terça-feira, 21 de setembro de 2010

E QUEM DIZ FUTEBOL, DIZ OUTRA COISA QUALQUER QUE SE É PARA OPINAR, NINGUÉM SE ARMA EM ESQUISITO

4 Mulheres e 1 homem almoçam juntos. Elas giras, óculos escuros giros, sapatos de 10 cms e assim. Com aspecto cuidado e vaidoso. Ele reservado (benzódeus). Da boca das gaijas não se ouviu palavra que não versasse futebol, treino de bancada, criticas a jogadores e equipa técnica. É que elas correram as equipas todas e ainda quase deram uma perspectiva da 2ª divisão. Não fosse a hora de almoço tão curtinha ainda discutiam juniores e juvenis.

Percebem porque é que eu não falo  nada de moda? É que eu privo com estas gaijas. Elas não se detêm a tecer grandes considerações acerca do verniz verde seco da Sephora, não. Das duas, uma: ou compram, experimentam por elas próprias e assunto encerrado ou esperam que as gaijas cor-de-rosa do costume o façam, depois analisam e, se for caso disso, gozam que nem umas perdidas (e não, não vou dizer quem são as gaijas cor-de-rosa). Mas perguntem-lhes acerca da temática Mourinho ou sobre o Jesus ou sobre o Paulo Bento. Perguntem que elas empoleiram-se nos saltos agulha, tiram o óculito e cá vai disto.

ACHEI QUE DEVIA REGISTAR O EVENTO

Hoje comi um cupcake pela primeira vez.

Não sinto que a minha vida tenha mudado.

ÀS VEZES, ACHO QUE MAIS VALE ANDAR COM A CABEÇA ENFIADA NOS LIVROS

Então, uma gaija anda aqui a actualizar-se e depara-se com esta pérola da MRP?

Eu, que de psicologia não percebo nada, nem vou tentar analisar se foi froquilhada por uma gorda, se tem inveja das gordas, se está numa dieta que exclui hidratos de carbono e felicidade ou se é, pura e simplesmente amarga por natureza. Não, não vou dizer que é mal fodida porque isso implicaria que um desgraçado qualquer abdicasse de comer uma gordinha bem disposta e tivesse que emborcar 10 caipirinhas intervaladas com shots de Gold Strike, para, de seguida, mergulhar no mundo de fel/corpo magro (riscar o que não interessa) desta autora e, como toda a gente sabe, depois de 10 caipirinhas intervaladas com shots de Gold Strike não há macho (ou fêmea, mas isso agora não interessa nada) que faça um serviço exímio e sem falhas mas também não sou eu, neste caso especifico, que o vou condenar por isso.

LÁ AS OUTRAS PODES LAVAR COMO ENTENDERES!

Ontem, o Projecto de Gaijo ficou com uma amiga minha enquanto fui à minha vidinha. Eles lá andaram a fazer as coisas deles e chegados à hora do banho, ela disse-lhe que não sabia lavar pilinhas porque só tinha meninas lá em casa. Ele lá lhe demonstrou como se fazia a higienização do órgão e, depois de terminado, esclareceu-a de forma cabal:

- ESTA, lavas assim!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

VENHA MAS É A VIAGEM

E para comemorar ser finalista do curso mais atribulado da história do ensino superior, come-se uma fatia de bolo de brigadeiro com chá de maçã e canela. 
Se havia maneiras melhores de comemorar? 
Havia (uiiiii se havia...)
Mas esta é deliciosamente pecaminosa.

domingo, 19 de setembro de 2010

'EU SOU UMA ARTISTA MUITO ABERTA'

Como é que eu não vejo isto sempre?
O potencial disto é fabuloso!

DESCULPEM LÁ...

Mas estava mesmo uma fulana no Ídolos a cantar para uma embalagem de desodorizante ou sou eu a alucinar?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

UM DIA...

Esta não é a melhor altura. 
És a pessoa certa no momento errado. 
É tudo uma questão de timing. 
Um dia vou ganhar melhor. 
Um dia vou comprar um carro. 
Um dia vou convidar a mulher dos meus sonhos para sair. 
Um dia vou resolver o imbróglio que é a minha vida.
Um dia vai ser tarde demais.

E as pessoas continuam a adiar as suas vidas à espera de um dia. 
Se há uma coisa que aprendi nesta vida é que o dia pode não chegar.
Façam lá um jeitinho: quando acabarem de ler este post, vão lá beijar alguém que desejem muito beijar. Não precisa de ser uma promessa de amor eterno. Basta que seja uma afirmação de 'aqui e agora estou vivo'. É que um dia pode ser tarde demais.

Ide, ide... Estão à espera do quê? Que eu escreva The End? Mexam-se! 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ALMAS GÉMEAS

"Booth: He said they are soul mates and that he will wait for however long it takes for her to get out.
Bones: Soul mates?
Booth: Soul mates... Yeah.
Bones: The idea of soul mates actually originated with Plato.
Booth: Yeah the clay that kids play with.
Bones: No, the... Oh...
Booth: What?
Bones: You're joking.
Booth: Me? Joke? No...
Bones: No, the ancient Greek philosopher. His theory was that humans originally consisted of four arms, four legs and two faces. Zeus was threatened by their power and split them all in half, condemning us all to spend our lives trying to complete ourselves."

('Bones', season 5, episode 15)

ISTO ESTÁ MESMO A CORRER BEM...

Estou aqui incapaz de fazer seja o que for, fascinada que estou com a ideia que se me meteu na cabeça de fazer uma viagem a Itália.

Eu tenho esta capacidade, de maravilhar-me com os sonhos que eu própria imagino.

sábado, 11 de setembro de 2010

ALGUÉM DEVIA ESTAR A ESTUDAR E NÃO ESTÁ...

Em compensação, está a ter um curso intensivo de Farmville. Amanhã, essa pessoa partilhará, decerto, os seus conhecimentos convosco. Que ela é assim: partilhadeira!

HÁ 9 ANOS, A ESTA HORA, NÃO SABÍAMOS

Mas o mundo, tal como o conhecíamos até então, estava a poucas horas de acabar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PARA O QUE ME DÁ A NEURA

Vou ali apanhar uma sessão da hora do almoço e ver se me animo que ao fim ao cabo tenho um magnifico fim-de-semana de estudo pela frente…

(O post acaba aqui que eu estou mesmo a regurgitar para o cesto dos papeis com a ideia de tal animação.)

CAN I TAKE YOU FOR A RIDE?

Gosto de pessoas que têm a vida perfeita e que acham – eu que não as leve a mal, claro – que eu estou é a arranjar desculpas para fazer as coisas exactamente da mesma forma que eles.

Oh meus amigos, quando quiserem calçar estes sapatinhos e darem uma voltinha, estão à vontadinha. Pode ser que eu aprenda como posso fazer melhor. Mas (não me levem a mal, tá?) eu acho que vou dar é umas valentes gargalhadas com a vossa carinha quando o calinhos começarem a doer. Como eu costumo dizer, nós só entendemos as reacções dos outros quando passamos pelas mesmas situações. Eu lembro, por exemplo, quando me separei, as minhas amigas casadas diziam que eu era parva, que não devia deixar isto, que não devia deixar aquilo. Hoje, algumas delas, confrontadas com a mesma situação, dizem que entendem tudo o que eu fiz.

É como eu digo: estão aqui os sapatinhos, dêem uma voltinha…

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

É SÓ UM FEELING...

Sabem aquela cena de o meu mundo ser redondinho e pequenino e girar e as coisas cairem todas no meu colo? Pois... Acontece-me com frequência. Assim, pelo menos, 3 vezes por semana. À conta disso, tenho para mim que há um senhor que, neste momento, se deve estar a sentir o Michael Douglas na Atracção Fatal. Eu não tenho culpa. Nem ponho coelhinhos na panela. Ele, que até sabe em primeira mão desta minha propensão para tropeçar nas coisas, no fundo sabe que não tenho culpa e que não ponho coelhinhos na panela. Mas também acho que não há gaijo nenhum da nossa geração que tenha visto a Atracção Fatal que não gele sempre que uma mulher lhe diz mais sobre a sua vida do que aquilo que ele pensaria/desejaria que ela soubesse.

Eu até considerei isto tudo. Mas valores mais altos se levantaram e o assunto era vital. E agora, se me dão licença, vou ali à cozinha que deixei qualquer coisita ao lume...

"BETTER OUT THAN IN, I ALWAYS SAY"*

Ontem eu dizia a alguém na sequência e por causa do post Nicola que tal como o Shrek, eu preferia deitar as coisas cá para fora. Guardar coisas e/ou mal-entendidos sem os esclarecer dentro de nós torna-nos amargos. Magoa-nos. E, às vezes, sem qualquer necessidade. Muitas vezes, são coisas facilmente solúveis e que só ganham importância porque não as dissemos. Porque as ficámos a remoer.

Hoje, quando estava a fazer a matrícula online para o meu último ano (já vos disse que sou finalista?), lembrei-me de um diálogo que me indispôs mas que eu não disse nada. Que calei em beneficio de um momento de paz. Que calei porque há dias em que me cansa. Mas ficou gravado no meu subconsciente. Tanto ficou que, hoje, ao fazer a escolhas que tinha a fazer, isso me veio à memória.

Amigo de Mente Quase Perigosa: E vais estudar nas férias?

Mente Quase Perigosa: Não. Mas tenho algumas decisões para tomar e tenho que pensar bastante e…

Amigo de Mente Quase Perigosa: Tens que decidir qual é o template novo do blogue, é?

E foi aqui que eu optei por ser a mulher fútil e gira e querida e arrumei o ser pensante que vive dentro de mim na gaveta e debati templates e conteúdos do blogue ainda que o meu template já tivesse sido alterado e eu não tivesse a mínima intenção de o alterar de novo, mas albarda-se o burro à vontade do dono, não? E, hoje, quando tive que fazer a derradeira decisão se iria fazer a parte teórica do Mestrado em simultâneo com o último ano, fi-lo sem saber a opinião de alguém que eu até valorizo. De alguém que sabe dar conselhos. De alguém ponderado que poderia dar uma visão dos prós e dos contras de ambas as opções. E isso, pelos vistos, marcou-me mais do que eu pensei na hora porque o que me veio à cabeça quando fiz a opção esta tarde, foi o playback desse momento e a pergunta: “Os gaijos criticam as mulheres porque são fúteis e só pensam em sapatos e vernizes, mas quando há a mínima hipótese de uma mulher querer falar de algo sério, eles começam a divagar sobre a diferença entre Manolo e Choo e as fúteis somos nós?”

*Shrek in ‘Shrek 1’

COISAS QUE ME DIZEM

“A Monica Lewinski já fez 37 anos. Parece que foi ontem que ela era uma miúda. Andava lá na Sala Oval de gatas, a meter tudo na boca…”

UM POST ALTAMENTE ESTÚPIDO MAS COM MENÇÕES LITERÁRIAS

A Ana Malhoa faz 25 anos de carreira. Estava eu na pré-adolescência e já ela andava a fazer pela vida.

E eu sei isto porque acabei de ver 2 minutos de um qualquer programa da tarde enquanto esperava para pagar o Fizz limão que fui comprar na esperança que o açúcar me desse a inspiração para escrever algo altamente intelectual e inteligente. Pois as não-sei-quantas calorias já se encontram alojadas ali a sul e a tal da inspiração, nem vê-la. E a única coisa que me vem à cabeça é um verso da Gertrude Stein: “A rose is a rose is a rose is a rose.” Pois… Não é grande espingarda, pois não? Mas é o mais elaborado que se me ocorre assim, de repente. E olhem que é raro eu ficar sem palavras. Mas hoje acordei assim.

HOJE É UM DAQUELES DIAS EM QUE NÃO ME APETECE ESCREVER AQUI

Mas com as miúdas todas ao estalo e à canelada e os miúdos a gozar e a dizer que é mesmo de gaija e que são parvas e tal e coiso e não percebem que um blog é só um blog e tal, alguém devia contribuir para o nível da coisa, não?

(Vocês sabiam que o Pedro Passos Coelho tinha sido casado com a Fá das Doce? Isto deixou-me obcecada desde que ouvi isso hoje de manhã…)

PEEP SHOW

Mente Quase Perigosa: E ele diz que houve um momento em que eu me cortei.

Amiga da Mente Quase Perigosa: Mas quando?

MQP: Pois se eu soubesse... Eu disse-lhe que nunca me tinha cortado e ele responde-me que talvez eu ache isso mas da perspectiva dele era diferente e que. se calhar, os homens e as mulheres têm perspectivas diferentes. 

AMQP:  E depois?

MQP: Disse-lhe que não fazia puto de ideia de que é que ele estava a falar. E não faço.

AMQP: E ele disse-te?

MQP: Não. Diz que assim sendo também não me ía dizer. Eu disse-lhe que ía, sim senhor, ou não me chamava eu Mente Maria.

AMQP: E então quando foi?

MQP: Não sei. Ele não disse.

AMQP: Não disse?????

MQP: Não. Mas agora também não vou mudar de nome, n'é?

AMQP: Odeio quando os gaijos fazem coisas à gaija...

MQP: Pois...

SE EU TIVESSE QUE ESCOLHER O HOMEM IDEAL...

Pois era...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MENTE EM MODO NICOLA

Um dia vou aprender a não dizer às pessoas quando não gostei de alguma coisa e tirar aquela pós-graduação em Cinismo na Universidade da Vida. É que bem vistas as coisas, sempre dá menos trabalho.

Hoje ainda não foi é o dia...

OH FÁXAVOR!

O pessoalinho que recebe esta coisinha na caixa do correio e até nem gosta deste conceito e não quer o catálogo para nada, podia ser fofinho e mandar-me um, não?

POWER MAN

El Capitan deu o mote. Mandou as Gaijas tomarem as rédeas da situação. Eu fiquei aqui a pensar… Será que se eu pedir muito, haverá gaijos que me mandem fotos suas (deles) deitados em poltronas a fazer olhos de carneiro mal morto? E eu posso escolher? Posso?

(Falta o fim-de-semana, Mente Maria! Ele tinha um fim-de-semana para oferecer! Duhhh… A única coisa que tens –além do corpinho, vá – são duas bonecas de vudu que ninguém reclamou do último concurso!)

 

 

ESTOU DE GREVE

Deixei de comprar livros em português!

Já há uns meses valentes que deixei de o fazer. Porque é que eu hei-de ler a versão portuguesa de um livro numa língua que eu entenda na perfeição e pagar o triplo ou o quádruplo por isso? Acabou-se! E não venham cá apelar ao patriotismo e tal e há que pagar aos tradutores e o camandro que não há justificação. E não estou a falar de encomendar livros online – que isso então ainda é mais barato. Estou a falar de, por exemplo, um livro na versão original e uma traduzida na Fnac. Esses mesmo depois de virem do ‘istrangeiro’ ficam mais baratos que a versão portuguesa.

Querem um povo culto e que leia? Ensinem línguas às crianças para que possam ler os livros nas versões originais que nas portuguesas não há orçamento que nos valha. E, mais grave ainda, as traduções estão cada vez mais fracas. E para isso, eu não encontro nenhum tipo de explicação.

E COMO TENHO UM EXAME PARA A SEMANA...

Vou perder isto! E chateia-me que me chateia!

Resta-me esperar por Novembro, Borba e a sua Festa da Vinha e do Vinho.

Porque no fundo, no fundo, eu sou uma rapariga do povo…

TRADITION SAYS... (XI)

Uma mulher nunca vai para cama com um homem na primeira noite…

GREEN FINGER

Há 10 anos atrás, havia um homem na minha vida que me dava flores quase todos os dias. Os ramos incluíam sempre rosas ou orquídeas. As rosas nunca tinham espinhos mas eu descobri, mais tarde, que ele os tinha guardado todos para mos espetar no fim. E foram muitas rosas… Uma das coisas que ele me ofereceu foi uma orquídea em vaso. Quando me espetou os espinhos todos e fez de mim um alvo em movimento, eu decidi vingar-me. Muito maturamente, escolhi como alvo da referida vingança, a orquídea que entretanto crescera como uma erva daninha. O primeiro passo foi colocá-la na rua. Toda a gente me dissera que estas bicharocas eram muito sensíveis e que morriam por duas coisas: tudo e nada. Com isso em mente, expulsei-a de casa. Como a desgraçada não dava ares de querer fenecer, decidi levar a coisa ao extremo e coloquei-a sob o sol inclemente de Julho. De vez em quando, ia lá vê-la. Firme e hirta. Nem uma folhita com ar de quem ia quinar. Lá ficou. Todo o Verão e todo o Inverno. Passou pela seca e pela inundação. Nunca foi regada. Nunca foi adubada. Nunca foi fertilizada. Nunca foi tocada. Na primavera, numa das vezes que passei por ela, vi que, por entre as folhas empoeiradas e enlameadas, surgia uma flor. Acho que foi nesse momento que fiz as pazes com o mundo. Limpei a bichinha, fertlizei-a, resguardei-a e, quando a flor cresceu e caiu, dividi os bolbos que já se encavalitava uns nos outros por vários vasos. Esses vasos já se desdobraram em mais vasos que já foram viver para outras casas. Alguns continuam no alpendre de trás. Se eu podia aqui acrescentar alguma frase com alto conteúdo moral acerca do paralelismo entre a planta e a personagem principal deste blogue, podia, mas toda a gente sabe que eu estou mais para erva daninha do que para delicada orquídea, portanto vamos lá ao que realmente interessa.

No Dia dos Namorados, ofereceram-me uma roseira pequenina num vaso com corações espetados e tudo e tudo e tudo. Aqui há uns dois meses, a bicharoca começou a dar os típicos sinais da (como diria o meu amigo Almancil que há muito não aparece) bufita mestra. Pensei comigo e com os meus botões que, de facto, eu e as roseiras não temos histórias com finais felizes. Numa tentativa derradeira de salvamento a que só faltou mesmo a respiração boca-a-boca, podei-a toda, fertilizei-a, coloquei-a mais perto do sitio onde me costumo sentar no sofá. Na semana passada, os rebentos das folhinhas já me faziam sorrir. E desde há 2 dias que eu me sentava no sofá com o Projecto de Gaijo à espera que o pequeno botãozinho se abrisse. Foi ontem…

Agora sim, o paralelismo com elevado conteúdo moral que se impõe: eu devo ser uma pessoa adorável!

(E quando eu digo pequeno, não é uma hipérbole. É mesmo pequeno. Aquilo é uma colher de café. Para aqueles que baralham os talheres, é a colher que vem com a bica…)

(E Bom Dia para todos que estas coisas têm tendência para me pôr bem disposta!)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

WHAT'S HOLDING US BACK?


Um acusa-me de me 'cortar' e eu nem sei a que ele se refere.
Outro diz-me de 'nunca me ponho a jeito'.
Um terceiro 'não me entende'.
O quarto esqueceu-me.
Há um quinto que eu esqueci.

E o mais estranho é que nada disto me mói. Nada disto me dói. É como se eu tivesse posto os meus sentimentos verdadeiros em suspenso e aguarde um passe de magia que me tire deste transe. Uma magia que tarda em acontecer...

LIAR, LIAR, YOUR PANTS ARE ON FIRE

Quem me conhece, minimamente, sabe que detesto mentirinhas. Por vezes, até entendo as mentiras grandes, que envolvem coisas importantes. Entendo que a pessoa que as proferiu, achou que não havia saída. Que estava encurralada. Entendo. Não quer dizer que concorde ou que considere correcto. Acho que é um acto de cobardia, mas sou capaz de até fazer um esforço para o entender.

Também sou capaz de entender as ‘little white lies’, as mentiras piedosas, aquelas que são proferidas para não magoar alguém. Mais uma vez, não as defendo, mas sou capaz de entender.

Agora, o que eu não entendo, não defendo e, sou muito honesta, tenho sérias dificuldades em perdoar – e, em perdoando, não esqueço – são as mentiras por merdalhices. Aquelas que eram absolutamente desnecessárias, aquelas que tanto dava terem sido ditas como se ter dito a verdade. Nem considero que isso seja cobardia, acho mesmo que é pura falta de carácter. E o pior é que com este polígrafo interno com que nasci, estas são as que mais facilmente detecto. O que faço? Exactamente o mesmo que faço com os Atestados de Estupidez: encaixo, sorrio e registo. Tal como com os ditos Atestados, se alguém está a olhar para mim e a mentir, é porque eu devo ter feito algo para merecer isso.

E onde ficam as omissões? Ahhhh… Essas são as minhas preferidas! É que a pessoa que omite deliberadamente algo, está plenamente convicta que está a fazer a coisa correcta. Ou seja, ela não está a mentir porque é uma pessoa íntegra que não mente. É uma pessoa incapaz de enganar outrem. É uma pessoa recta, séria, que diz a verdade. Talvez não diga é a verdade toda, mas isso não é mentir, pois não?

Pois deixem-me que vos diga uma coisinha: pela minha experiência, e já lá vão uns aninhos no ramo da churrasqueira, 99% das vezes, omitir é exactamente o mesmo que mentir. Com a diferença de que o omisso fica com essa desculpa para usar quando confrontado. Ao fim ao cabo, uma pessoa que omite algo deliberadamente nada mais é do que um mentiroso… Com um álibi!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TAMBÉM VOS DIGO...

Posso ter celulite no rabo, mas faço umas beringelas recheadas de fazer chorar os anjos no céu.

Se alguém quiser jantar amanhã, acompanha com salada mista!

E AINDA DIZEM QUE AS GAIJAS NÃO VÃO AO GINÁSIO PORQUE NÃO QUEREM

No outro dia, lia que as mulheres deveriam cuidar mais de si mesmas e ir ao ginásio e que a falta de tempo era só uma desculpa. Ora digam-me lá, se eu saí de casa às 8 e meia da manhã e estou a sentar este lindo rabito a esta hora, qual será o horário de ginásio compatível com o meu estilo de vida? 

É que eu prefiro 3 horas de squash ou aquela coisa da bicla ou ioga ou natação a ter feito o jantar de hoje e de amanhã, à discussão sobre a obrigatoriedade do banho, à ida ao supermercado, à discussão acerca do horário dos desenhos animados. É que prefiro mesmo!

E já mencionei que no meio disto tudo ainda nem sequer jantei?

E ainda não começaram as minhas aulas...

AHHH AGORA, SIM, JÁ VI TUDO NESTA VIDA

Eu conheço um homem que se curou da fantasia com enfermeiras. Tinha a fantasia. Não tem mais. E eu que achava que esta era eterna e incurável.

EU TENTO SEMPRE OS 180º MAS POR MUITO QUE ME ESFORCE, SAEM-ME SEMPRE 360º...

“Something always brings me back to you.

It never takes too long.

(…)

You hold me without touch.

You keep me without chains.”

(Sara Bareilles in Gravity)

 

A PROFESSORA DE PORTUGUÊS QUE NUNCA FUI, ULTRAJA-SE QUE SE ULTRAJA

Meus fofinhos, quando mandam sms’s, emails e afim, a pontuação não é opcional, ok? Ela existe com um fim especifico que é o de tornar o texto (mais) perceptível aos olhos do destinatário. Se pergunto alguma coisa e me respondem: “Estou a jantar amiga”. Não podem ficar surpreendidos por eu, quando recebo a resposta prometida apenas 3 minutos depois, responder: “Já está? Foi rápido…”

Uma vírgula. Basta uma vírgula para mudar o destino da vossa vida.

Vale a pena pensar nisto…

domingo, 5 de setembro de 2010

BIPOLAR? EU? NÃO...

Às vezes, penso naqueles mineiros soterrados no Chile e invento histórias na minha cabeça acerca das suas vidas. Outras vezes, limito-me a imaginar-me ao volante daquele hibrido da Mercedes que aparece no anúncio. Sou volúvel. Tem dias em que sou solúvel. Sou constatemente volátil. Incendiária num dia, congelada no seguinte. Preocupada num momento para no, imediatamente a seguir, estar completamente a borrifar-me para o assunto. Eterna romântica hoje; rainha do cinismo amanhã. 

E o grande problema é que eu não sei qual destas inúmeras mulheres, que habitam em mim, sou mesmo eu.

HÁ MULHERES QUE SÃO ASSIM... PREJUDICIAIS À SAÚDE...


sábado, 4 de setembro de 2010

SÓ PERCEBERÁ QUEM VÊ A 'ANATOMIA DE GREY'

Eu tenho um man whore na minha vida. Eu sou a Addison na vida dele.Quem viu as séries todas, deve entender mais ou menos o que isto quer dizer...

UMA CONSPIRAÇÃO DO UNIVERSO

Na sexta-feira, depois do post da Estatistica, passei pela FNAC porque me apetecia rever o Casablanca. Não havia o dvd. 

'Como não têm um super-clássico como esse?' 'Não temos, menina...' 'O mundo está perdido!'

Aparentemente, o director de programação da RTP encheu-se de penas de mim e dentro de 40 minutos, começa o épico na RTP2. Depois não digam que eu não avisei... Vou ali preparar um qualquer petisco e esparramar-me no sofá a ver a sessão dupla. A seguir ao Casablanca passa "Passagem por Lisboa".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

AINDA NÃO SEI O QUE PENSAR DISTO...

MOMENTOS 'PARA MAIS TARDE RECORDAR' DAS FÉRIAS

“Oh mãmã… Preciso da tua ‘compaínha’ para dormir!!!”

ESTATISTICA

Um dos primeiros posts que escrevi no Cabra de Serviço chamava-se Casablanca. Falava daquilo que vulgarmente denominamos como coincidências e terminava assim:

“Eu que tanto quero acreditar em coincidências, acasos e sorte, sinto-me incapaz de fazê-lo. E penso sempre que o destino deve ser um belo de um sacana que nos atira esses momentos para nos manter o vicio, a vontade, os instintos alerta. E quando cruzo aquela esquina e o destino está lá de perninha estendida, prontinho para mais uma rasteira, penso sempre que esses momentos não se chamam coincidências, acasos, sorte ou destino. Chamam-se Casablanca e esboço sempre um sorriso enquanto a voz do Rick me passa pela cabeça, repetindo incessantemente a mesma frase:

‘Of all the gin joints, in all the towns, in all the world, she walks into mine.’"

E esta é, basicamente, a história da minha vida. Uma confluência de probabilidades impossíveis tornadas realidade. Estatisticamente, eu não deveria estar viva desde 1998. Estatisticamente, eu não poderia ter sido mãe em 2005. Estatisticamente, eu não deveria ser uma pessoa bem sucedida. Estatisticamente, eu deveria ser uma mulher com tendências maníaco-depressivas. Estatisticamente, as pessoas não se encontram múltiplas vezes, casualmente, nas praias algarvias, em Agosto, sem marcação prévia. Mas lá está… “of all the towns, in all the world…” só quem eu gostava mesmo (naquela de ver o circo a pegar fogo) é que não “…walk into mine”!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

APETECE-ME

Escrever. Escrever muito. Mas o que acontece é que eu desliguei mesmo. Eu estive mesmo offline durante as férias. Apontei 2 ou 3 frases em papeis que andam pelo fundo da mochila da praia e agora sinto-me como um carro que não desenvolve. As ideias num turbilhão. As palavras que se atropelam para sair e eu sem conseguir encontrar o fio à meada. Também não ajuda ter uma carta para escrever e não saber por onde começar. Sabem aquelas coisas que adiamos um dia, uma semana, um mês e, quando damos por ela, já passou muito tempo. Demasiado tempo... Mas ainda assim, a coisa vai-se dar. Tanto a carta como os posts que rodam e fervilham na minha cabeça. Vai-se dar, vai...

NEM SINAL

Está oficialmente decretado que somos tão ruins, tão ruins, tão ruins que maleita nenhuma nos chega. Enquanto o resto da maralha anda a braços com quitoso e afins, cá em casa, nem sinal dos bicharocos!

Thank God for small favours!

É DO MEU MAU FEITIO...

Ou toda a gente neste estaminé desenvolveu um sentido de humor peculiar que me leva a considerar a hipótese de os mandar todos para a pata que os pôs ainda antes de terminar o 1º dia?

JURO JURADINHO ou POST PARA GAIJA

A 1ª coisa que vou fazer assim que chegar ao parque de estacionamento e entrar no carro é arrancar de mim uma peça de roupa que já não usava desde que entrei de férias (acho eu…). É que esta coisa está-me a enlouquecer!

NEM NO VERÃO AS MULHERES DEIXAM DE TER PROBLEMAS

E um deles é insistirem em amuar, a fazer beicinho e a serem umas reais pain in the tutu quando querem que um homem lhe conte alguma coisa ou lhes dê alguma explicação. Já vai sendo altura de aprender que um “Está bem…” com o desinteresse bem patente nas reticências funciona como um libertador de língua poderosíssimo que leva os meninos a contar a vida deles desde pequeninos…

UMA CONSPIRAÇÃO MUITO INTELIGENTE

Tenho o computador a trabalhar de forma tão rápida que um caracol parece um ferrari.

O Outlook bloqueia de 30 em 30 segundos.

O meu telefone está estranhamente silencioso.

Os big bosses estão fechados cada um no seu gabinete.

Tenho para mim que isto a continuar assim, consigo dormir a sesta.

P.S.: Ao fim ao cabo, só tenho uns milhares de e-mails para arquivar, umas dezenas de contratos para ler, fora a actualização da legislação… Está-me a dar cá uma soneira…

P.S.2: E o que eu me sinto desajustada de saltos altos? Parece que cresci 10 cms desde ontem!

P.S.3: Estive quase a vir trabalhar com o bikini debaixo da roupa…

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ALGUÉM ME PODE DIZER... 2

Como se desliga este gaijo pikeno que não se cala e cuja cama deve estar cravada de pregos tal é a rapidez com que eu o deito e ele me volta a aparecer porque tem que me dar um beijo e/ou me ama e/ou tem sede e/ou tem xixi e/ou tem fome e/ou magoou o pé e/ou se esqueceu de pôr o carrinho que tem mesmo que mostrar aos amigos na mochila e/ou quer decidir quais os calções que vai usar amanhã e/ou... e/ou ... e/ou...

Se alguém me pudesse informar onde se abre o compartimento das pilhas, eu ficaria eternamente agradecida.

ALGUÉM ME PODE DIZER... 1

Porque é que as put@s das amigas do meu filho apanham sempre piolhos com os rivais dele que são sempre loiros com cabelo liso e ar de betos?

(O Gaijito nunca apanhou. Fiz-lhe a vistoria há bocadito e so far so good. Eu, à cautela, vou ali mergulhar em Stop Piolhos que desde que me ligaram não paro de me coçar.)

EU NO FUNDO, NO FUNDO, SOU MUITO SUPERFICIAL*

Há pouco, na conversa com uma amiga, dizia-lhe que nasci mesmo para dondoca. Para passar a vida em massagens, spas, praias, viagens, compras... Nasci para isso como certas pessoas nascem para ser mães, outras para ser médicas, outras ainda para serem boas.

Ela tentava convencer-me de que me fartaria em pouco tempo. Eu tenho para mim que as minhas amigas têm uma imagem idealizada de mim. Eu não sou boa pessoa. Eu sou fútil. Eu existia bem sem nunca mais na vida trabalhar por obrigação. Podia até fazer alguma coisita. Mas quando me apetecesse e sem  ser obrigada a isso. É isso... Eu gostava de trabalhar quando me apetecesse. 

(*Lola in 'O Gang dos Tubarões')

VICIO DE VERÃO

Completamente agarrada. Vou ali ver mais 1 ou 4 episódios e já venho!

(É dos meus olhos ou tanto ele como ela são giros comó camandro?)

A TRABALHEIRA QUE VOU TER...

A reaprender a andar de sapatos.
A reaprender a andar vestida.
A reaprender a ver as horas.
A tirar a areia toda do cabelo.
A deixar de ter pontas de cabelo loiras.
A estar fechada em vez de passar o dia a céu aberto.
A ensinar ao gaijinho pretito de cabelo loiro que não se pode despir sempre que lhe apetece.
A ensinar ao gaijinho pretito de cabelo loiro que tem que andar calçado.
A ensinar ao gaijinho pretito de cabelo loiro que não se pode meter debaixo de tudo quanto deite água, incluindo mangueiras, aspersores e fontes.
A reaprender e a ensinar ao gaijinho pretito de cabelo loiro que habitualmente, na nossa mesa de refeições, não se sentam a todas as refeições mais de 10 pessoas.
A reaprender a cozinhar para menos de 10 pessoas.

E temos 24 horas para aprender isto tudo. Das duas uma, amanhã ou fazemos um treino intensivo ou vamos à praia. Estou indecisa...