SONG THAT REMINDS YOU OF SOMEONE

Desculpem lá mas esta categoria vai ter alíneas que só uma música é muito restritivo. A gerência lamenta qualquer incómodo que a quantidade de posts extra, que irão surgir amanhã, possa causar e retomará a programação habitual logo que possível.

DAY 04 – A SONG THAT MAKES YOU SAD

Porque a primeira vez que ouvi a música associei-a, de imediato, às crianças com cancro. E, a partir daí, cada vez que a ouço não consigo deixar de ter uma sensação de angústia.

É QUE VOS JURO POR TUDO QUANTO É MAIS SAGRADO

Que quando o meu filho finge que é um dragão, eu fico convencida que é ele que escreve as letras das músicas da Lady Gaga!!!!

AH POIS É…

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

LETTERS AT MIDNIGHT

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“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras,
Ridículas.”

(Fernando Pessoa)

Hoje decidi ressuscitar uma arte milenar que tanto riso e tanta lágrima já trouxe a gerações infindas.

A coisa começou aqui há umas semanas à laia de desafio: “Ah… Agora mandam-se encomendas e já nem um bilhetinho as acompanha?”

A chamada de atenção fazia todo o sentido. E como forma de me desculpar atirei a promessa de uma carta. Uma carta ‘à séria’.

Esmerei-me. Mas esmerei-me com a prata da casa. Com os envelopes que agora têm todos janelas colocando um remendo. Com papel bonito.

Mas na resposta esmeraram-se mais. Não havia remendo no envelope. O papel imaculado de gramagem certa combinava com a tinta negra da caneta numa caligrafia irrepreensível.

No meio das duas páginas A4 manuscritas, o comentário ao remendo na janela do envelope.

Toda a gente sabe que me irritam as mesquinhices. Principalmente, se tenho que dar a mão à palmatória.

Vai daí, Peixa Maria (que a continuar a falar tantas vezes na 3ª pessoa, ainda acaba convocada para jogar na África do Sul em Junho), tirou-se de seus cuidados e calcorreou toda a xafarica de toda uma cidade média. Só ao fim de uma hora, o objectivo foi conseguido.

Tenho ali na minha pasta linda, nada mais nada menos, que dois conjuntos daqueles de papel de carta que todos tivemos em miúdos. Perfumados e com coração no envelope e tudo. Para intervalar a piroseira, o papel da gramagem certa também lá foi colocado assim como envelopes de várias cores. Aliados às canetas de tinta permanente com cartuchos sépia e violeta, vamos lá ver se na volta do correio ainda se arranjará alguma criticazinha.

Fora a picardia… Que tal usarmos isto como um desafio? Que tal todos nós (eu vou, de certeza, mas enfim…) fazermos uma pausa na fast communication e escolhermos alguém a quem endereçar uma carta até ao final do mês?

Se não tiverem ninguém, até vos dou a minha morada e prometo que respondo e tudo.

Vamos ressuscitar o sorriso ao abrir a caixa do correio. Vamos reviver a ansiedade da resposta que demora mais de 24h. Vamos voltar a conhecer as pessoas pela sua caligrafia. Vamos dar, novamente, sentido ao Post Scriptum…

E, já agora, se não der muito trabalhinho, depois contem-me lá se foi tão bom para vocês como foi para mim…

DAY 3 - A SONG THAT MAKES YOU HAPPY

Esta faz-me sempre ter vontade de fechar os vidros do carro e cantar aos altos berros…

DAY 2 - YOUR LEAST FAVORITE SONG

Eu, por acaso, já vos disse que não gosto nada de Dire Straits?

Houve ali uns anos na minha adolescência tramados porque os gaijos não saiam da rádio e como tal a eleita para este categoria é:

FAIR WARNING

image002E os meninos ou se aguentam à bronca ou ide ao quarto buscar os Action Men e os Spider Men.

COISAS QUE APRENDI ULTIMAMENTE II

Desconfiem sempre de gaijo que acha que a mulher quer demasiado sexo. Conselho de Peixa Maria!

COISAS QUE APRENDI ULTIMAMENTE

Os homens gostam de mulheres extremamente burras.

Os homens gostam de mulheres extremamente fúteis.

Eu não sou extremamente burra.

Eu não sou extremamente fútil.

Para completar o texto, Aristóteles apresentou a teoria do silogismo no texto Analíticos Anteriores.

Eu para simplificar, vou usar uma fórmula celebrizada por um português: é pegar nas 4 primeiras frases e fazer as contas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

VUVUZELA

“…Mas não, nem onde essa paisagem
É sob eterna luz eterna
Te acharei mais que alguém na viagem
Que amei com ansiedade terna
Por ser parecida
Com a Outra…”

(Fernando Pessoa)

Vuvuzela… A palavra rola na língua. Acho que a disse hoje pela primeira vez alto.

Não penso ir ‘àquela’ bomba de gasolina buscar uma, com medo das consequências para os meus sensíveis canais auditivos.

Eu hoje vi esta palavra escrita várias vezes.
Escrevi-a. Escreveram-ma. E depois, curiosamente, li-a em posts de um blog. Vários posts.

Qual? Não digo. Porque neste blog não se devassa a vida privada. Porque a sua autora não deixa. Apenas concluo mais uma vez que o meu mundo – o mundo da Peixa – é um aquário redondo e que por muito que eu nade tentando nada ver, acabo sempre por tropeçar e, o que é pior, reconhecer tudo quanto é pedrinha.

E, às vezes, cansa-me. E, às vezes, diverte-me. E, às vezes, deixa-me triste. E, às vezes, não percebo.

O que aprendi hoje? Que o slogan dos Ficheiros Secretos faz todo o sentido e que eu iria gostar muito mais da vuvuzela se fosse roxa.

DAY 01 – YOUR FAVORITE SONG

Ora, porrinhas! Não havia nada mais simples para começar?

São muitas, pá!

Bem, mas cá vai uma das ‘peferidas’. E gosto muito desta versão.

UM DESAFIO GIRO

Toda a gente sabe que sou uma croma que troco os desafios todos e faço uma salganhada com as regras dos mesmos. Mas parece-me que este, nem mesmo eu conseguirei arruinar. Consiste em pôr uma música por dia, obedecendo a uma directriz pré-estabelecida. Só não sei se consigo fazer isto 20 dias seguidos. Eu tenho cá para mim que não. Mas talvez seja realmente esse o desafio…

Day 01 – Your favorite song;

Day 02 – Your least favorite song;

Day 03 – A song that makes you happy;

Day 04 – A song that makes you sad;

Day 05 – A song that reminds you of someone;

Day 06 – A song that reminds of you of somewhere;

Day 07 – A song that reminds you of a certain event;

Day 08 – A song that you can dance to;

Day 09 – A song that makes you fall asleep;

Day 10 – A song from your favorite band;

Day 11 – A song that no one would expect you to love;

Day 12 – A song that describes you;

Day 13 – A song from your favorite album;

Day 14 – A song that you listen to when you’re angry;

Day 15 – A song that you listen to when you’re happy;

Day 16 – A song that you listen to when you’re sad;

Day 17 – A song that you want to play at your wedding;

Day 18 – A song that you want to play at your funeral;

Day 19 – A song that makes you laugh;

Day 20 – Your favorite song at this time last year.

P.S.: Dizem que tenho que nomear as pessoas que desafio. Considerem-se todos nomeados!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

TUDO* SOBRE…

A Maluca contado a quatro mãos no Cabra de Serviço,

Comecem por aqui e depois é ir acompanhando a novela.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PRECONCEITOS

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Todos gostamos de dizer que não somos preconceituosos. Eu sou. Admito e, por muito que gostasse de contrariar isso, não consigo.

Eu não me consigo imaginar a sair ou a manter um relacionamento com uma pessoa que não me seja intelectualmente igual. Por isto, não quero dizer que só gosto de ‘dótores’ ou ‘enginheiros’. Que isso é um erro crasso que é muitas vezes repetido. É que um curso superior, hoje em dia, não é sinónimo de inteligência. Conheço muito ‘dótore’ que nem consegue conjugar o verbo com o sujeito quanto mais manter uma conversa interessante. Por oposição, outros há que nem tendo acabado o secundário nos prendem com raciocínios brilhantes e teorias que nunca nos tinham aflorado a ideia.

Eu sei. Está tudo agora a pensar: Então a cabra acha-se assim tão esperta que faz testes de QI aos gaijos antes de os comer?

Desculpem, mas que me pode levar a envolver-me com alguém com quem não possa falar? Que me pode fazer relacionar com alguém que ao escrever-me um bilhete, me arrepia os pelos da nuca e quejandos com os erros de português?

Não consigo. Eu sei que o problema é meu, mas não consigo. Começo a imaginar-me a tentar fazer uma qualquer piada e a mesma a perder-se no ar porque a pessoa não entende. Começo a pensar nas noites a discutir o telejornal quando eu detesto ver noticias. E prende-se-me o ar e fico aflita e apetece-me fugir. Para isso, mais vale ficar quietinha, não é?

De igual modo me incomoda ver um homem inteligente, culto, interessante correr atrás de uma mulher que não consegue articular uma frase com principio, meio e fim mais do que uma vez de 6 em 6 meses. E se eu de alguma forma estiver envolvida nessa história, é o equivalente intelectual a ter um homem fantástico na minha cama, de lençóis lindos, cheirosos e imaculados, e saber que ele depois vai para uma cama suja de lençóis manchados e bolorentos. E a dúvida intelectual é se depois de sair desse antro voltou a entrar na minha cama imaculada sem passar no chuveiro. E acreditem que isto é algo que me deixa fisicamente nauseada.

Sim, sou preconceituosa. E, aparentemente, cada vez mais. É que se antes só me afectavam as pessoas burras em relação a mim, agora também me afectam em relação a pessoas que me atraem. É que se antes me incomodava a promiscuidade física, agora também dá cabo de mim a promiscuidade intelectual. Como se temesse que fosse algum vírus que me possa infectar e transformar.

E com tudo isto a certeza de que estou a meio passo de ter uma longa e próspera vida exclusivamente dedicada ao celibato. Ai estou, estou…

I CARRY YOUR HEART WITH ME

i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate(for you are my fate, my sweet) i want
no world(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)

(E. E. Cummings)

Projecto de Gaijo: Mãiiii?

MQP: Sim?

P.G.: Tou tiste… (beiço esticado)

MQP: Porquê, querido?

P.G.: Puque tu róbaste o meu coração.

MQP: Eu????

P.G.: Sim. Eu amo-te e o meu coração foi viver para o teu. Tu róbaste-me o coração…

(Mãe faz grandes sacrifícios para não se debulhar em lágrimas. Fade out.)

CALCANHAR DE AQUILES

Todos nós temos um.

Eu lembro-me de estar grávida e das p***s das hormonas me terem posto uma semaninha inteira a sonhar com um ex-namorado. ‘Aquele’ ex-namorado com quem eu acreditei que o amor para sempre era possível. O único com quem eu sonhei em envelhecer e resmungar. ‘Aquele’ com que tudo ficou mal resolvido e de quem até hoje nada sei, excepto que está vivo porque o vejo, de vez em quando, na televisão. E lembro-me de pensar: “E se ele agora me aparecesse à frente? O que é que eu fazia?” E lembro-me de não saber a resposta.

E não temos todos nós um Calcanhar de Aquiles destes na vida? Não existe para todos nós aquela pessoa que se voltasse a entrar na nossa vida poderia destabilizar e, possivelmente, fazer ruir tudo o que construíramos até então?

Como é possível todas as certezas inabaláveis da nossa vida caírem por terra com um simples ‘olá’?

DA FÉ DESMESURADA

«26 de Agosto [de 1941], terça-feira à tarde
Dentro de mim há um poço muito fundo. E lá dentro está Deus. Às vezes consigo lá chegar. Mas acontece mais frequentemente haver pedras e cascalho no poço, e aí Deus está soterrado. Então é preciso desenterrá-lo.
Imagino que há pessoas que rezam com os olhos apontados ao céu. Esses procuram Deus fora de si. Há igualmente pessoas que curvam profundamente a cabeça e a escondam nas mãos, penso que essas pessoas procuram Deus dentro de si.»
(Diário, Etty Hillesum)

TITANIC

Se há coisa que aprendi ao longo dos anos é que todos os homens da minha vida desaparecem. No inicio, isso deixava-me frustrada, achava que tinha algum problema mas hoje estou em paz com esse facto. As minhas amigas estranham a calma com que aceito essa situação. Procuram explicações que eu já não procuro, conformada que estou em nunca ver o final dos episódios desta grande série que é a minha vida.

Lembro-me do primeiro que saiu e do que chorei. Foi também o único a quem, praticamente, implorei em prantos que não fosse. A partir daí, aprendi que não podemos forçar ninguém a ficar, se essa pessoa não o quiser. Depois de se aceitar esse facto, podemos com (relativa) facilidade aceitar a saída das pessoas da nossa vida.

Umas vezes custa mais que outras a aceitar e já houve para todos os gostos: os que simplesmente se evaporaram, os que se apaixonaram, os que morreram, os que voltaram anos depois…

Se tenho alguma defeito? Devo ter bastantes. Há quem me acuse de ser intimidante (eu sei que é intimidadora, mas se me chamam intimidante quem sou eu para discordar?). E eu, aos 35 anos, tenho que admitir que aquela altivez arrogante que via na minha avó, no meu pai e que pensava ter saltado da primogénita desta geração para a minha irmã, é característica que me atribuem amiúde. No entanto, também tenho qualidades que parece que intimidam tanto ou mais que os defeitos.

Mas porque é que eu estou a contar tudo isto? Perguntam vocês. É simples. Porque eu sempre quis fazer uma tatuagem. Tive foi sempre dúvidas sobre o que seria ou se teria coragem para o fazer. Neste momento, resta-me apenas a segunda dúvida, porque a arranjar coragem, sei perfeitamente o que tatuarei e onde. Será no fundo das costas e será o seguinte:

Not even God can sink this ship!

E depois de o fazer, sento-me sossegadinha no sofá com uma caipirinha ou uma moranguinha e uma bela de uma música e fico à espera do iceberg!

AMIZADE É…

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

DETESTO

Quando sinto este aperto no peito. Quando sinto esta dificuldade em respirar. Invariavelmente, é sinal de que alguma coisa vai correr mal...
Pode ser que se eu escreva, passe...

PRINCESA

Projecto de Gaijo: Mamã, no Natal vou-te comprar uma saia para ires dançar.

MQP: Dançar? Com quem? Contigo?

P.G.: Oh mãe! Com o Pincipe! Tu és a Princesa!!!

MQP: Princesa?

P.G.: És a minha Princesa! E eu compro a saia e uso aquele fato do Pincipe e dançamos e todos ficam felizes.

Pois ficam, meu amor, pois ficam… E nós, em calhando, já tentávamos travar esse Complexo de Édipo exacerbado que aí vai, não? É que pelo andar da carruagem, daqui a bocado, nenhum gaijo se pode aproximar de mim se tu suspeitares que ele tem segundas intenções. Parece que tens um radar incorporado que detecta essas criaturas à distância.

Sim, que ainda há um que deve estar em estado de choque e a pensar lindas coisas de mim, pois depois de não sei quantas horas a destilar charme num jantar em casa de amigos, tu decides trepar para o meu colo e, sem despregar os olhos do senhor que, incauto, continuava sorrindo e achando uma gracinha à mãe e ao filho, agarras na minha mão e com o maior ar de sacana à face da terra, atiras-lhe: Sabes, eu e o meu pai vamos comprar um anel para ti (mas os olhos no outro). Um anel lindo com corações e flores.

Nem vale a pena perguntarem. Claro que nunca mais vi, nem ouvi nada do senhor (embora também tenha havido, posteriormente, um teenager envolvido que pode ter acabado com o resto da minha pobre imagem).

Cristo dizia: Deixai vir a mim as criancinhas.

Eu, que até ando numa fase religiosa, sou mocinha para dizer: ele que venha cá abaixo tomar conta delas 15 dias que depois quero ver se o discurso não muda, porra!

JOGOS

Google Imagens

Eu ao telefone a contar a uma amiga que o Gaijito tinha passado o fim-de-semana na avó, a jogar jogos no computador, a partir do Google:

MQP: … Ou seja, o Gaijo agora já sabe entrar no Google…

Projecto de Gaijo: Oh mãeeee… O Guuuuuuuguele não é para entrar! É só para jogar! Não se entra no Guuuuuuuguele!

(Pois não, amor, não se entra. Eu vou só ali entrar no armário e partir-me a rir com o Guuuuuuuguele e já venho!)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

I’M CHARLIE…

“Oh, I don't know, Charlie. Unlike you, I never expected "the thunderbolt." I always just hoped that, that I'd meet some nice friendly girl, like the look of her, hope the look of me didn't make her physically sick, then pop the question and, um, settle down and be happy. It worked for my parents. Well, apart from the divorce and all that.”

(Tom in Four Weddings and a Funeral)

And what if I’ve been wrong this whole time by expecting the thunderbolt?

O FACEBOOK, AS MALUCAS E OS PEQUENITOS

Circulam por esta net fora avisos acerca do Facebook e que o mesmo regista todos os conteúdos dos utilizadores e os usa ou os vende ou o Diabo a 4.

Eu, que olho para as árvores mas também para a floresta e tenho mais medo das pessoas que das aparições, preocupo-me mais com o que a gentinha que lá anda faz do que com o fantasma do Big Brother.

E isto porquê? Perguntam vocês. Que se passou?

Ora, como sempre a Peixa explica (gostava tanto de ser jogador de futebol para falar mais vezes em mim na 3ª pessoa). Desde há uns dias para cá anda um sururu no meu grupo de FB porque apareceu uma maluca a injuriar um fulano de psicopata para cima. Ora, como toda a gente sabe, eu adoooooooro malucas e já não me aparecia nenhuma assim tão boa desde a Laurinha, quando esta me bateu à porta, eu até lhe estendi o tapete vermelho, tirei a toalha de linho e servi chá no serviço de porcelana da avó. Ela, Maluca, ficou toda contente com a atenção e vá de falar comigo. Começou por me avisar que aquele fulano (chamemos-lhe Valmont) era mau, muito mau e que era feio e que tinha 60 anos e que nem estava onde dizia que estava. Para não sei quantas horas e insultos (gosto tanto quando insultam; mostram sangue na guelra e dá credibilidade às boas intenções das pessoas) depois, dizer que estava chateada porque o Valmont a tinha bloqueado e ela não sabia porquê. (Oh Maluca, é que não entendo. Não entendo mesmo!!!!) Portanto, queria encontrá-lo para lhe perguntar. E toda a gente sabe que a melhor maneira de encontrar alguém é escarrapachar nos murais de toda a gente que aquela pessoa é um psicopata que anda no Facebook a enganar toda a gente. É do conhecimento geral que se chamarmos psicopata mentiroso a alguém, essa pessoa volta a ser nossa amiga.

Eu que já me cruzei com várias malucas, encontro sempre a mesma motivação e só posso concluir que há gajas que lidam muito mal com a rejeição e que os gaijos se dessem, de vez em quando, uma queca misericordiosa, a vida deles era muito mais sossegada.

E depois, no meio desta história toda, só me lembro do argumento do ‘Expiação’. Um capricho que destrói não sei quantas vidas. E para quê? Qual é o gozo? Qual é o fim? O que é que se ganha?

sábado, 3 de abril de 2010

“DO YOU LIKE OPERA?”*

Eu choro nos filmes. Não só nos filmes como em séries, músicas… Eu até choro em alguns anúncios de televisão. Não choro na vida real. Sim, sou estranha. Não entendo aquelas pessoas que choram por tudo e por nada e sou incapaz de entender as pessoas que não choram no ‘Paciente Inglês’.

E eu vi o ‘Filadélfia’ na mesma altura em que, provavelmente, todos vocês viram. 1993/1994. As únicas cenas que me marcaram (Não me entendam mal. É um filme fabuloso. Mas as coisas marcam-nos por motivos estranhos. Pelo menos, a mim acontece-me muito) foi a anedota dos advogados que não descansei enquanto não a contei à minha mãe, ainda não refeita da minha escolha por Literatura, preterindo, desta forma, o curso de Direito que ela acalentava a esperança que eu tirasse (praga de mãe resulta sempre. Vão por mim que não vos engano…) e foi a cena da ópera.

Eu acho que nunca tinha ‘ouvido’ ópera até então. Claro que tinha ouvido mas nunca tinha escutado. Lembro-me que ali, com 18/19 anos, fiquei siderada na sala de cinema enquanto o Tom Hanks descrevia a ária que ouvia ao Denzel Washington. Ali, escorreram-me as lágrimas do filme. Pouco tempo depois, comprei o meu primeiro cd de Maria Callas. E nunca mais fui capaz de deixar de prestar atenção. E, não raras vezes, serve esse género para expiar as dores que vão cá dentro Quem nunca ouviu ópera no carro, com o volume bem alto, não sabe o bem que se sente depois…

É como se a música tivesse o condão de libertar tudo o que está aqui acumulado e não sai e magoa e não traz nada de bom.

Foi ao som de uma ária de ópera que eu interiorizei a morte do meu pai. Foi ao som de Pavarotti que eu tomei consciência que nunca mais poderia ligar aquele número para perguntar o nome do canalizador ou o número do homem do gás. Quando ele morreu, eu fugi tão depressa de onde estava que só parei 300 kms depois quando tinha o meu filho nos braços. Quando o senti colado a mim mostrando-me vida quando me tinham dado a morte. Apontando-me o futuro quando me diziam que a partir dali só havia passado. E, com ele nos meus braços, com a cabeça dele na mesma almofada que a minha, eu senti a ilusão de que talvez não fosse tão mau assim. Mas depois o ‘Nessun dorma’ começou a tocar e eu soube que era mau, era péssimo e que uma parte de mim nunca mais seria a mesma mas que o que sobrava iria avançar e superar apesar das lágrimas e da dor.

Porque é isso que fazemos sempre: superamos e avançamos sempre. Uma lágrima de cada vez, uma dor de cada vez.

NESTE BLOGUE SOMOS PELA DIFERENÇA

VooDooDoll.gif VooDoo Doll image by milana_rt

A trabalheira que as minhas leitoras me dão…

Só mesmo neste blogue é que tinha que haver duas a clicar no link ao mesmo tempo e a serem a leitora 30.000. Sim, estou a falar no feminino porque os gaijos nem clicam com medo de receber como prenda um telemóvel da Hello Kitty!

Assim sendo, restava-me ir analisar o sitemeter. Pedir às meninas que me indicassem os seus IP’s e desempatar isto pelo IP que aparece no contador com o 30.000.

Agora digam-me lá vocês que já me vão conhecendo: acham que eu não tinha mais nada que fazer, não?

Posto isto, resta-me pedir às meninas Dorushka e Moonlight que me enviem um mailzinho com as moradas que vão receber em suas casas…

(Tambores a rufar… Corações acelerados… Lágrimas mal contidas…)

Uma magnifica Boneca de Voodoo!!!

Eu sei que não era o que estavam à espera. Que os outros blogues dão perfumes, cremes, telemóveis… Mas as minhas leitoras já são as mais bonitas, as mais cheirosas e estão sempre contactáveis. Daí eu ter decidido dar-lhes algo que, efectivamente, qualquer mulher precisa em muita circunstância desta vida.

Portanto, meninas, é mandar o mailzinho, fáxavor.