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terça-feira, 7 de abril de 2009

LABIRINTOS


Caminho silenciosamente pelos caminhos da memória, espreitando em cada curva, com medo de acordar a lembrança.

Pé ante pé, avanço dividida entre o medo da dor e o desejo de sentir.

Enquanto hesito na decisão, vagueio pelo labirinto da mente, sentindo o calor da esperança a invadir os espaços deixados vazios pela ânsia de não viver optando por esperar mais um pouco antes de fugir.

terça-feira, 17 de março de 2009

E QUANDO A NOITE CHEGA...


E o vento lá fora nos recorda que ainda é Inverno, vagueio pela casa silenciosa em busca de distracção.

É nesta hora escura que a mente me desobedece e ganha vida própria. É nesta hora morta que me pergunto se devo calar as dúvidas e seguir o rumo da minha vida sem questionar. E, no preciso momento em que o meu Eu racional me diz que sim, aperta-se-me a garganta e tenho a certeza que estou errada.

Contudo, estou prisioneira na masmorra que eu própria construí, encarcerada no silêncio das palavras que eu mesma proferi. Qual actriz sem ponto, esqueci o texto e olho a plateia que espera ansiosamente a próxima deixa incapaz de emitir qualquer som.

Depois das noites repletas de sonhos e dúvidas, coloco o fato e a máscara de mundo, fecho a gaveta de mim e enfrento a vida como se a minha respiração não tivesse ficado suspensa num momento já há muito passado.